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cheia

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10
Mai20

Dor

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Dor

Os teus olhos não me saem do pensamento

Não queria presenciar mais um horrível momento

Mas, por que razão matam crianças e as atiram ao vento?

É tão grande a dor, que não há palavra para classificar este tormento

Este domingo o sol não apareceu, porque não quer ficar associado a assassinato, tão violento

Infelizmente, todos os dias, muitas crianças são assassinadas, mas finjo que não sei, porque os seus olhos, não entram por os meus adentro

Mas, hoje não consigo fingir, porque o teu doce olhar, não deixa de me atormentar

Mas como é que alguém é capaz de matar uma inocente indefesa!

Como é que os meus dias poderiam não ser cheios de tristeza

Se só vejo vingança, maldade e muita inveja

Uma flor frágil, tão delicada, que sonhava ser filha do amor

Foi vítima de quem menos esperava

O seu avô materno, muito chorava, foi, também, a morte dele, antecipada

Como é que existe tanta gente, com tanta maldade acumulada!

O meu coração ficou como se, também, tivesse levado uma facada

Preferia não ver televisão, não saber das notícias, mas pouco adiantava

Poderia não sofrer tanto. Mas, para o mundo isso não significava nada

Porque as mortes, as guerras, a fome, as doenças e os restantes horrores não acabavam

Para todos, a quem roubaram a vida, o meu amor

Ninguém tem o direito de tirar a vida, seja a quem for.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

  

 

20
Set19

Despedidas

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Despedidas

O verão já há alguns dias que se vem despedindo

Menos sol, menos calor, ameaças de chuva

Acaba o verão, a estação que nos aquece o coração

Das férias, dos encontros com os amigos

Aquela que faz parar a planície

Quando os termómetros ultrapassam os quarenta graus

Animais e plantas, no pico do calor, fazem uma pausa

Para dormirem uma sesta

Acabou-se o tempo de andar ao leu!

Enquanto, nós, vamos tendo necessidade de vestir mais peças de roupa!

Algumas árvores já se começaram a despir

Vão, todas, as folhas deixar cair

Para passarem o inverno, nuas

Para na primavera se vestirem, de novo

Com roupa nova e perfumada

Vamos entrar no outono

Uma estação associada à reta final da vida

Antes do inverno eterno.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

03
Set19

A Medicina!

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Mãe

A realização de um sonho

Graças à medicina

A prenda mais desejada

Para quem temeu

Que o sonho, de ser mãe, fosse impossível!

Quanta gratidão há?

Nesses dois enormes e lindos olhos!

Que a todos dão força e encanto

Como que a dizerem, consegui!

Incentivando, todos, a lutarem pelos seus sonhos

Porque a vida é só isso!

Uma luta constante, para atingir os sonhos.

 

José Silva Costa

12
Jul19

As guerras!

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As guerras!

Tanto Sol e Lua

Tanta criança na rua

A fome é crua!

Nos acampamentos

Para refugiados

Os amontoados

Vivem sem esperança

À espera de uma mudança

Que lhes permita viver

Uma vida normal!

Uma prisão de tendas e cordas

Sem trabalho, nem escolas

A viver de esmolas

Anos sem fim!

Com a vida interrompida

Por uma guerra temida

Que os fez fugir!

Deixando tudo

Levaram o essencial

A vida!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

18
Jan19

A beleza da vida

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A beleza da vida

Arautos das audiências

Que aos burros pedem licença

Para matarem a liberdade

E moerem-nos a paciência

Não entrem por essa ciência

Não recorram a tudo, para a vossa sobrevivência

Não contribuam, para que, a liberdade, fique despida

Lembrem-se do antigamente, recente

De que “da liberdade, só nos restava a avenida”

Não espezinhem a liberdade, para a vossa subida, na vida

Porque ela, a muitos custou, a vida

Sem liberdade, não teriam essa boa vida

Nem enxovalhariam, os outros, com essas línguas, queridas

Não entupam, com a vossa violência, as avenidas

A liberdade deve ser, por todos, vivida

Na diversidade, com que todos contribuem, para a sua alegria

Sem racismos, nem excluídos, com amizade, como se fosse uma romaria

Todos temos necessidade de respirar, todos os dias, em liberdade

Sem ela não vale a pena viver, nem fazer nada

Liberdade, minha rica amada!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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