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cheia

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18
Mai20

A Natureza

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Maio

 

Verdes estão os campos

Cheios de flores

Perfumadas como os amores

Nos verdes campos há uma grande azáfama

Plantas, árvores, aves, insetos, répteis, e não sei que mais

É um fervilhar de vidas

Interlaçadas, dependentes, concorrentes, complementares

Um ecossistema perfeito

Indiferente a pandemias, vírus, medos, enredos

Mas, sempre, atentos porque os predadores

São mais que muitos!

Têm uma grande vantagem sobre nós

Vivem na Natureza!

Não a hostilizam

Enquanto nós, não respeitamos nada

Temos uma ganância danada

Nunca estamos saciados

Queremos, sempre, mais e mais

Estamos na encruzilhada

Podíamos aproveitar

Para escolher um novo caminho

Respeitando a Natureza

Procurando um desenvolvimento sustentado

Na economia verde baseado

Aproveitando os ecossistemas

Temos a terra, o sol, a água e o vento

Com humildade e respeito aproveitemos

O que têm para nos dar

Já vimos o custo de tudo parar

Fome, miséria, muito mal-estar

Temos de uma nova vida inventar

Começando por todos respeitar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

13
Abr20

Os tempos

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Os tempos

 

O silêncio sufoca-me o presente

Falta-me o barulho dos carros, em andamento

As cidades, as vilas, as aldeias estão em confinamento

Tudo tão calmo, tão parado, tão puro, o ar

Hoje, nem o vento apareceu!

Mas, não consigo sossegar

Penso no movimento intenso

Não fosse o inimigo invisível

Cortar-nos o ar, roubar-nos o dia

Afinal, tudo tem um dia: do começo e do fim

E, nós esquecemo-nos de quão bela é a alegria

Foi preciso o tempo dar-nos tempo, para voltarmos ao pensamento

Sem tempo, nunca nos aperceberíamos da importância do silêncio

Quando não temos tempo, para aproveitar o tempo

Como seria tão bom, beneficiarmos de tanto tempo, sem confinamento

Sem ele, não nos aperceberíamos da qualidade do tempo

Tanto ambicionámos ter tempo, agora não sabemos o que fazer com o tempo

Nunca tínhamos saboreado o silêncio, o perfume do vento, o cheiro do asfalto e do cimento

O que me assusta, foi termos parado, quase todos, ao mesmo tempo

Resta-nos a dolorosa fatura, deste descanso, que estamos a pagar e pagaremos durante muito tempo.

Para não falar dos que se foram antes do tempo.

 

José Silva Costa

17
Jun19

17/06/2017

cheia

A tragédia

O sol nascera, como em muitos dias de Junho, radioso

O dia corria normalmente, até que as chamas envolveram as populações

As lavaredas montadas nos ventos fortes, levavam tudo à sua frente

O fumo escondeu o sol, o dia tornou-se noite

Nunca ninguém tinha visto um a coisa assim!

Não deu tempo nem para decidir

Ficar, correr, fugir, que fazer!

Não havia tempo a perder

A quem recorrer, se as comunicações não conseguiam responder!

Abandonados à sua sorte, uns correram para a salvação, outros para a morte

Rodeados por um inferno de chamas, sem ninguém que lhes desse esperança

Alguns meteram-se nos carros para fugirem à morte

Mas a estrada era de má sorte

Tudo ficou queimado, e o alcatrão bem marcado

Sessenta e seis mortos!

Duzentos e cinquenta e três feridos!

Meio milhar de casas destruídas!

Que sejam sempre recordados

Que se faça tudo para que tragédias destas não se repitam

Sejamos mais programáticos

Acreditemos menos na sorte

Porque o vento Norte, pode trazer a morte.

José Silva Costa

08
Jun18

O tempo!

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O tempo

 

O tempo! Nunca consegue a unanimidade, no contento

Uns querem chuva, outros sol, e, outros vento

Uns querem-no radioso e, outros cinzento

Vai-se o sol, vem a chuva e o vento

Temos tido uma Primavera fresca, alguma chuva e vento

Para acabar falta pouco mais, que um momento

Ai o tempo! Como é que poderia agradar a todos?

Só se chovesse no nabal e fizesse sol na eira, ao mesmo tempo

O tempo, é motivo de conversa a todo o momento

Em breve chegara o Verão, para mais um julgamento

Uns querem-no bem quente, outros, ameno.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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