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07
Set23

O Império

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O Império – As teias que o Império teceu

 

25

O reencontro dos irmãos foi uma nova página, que se abriu na vida dos dois casais, fazendo com que estivessem muito felizes

A Miquelina e o Ezequiel não se cansavam de elogiar a bonita sobrinha e o bonito sobrinho, fazendo com que a Rosinha, meio a brincar, lhes respondesse, que com pais bonitos, tinham de ser bonitos

Assim que o Januário e o irmão saíram, para tratarem dos seus negócios, uma vez que o Januário tinha proposto ao irmão, sociedade nos negócios, e este aceitou, a Rosinha convidou a cunhada, para irem ver a lavra, onde tinha batata-doce, milho, mandioca, amendoim e a cana- de- açúcar, causa da escravatura, por exigir muita mão-de-obra, tanto no cultivo, sendo o corte, um trabalho muito violento, como no funcionamento dos engenhos de produção de açúcar

 E que, também, causava discórdia entre elas e os maridos, por elas serem contra a escravatura

A Miquelina ficou admirada com a extensão da lavra e com os bons produtos, que ela dava

Ofereceu-se para ajudar no que fosse preciso, porque estava interessada em aprender a trabalhar a terra

Mas, a Rosinha, um pouco triste, disse-lhe que não valia a pena, porque em breve mudar-se-iam para Luanda, não sabendo se continuaria a fabricar alguma lavra

Todos estavam desejando de irem para luanda, menos ela, que preferia viver onde tinha nascido

A Miquelina também disse que lhe tinha custado muito deixar a sua linda Lisboa

É uma maldição dos portugueses, andarem de país em país, de continente em continente à procura de melhores condições de vida

O pequeno retângulo, sempre, foi pequeno, para grandes sonhos e a vontade de ver o que estava para lá do Atlântico foi, em todos os tempos, muita

Quando se mudarem para Luanda, a Rosinha vai ter mais tempo para se dedicar à filha e ao filho, e com a chegada do cunhado e da cunhada o ritmo de vida pode sofrer algumas alterações

Ela e a Miquelina já trocaram algumas opiniões, ambas estão de acordo em que a escravatura não pode ser o meio de sustento da família

Agora que os manos estavam juntos, era uma boa oportunidade para os quatro, em conjunto, procurarem um trabalho digno, para obterem o sustento das suas famílias.

Continua

 

 

11
Abr22

Violento!

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Violento

 

O vento diz-me para não pensar no momento

Tudo é tão violento!

A primavera quer um novo tempo

Não quer este mar sangrento

As flores da primavera vão perfumar o pensamento

É delas que as abelhas tiram o seu sustento

O constante movimento

Vai provocar um novo ordenamento

Nada ficará como era antes deste desencantamento

Têm sido muitas tempestades, muitos anos de sofrimento

Vai haver um grande desenvolvimento

Seja por causa da pandemia, da guerra ou do entendimento

Os custos é que assustam o firmamento

Não há rua, nem prédio, nem monumento que não tenha visto o horror, sedento

A História ensina-nos que depois da tempestade vem outro vento

Amassado na dor, na morte, em todos os horrores, nesse inesquecível fermento

Que faz com que o Mundo queira provar que nasceu um novo talento

Que, infelizmente, com o tempo, volta a cair no esquecimento

Fazendo com que voltemos a testar todas as armas nascidas do enlouquecimento

De quem acha que é capaz de prender o sol, a lua, o mar e o esquecimento

Mas, que um dia fica a saber que é mais frágil que o seu assento

E que quem faz um cesto, faz um cento

Não adianta irmos para um convento

Porque a terra vai continuar com o seu movimento.

 

José Silva Costa

 

 

13
Abr21

Papoilas

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Papoilas

 

Papoilas ao vento

Chamam o momento

Primavera em movimento

Com as andorinhas no centro

A Primavera beija o vento

As bonitas searas dão alento

Delas depende o sustento

Dentro delas há vidas em andamento

Os ninhos das perdizes são um encantamento

Em breve, cada fêmea com o seu agrupamento (cerca de 12 filhotes) 

Esvoaçam entre as espigas douradas ao relento

Parecem papoilas ao vento

É a dura luta pelo alimento

A Primavera é um grande evento

A Natureza faz o desfile pela passadeira adentro

Tudo se renova e veste para o abrilhantamento

Para o recomeço de um novo ano sem entendimento

Do que se está a passar no firmamento

Do que sentimos cá dentro.

 

José Silva Costa

 

 

29
Dez20

Os olhos

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Olhos

 

Na pandemia destes dias

Os teus olhos são guias

Com a boca e o nariz tapados

São os teus olhos que sobressaem

Que falam e te representam

Nesse foco que entra por mim dentro

Que me iluminam a todo o momento

Olhos da luz do firmamento

Que me embalam noite dentro

Baloiços do tempo

Que advinham o meu pensamento

Que são a minha luz e o meu sustento

São tão lindos os teus olhos!

No escuro desta pandemia, ainda brilham mais

A máscara veio-lhes dar, ainda, mais realce

No triste confinamento

São as mais belas flores ao vento

Livres como pássaros que pousam em todo o lado

O seu encandeamento é o um fado.

 

José Silva Costa

 

 

 

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