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cheia

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25
Jan21

Vidas!

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Vidas!                (1)

 

Recusou-se a nascer antes do fim da segunda guerra mundial

Os pais muito pobres, num tempo em que era tudo racionado e com senhas

Tinham-se juntado no outono de 1944

Era o que a maioria, dos casais, fazia

Alugaram parte de uma casa, onde também funcionava a Escola Primária e vivia a professora

Ele com 29 e ela com 17 anos, há muito que andava de olho nela

Muito bonita, com uns longos cabelos até ao fundo das costas

Conhecera, porque o pai dela alugara uma casa e uma courela, no monte dele

Para onde os irmãos iam com as ovelhas, durante uma temporada

E, ela, de vez em quando, ia lá dar-lhes assistência

Teve um parto difícil, uma grande hemorragia

Um curioso, ainda, por cima, receitou-lhe uma sangria

Era assim, naquele tempo, sem médico nem parteira, pelo menos, para os mais pobres

Eram as outras mulheres quem lhes acudia

O pai dela, com medo de perder a segunda filha e o primeiro neto, levou-os para casa dele

Para a mãe e as irmãs tomarem conta deles

Não havia escolas! As Mestras ensinavam a ler, escrever e fazer contas

Numa das saídas de Almodôvar, está uma placa a indicar o Monte das Mestras

Foi só um dia a casa da Mestra, para aprender a ler

Não pode ir mais, porque tinha de tomar conta dos irmãos: 7 ( no mesmo mês em que ela teve o segundo filho, a mãe teve o nono)

Sofreu muito por não saber ler nem escrever, dizendo que não sabia uma letra do tamanho de um burro

Naquele tempo diziam que as mulheres não precisavam de saber ler nem escrever, tinham era de saber coser meias

O marido, o mais novo de quatro rapazes, sabia muito bem ler, escrever e fazer contas

Aprendera com uma Mestra, à noite, depois dos trabalhos no campo

Aos homens só era permitido que trabalhassem no campo

Nenhuma mãe queria ver um filho a lavar a loiça, as fraldas, o chão……………

As raparigas podiam trabalhar em casa, no campo, que ninguém ficava incomodado

Ao longo dos séculos, as mulheres têm sido discriminadas, contra isso, muito têm lutado.

Continua

 

 

5 comentários

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    cheia 25.01.2021

    Muito dura, Maria!
    També te desejo uma boa semana!
    Beijinhos
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    Maria 25.01.2021

    Ando a rever a série, Retalhos da vida de um médico. Realmente era uma vida mto dura. O último episódio decorria em Pavia. Uma vida muito dificil. Percebi quão privilegiada fui em ter nascido nuna cidade, a vida não era perfeita para os meus pais, mas nos faltou cuidados de saúde e outras necessidades essenciais. Vivíamos sem luxo mas com conforto.
    Beijo
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    cheia 25.01.2021

    Sem dúvida, Maria! Ainda hoje, no interior, há localidades que não têm nada, porque os políticos os abandonaram, só governam para a clientela. Ontem o Alentejo gritou: basta!
    Boa tarde!
    Beijinhos
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    Maria 25.01.2021

    Fiquei surpreendida com o "grito do Alentejo" Mas há sempre um dia que as pessoas se revoltam de tantas promessas e intenções não cumpridas. Há que tentar a mudança. Foi uma boa lição para os que achavam que tinham o controle e que pelos vistos, nada ou pouco o fizeram, mm tento o controle de algumas camaras.
    Não comento a escolha, mas ficou a lição. O cansaço de nada mudar falou mais alto.
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