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cheia

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12
Jul19

As guerras!

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As guerras!

Tanto Sol e Lua

Tanta criança na rua

A fome é crua!

Nos acampamentos

Para refugiados

Os amontoados

Vivem sem esperança

À espera de uma mudança

Que lhes permita viver

Uma vida normal!

Uma prisão de tendas e cordas

Sem trabalho, nem escolas

A viver de esmolas

Anos sem fim!

Com a vida interrompida

Por uma guerra temida

Que os fez fugir!

Deixando tudo

Levaram o essencial

A vida!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

26
Abr19

Campanhas eleitorais

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Esbanjar

Indiferentes aos vinte por cento de pobres, deficientes serviços públicos, baixos salários

Os partidos continuam surdos e mudos aos sinais dos tempos

Não aceitaram que os diferentes atos eleitorais se realizassem todos no mesmo dia!

Preferem meio ano de campanhas eleitorais, porque já produzimos demais!

Quanto se poderia poupar? Parece que temos muito, para esbanjar

Vão gastar cinco milhões, só para as europeias

Não admira que falte, para tantas coisas, também, muito importantes

Tornaram-se máquinas opressivas, que só veem e ouvem os que os apoiam

Quem discordar ou opinar é imediatamente insultado e expulso

No Governo e em algumas autarquias criaram centros de emprego

Primeiro para os familiares, para os outros só se sobrar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

04
Mar19

A moda

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Os Portugueses

Portugal está na moda

Há portugueses em todo lado

Para todo o mundo, são contratados

Os nossos profissionais de saúde são muito solicitados

Mas, os políticos não são cobiçados!

Santana Lopes bem lançou um apelo

A criação do Senado

Para servir de lar aos inválidos da política

Como ninguém o ouviu

Criou um partido

Como os ventos mudam a história!

Há pouco mais de meio século

Começa - mos a invasão da França

Pela calada da noite, com a ajuda “dos passadores”

Atravessavam as fronteiras

Os patrões franceses esfregavam as mãos, de contentes

Mão-de-obra barata!

Depois saltaram para outros países

Um amigo meu, sem saber ler nem escrever

Não gostou das condições dos franceses

Obteve um passaporte de turista, para a Alemanha

Mas não conseguia emprego, por causa da folha, onde dizia que era turista

Cansado, desesperado, retirou essa folha

No dia seguinte arranjou emprego

Mais tarde levou a mulher e a filha

Que leciona, em Portugal, a disciplina de alemão

Os emigrantes iam fazer os trabalhos, que os naturais, não queriam

Hoje, também, são os emigrantes, que fazem o que não queremos

Portugal, de novo, nas bocas do Mundo!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24
Out18

O quotidiano

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O quotidiano

 

Vens à noitinha

Ao nascer da lua

Entrar na noite nua

Caminhas na rua

Entras e sentaste a ver a lua

À espera dos braços da hora

Que te trarão o sono, sem demora

Cansada de um dia cheio de nada

Levantaste-te de madrugada

Para mais uma jornada

A camioneta da carreira ficou na garagem, parada

Mais uma greve programada

Quem reparou no teu estado

Ficou preocupado

Um deu-te boleia

Chegaste atrasada

O patrão não gostou nada

Ficaste agastada

Tanto esforço para nada

A vida é uma estopada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

01
Mai17

Primeiro de Maio

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Primeiro de Maio de 2017

 

Sempre o mesmo dilema: o desequilíbrio entre o trabalho e o capital

Os trabalhadores, ao longo dos séculos, sempre foram explorados, trabalhando de sol a sol, para levarem para casa, um magro ordenado

Depositaram algumas esperanças nas novas tecnologias, mas foram goradas, porque quanto mais se avança, mais aumenta a insegurança

Atualmente, passam a vida a correr de emprego para emprego, sem tempo para comer, nem para, a família, ver!

Enquanto as empresas continuam a enriquecer, e os seus donos, meia dúzia, aumentam o seu poder, esmagando quem não lhes obedecer

É este desequilíbrio, que faz o Mundo tremer, deslocando milhões de pessoas, para, à fome, não morrerem

Cada vez mais as pessoas são bombardeadas, com novos produtos

Para fazerem aumentar o consumismo, criando necessidades, muitas delas evitáveis, mas que deprimem, quem não consegue acompanhar o seu desenfreado ritmo

Passados tantos séculos de progresso, alguns continuam como no início: sem casa, sem pão, sem futuro, analfabetos, mas a verem num telemóvel, o progresso de que nunca beneficiarão

Neste primeiro de Maio, e antes que o Mundo volte à escuridão, apelo aos políticos, que o têm na mão, que por uma vez tenham visão, para não cometerem o erro de criar mais sofrimento à multidão

A vida é muito curta, para tamanha acumulação!

Para que querem tantos milhões, se não têm tempo para os gastar?

Querem criar fundações para se eternizarem?

Não seria melhor não praticar tanta exploração, dando possibilidades de vida a quem não tem direito a viver, quanto mais pensar na eternidade?

 

  

José Silva Costa

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