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cheia

cheia

15
Mai20

Estranho

cheia

Estranho

Estranho o barulho do silêncio

Estranho o muito tempo

Estranho o preço deste tempo

Estranho o tempo sem tempo

Estranho o movimento deste tempo

Estranho o adiamento deste tempo

Estranho todo este tempo

Estranho o desequilíbrio do rendimento

Estranho que não aproveitem este tempo para mudarem o futuro tempo

Estranho que não oiçam o que diz o tempo

Estranho que não acudam aos que não podem esperar mais tempo

Estranho que não vejam os que nunca tiveram tempo

Estranho que só alguns tenham direito ao tempo

Estranho ver tudo encerrado

Estranho ver o gato arreliado

Estranho esta vida de confinamento

Estranho estar preso no tempo

Estranho não ter liberdade de movimento

Estranho ter de estar, sempre, neste apartamento

Estranho o nosso novo aspeto

Estranho ver o Mundo, sem movimento

Estranho o cheiro intenso

Estranho tanto avião no estacionamento

Estranho não ouvir a campainha do agrupamento

Estranho a saída de homicidas da prisão

Estranho a multidão no paredão

Estranho o meu comportamento

Estranho como me habituei a este tempo.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

26
Abr19

Campanhas eleitorais

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Esbanjar

Indiferentes aos vinte por cento de pobres, deficientes serviços públicos, baixos salários

Os partidos continuam surdos e mudos aos sinais dos tempos

Não aceitaram que os diferentes atos eleitorais se realizassem todos no mesmo dia!

Preferem meio ano de campanhas eleitorais, porque já produzimos demais!

Quanto se poderia poupar? Parece que temos muito, para esbanjar

Vão gastar cinco milhões, só para as europeias

Não admira que falte, para tantas coisas, também, muito importantes

Tornaram-se máquinas opressivas, que só veem e ouvem os que os apoiam

Quem discordar ou opinar é imediatamente insultado e expulso

No Governo e em algumas autarquias criaram centros de emprego

Primeiro para os familiares, para os outros só se sobrar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

19
Nov18

Presente de Natal

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Prendas de Natal

Prendas de Natal, sem o vil metal

Este ano dê tempo, amor, amizade, coisas com valor

Visite uma amiga/o na cadeia, num lar, num hospital

Há situações em que dois dedos de conversa têm muito amor

As prendas que não se vendem nos supermercados deixam-nos esperançados

Que o mundo continua, de pessoas, povoado

Que ainda não estamos, pelos robots, ameaçados

Que, apesar de não termos tempo para nada, ainda nos conseguimos das redes digitais, nos, desligar

Por poucos minutos que sejam, vai ser um presente diferente

Lembre-se que nada substitui um abraço, um beijo, um olhar, um sorriso

Ganhe um dia, uma manhã, uma tarde ou uma noite com os filhos, netos, sobrinhos, afilhados

Acompanhando-os num evento escolhido, por eles

Eles vão preferir, a enterra-los em brinquedos

Hoje, muitos miúdos reclamam mais tempo com os progenitores

E, nós, muitas vezes, não nos apercebemos dessas dores

Pensando que podemos comprar o tempo, que lhes devemos

Comprando-lhes tudo o que querem

Uma alegria que só dura o tempo enquanto as prendas desembrulha

Num mundo virtual, continuarmos humanos é essencial.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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