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cheia

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10
Mai20

Dor

cheia

Dor

Os teus olhos não me saem do pensamento

Não queria presenciar mais um horrível momento

Mas, por que razão matam crianças e as atiram ao vento?

É tão grande a dor, que não há palavra para classificar este tormento

Este domingo o sol não apareceu, porque não quer ficar associado a assassinato, tão violento

Infelizmente, todos os dias, muitas crianças são assassinadas, mas finjo que não sei, porque os seus olhos, não entram por os meus adentro

Mas, hoje não consigo fingir, porque o teu doce olhar, não deixa de me atormentar

Mas como é que alguém é capaz de matar uma inocente indefesa!

Como é que os meus dias poderiam não ser cheios de tristeza

Se só vejo vingança, maldade e muita inveja

Uma flor frágil, tão delicada, que sonhava ser filha do amor

Foi vítima de quem menos esperava

O seu avô materno, muito chorava, foi, também, a morte dele, antecipada

Como é que existe tanta gente, com tanta maldade acumulada!

O meu coração ficou como se, também, tivesse levado uma facada

Preferia não ver televisão, não saber das notícias, mas pouco adiantava

Poderia não sofrer tanto. Mas, para o mundo isso não significava nada

Porque as mortes, as guerras, a fome, as doenças e os restantes horrores não acabavam

Para todos, a quem roubaram a vida, o meu amor

Ninguém tem o direito de tirar a vida, seja a quem for.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

  

 

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