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cheia

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04
Jul22

O grande negócio!

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O grande negócio

 

O grande negócio venceu

A pobreza perdeu

O dinheiro foi desviado

Para financiar a guerra

Mais dinheiro para a defesa

Menos riqueza para o que é necessário

De que não fazem parte as guerras

Os mais pobres continuam à espera

A guerra é que não pode parar

As fábricas de material de guerra é que não podem fechar

A saúde, a habitação, a educação, o pão ficam para segundo plano

Quem declara a guerra não vai para ela

Manda a juventude, para morrer e matar

Anda um pai e uma mãe vinte anos a criar um filho, para depois lho levarem

Ficam felizes se ele voltar são e salvo

Mas o ideal seria acabar com todas as guerras

Mesmo que seja uma utopia

Mas que seria muito bom, seria!

Seria uma grande alegria

Viver em harmonia

Correr atrás de um sorriso

Sem o perigo de tropeçar num míssil

Dos que são disparados contra alvos militares, mas atingem alvos civis

Ao porta-voz do Kremlin não lhe falta verniz, muito lhe cresce o nariz!

Quer ser convincente no que diz

Mas não condiz com o cariz

Se não se tratasse de uma tragédia, só dava vontade rir

Quanto mais tempo continuará a mentir!

 

José Siva Costa

 

 

 

 

14
Mar21

Vidas (19)

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Vidas

Continuação (19)

O anterior regime tentou esconder as tragédias, que aconteceram, principalmente nos anos sessenta do século XX. Uma grande tragédia foi o desabamento de uma das Coberturas da Gare da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, na linha férrea de Cascais, que aconteceu a 28 de Maio de 1963, no dia do trigésimo sétimo aniversário do golpe de Estado de 1926, que deu origem ao regime do Estado Novo. O Governo negou ter sido um atentado, tendo retirado, ao construtor, o alvará de obras Públicas, por defeito na construção, fazendo com que a firma tenha falido cinco dias depois. Mas, ficou a dúvida, se não teria sido um atentado. Decorria o funeral do Escritor Aquilino Ribeiro. Esta tragédia causou 49 mortos e 61 feridos

No ano letivo seguinte, o José continuou a estudar na Escola Académica. Voltou a inscrever-se, para fazer exame como aluno externo, no mesmo Liceu, mas foi transferido para o Liceu Camões, que era considerado um dos mais exigentes. Ficou aprovado, já podia ir para o curso de Sargentos Milicianos

Assim que soube do resultado, mal saiu do Liceu, entrou na cabine telefónica, existente na via pública, para dar a novidade à namorada. Já tinham o casamento marcado para Setembro, autorizado pelos respetivos pais, por só terem vinte anos

Alugaram um quarto na Rua da Imprensa à Estrela, situada por detrás do Palácio de São Bento, por uma renda de quatrocentos escudos mensais, por mobiliar. O patrão, do José, ofereceu-lhe a cama e as mesas-de-cabeceira. Compraram uma pequena mesa retangular, com uma gaveta para os talheres e espaço para guardar os pratos e os tachos, e dois bancos, um rádio e a máquina de escrever completavam a mobília

  Naquela casa já viviam a dona da casa, com uma filha e um filho, maiores de idade, e outro casal com um bebé. Por cima, no primeiro andar, vivia o saudoso maestro José Atalaya, que nos deixou recentemente. Todas as noites adormeciam ao som dos seus ensaios   

Voltou a matricular-se na Escola Académica, para fazer o segundo ciclo liceal. Teve a sorte de ter três professores excecionais: o de português, um camoniano, que andava a elaborar um dicionário de “ Os Lusíadas”, O professor de ciências, que tinha o programa gravado na memória, obrigando-os a escreverem o que ele ditava, a grande velocidade, alegando que, como não tinham tempo para estudar, aquela era a melhor maneira de aprenderem qualquer coisa. Mas, havia uns indisciplinados, que o interrompiam, para fazerem perguntas, que poderiam ficar para o fim da aula, obrigando-o a ter de rebobinar ate chegar ao que estava a ditar. Depois do 25 de Abril, foi à televisão explicar como se distinguia o bacalhau do pixilim. O de matemática, que conseguia fazer com que as enormes expressões algébricas deixassem de ser um bicho-de-sete cabeças. Defendia a utilização da Televisão, para reduzir a enorme taxa de analfabetos. Aquando da apresentação disse que estava disponível, aos sábados à tarde e nas manhãs de domingo, para tirar todas as dúvidas, aos que quisessem e pudessem aproveitar

Nesse ano não fez nenhuma disciplina. Mas, ficou o fermento para quando saísse da tropa, para onde foi, pouco depois do ano escolar acabar. A mulher voltou para a casa dos pais. Aos vinte sete meses de casados nasceu a primeira filha

O ter conseguido subir um degrau no ascensor social, fez com que conseguisse cumprir o Serviço Militar, na classe de Sargento, que para além do estatuto, contribui-o para que, a parte do vencimento que podia ser recebida na Metrópole, cerca de 90 mil escudos durante a comissão, desse para remodelar a velhinha casa, que o sogro tinha feito, sem casa de banho, sem água canalizada, nem eletricidade. Havia, apenas, uma torneira no quintal. Mas, mesmo assim, o dinheiro não deu para ligar a eletricidade do poste exterior para dentro de casa: 7.500 escudos, pagos com os últimos ordenados da tropa. A esposa teve de fazer de servente, muito tendo trabalhado, para ter uma casa com comodidades e dar ao marido, ainda mais alegria à sua chegada. Quando lhe perguntou do que é que ele tinha gostado mais, a resposta foi: “a casa de banho”

Aqueles que nascem, onde já há todas as condições, não sabem dar valor ao que é subir a vida a pulso.

Ainda há pessoas que se questionam se vale a pena estudar! Sem dúvida, que vale a pena estudar, mesmo que não contribua para uma melhoria material, o ganho pessoal, não há dinheiro que o pague. Assim, devemos investir tudo o que podermos na educação dos filhos ou netos, porque é um investimento que não podem vender nem hipotecar, só o podem usar

Quando regressou da guerra, o José continuou a estudar. A mulher atou-o ao mar, e ele não se quer libertar. Ainda trabalhou, perto de casa, ano e meio, mas arranjou trabalho em Lisboa, a ganhar quase o dobro, o que fez com que se tenha sacrificado a perder quatro horas, por dia, em transportes, por mais quase trinta anos

Viver nove anos em Lisboa, foi um grande privilégio, porque tinha tudo à mão: cinemas, teatros, museus, jardins ……………

Quem estiver interessado em saber mais, sobre a vida militar, dele, pode fazê-lo em: https://socieadeperfeita.blogs.sapo.pt -  Mazelas

    

José Silva Costa

 

 

 

     

 

 

17
Abr19

Quando tudo acaba

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Quando tudo acaba

O trágico acidente, que acaba de acontecer, na Ilha da Madeira

Foi o fim de todos os sonhos, para as 18 mulheres e 11 homens

Para os seus familiares e amigos as mais sinceras condolências

Num dia, já por si agitado, devido à falta de combustível

É muito duro sofrer este duro murro, para nos fazer pensar

Que a vida tem tanto de importante como de periclitante

Para quê tanta fome, tantas desigualdades?

Tantas vaidades, tanto racismo, fazendo com que a cor seja um castigo

Paz às suas almas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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