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30
Jun19

Canícula

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Canícula

O Mundo acordou a sorrir

Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir

É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros!

Não quer dizer que haja menos perigos

Continuam a morrer, por comerem de mais, menos

E, a morrer, por comerem de menos, mais

As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar

Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar!

Isso fica para os mares e os rios contarem

Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar

Tanto grito, choro e pedido de socorro!

E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar

Estão sujeitos, à prisão, ir parar

Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação

Dos que acham que não somos todos irmãos

Que não temos, todos, direito a casa e pão

Por que razão, gostamos tanto da acumulação!

Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

26
Mai19

Domingo de Maio

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O último domingo de Maio

 

Fomos votar

À tardinha, pela fresquinha

Aproveitámos para caminhar

De onde votamos vê-se o mar

Depois, as pernas pediram para descansar

Estavam cansadas de décadas a andar

Sentámo-nos junto a um parque infantil

Para saborearmos o último Domingo de Maio

Onde as mulheres e homens de amanhã testavam a testar as aptidões

Ficámos a comtempla-los, e a ver o mar e o sol

O sol foi descendo devagarinho até se afogar, no mar

Mas antes lacrimejou como que a dizer-nos adeus

Prometendo voltar dentro de um quarto e meio do dia

No lado oposto, pujante e brilhante

Para ir subindo e aquecendo, ao longo do dia

Resta-nos menos de um mês para o vermos, mais uns minutos, aumentar

Depois vai diminuindo até o inverno chegar

Temos o privilégio de vê-lo nascer a esfregar os olhos, antes de aparecer na totalidade

E à tarde, com tempo para vestir o pijama, antes de se deitar, no mar

Enquanto, que no Equador nasce e põe-se instantaneamente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

10
Mar19

Primavera

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Primavera

Aproveitemos a alegria da Primavera

Que está quase a chegar

Para colhermos as papoilas vermelhas e os malmequeres brancos

Respirar o ar puro de todas as cores

Passear e correr no manto multicolor

Com que se veste a Primavera

Recebamo-la de braços abertos

Porque ela é de todas a mais bela

É com ela, que animais e plantas desenvolvem a maior de todas as explosões de vida, cor e alegria

Ninguém fica indiferente aos seus perfumes

E, nem todos conseguem esconder os ciúmes

Por ela amar todos por igual

Sem que tenha rival

Todos os anos nos surpreende com a sua juventude

Airosa, fresca, despenteada, mimosa

De boca de amora

Cabelos de cor-de-rosa

Uma beldade espantosa

Que todos os anos nos namora

Por pouco tempo

Porque todos os anos casa com o vento.

 

José Silva Costa

     

 

 

 

13
Jan19

Um dia perfeito!

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Na tarde esguia

Pela janela fria

Na ala esquerda do olhar

Vejo uma nesga da serra

Verde, pelo sol, acariciada

Mais umas horas, e volta a geada

No sossego e perfume da madrugada

Tudo fica, de branco, polvilhado

Tudo coberto por um admirável manto branco

Foi um domingo muito romântico

Com um radioso sol em qualquer canto

Tudo tão brilhante e quase perfeito

Se não fosse uma rubra rosa a pedir, a uma gota de água, um beijo

Para a semana verá cumprido o seu desejo

Vai voltar a chuva e a neve

Tudo o que é belo é breve

Quantas vezes, desperdiçamos os momentos de enlevo!

Na correria apressada de acordar tudo o que, em harmonia, dormia

Para darmos asas à nossa desmedida ambição

Esquecendo-nos que os melhores momentos são os de contemplação

Da natureza e beleza, que nos rodeiam, por todos os lados

Mas, nós, de tanto digital, andamos de olhos inchados

Sem tempo, sem disposição, sem dar atenção a quem todos os dias nos dá o coração.

 

José Silva Costa

 

 

01
Jan19

Bem-vindo!

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Bem-vindo 2019

Chegaste

O sol, mostraste

Sem chuva, como todos gostam!

Parece-me que vais ser seco

Muito ao gosto dos citadinos

Mas, muito indesejado pelos agricultores

E, por todos os, da biosfera, defensores

Ninguém consegue agradar a todos

Se conseguires agradar à maioria!

Serás aplaudido com euforia

Os bons momentos agradecemos a quem os cria

Que sejas um bom ano, para toda a gente.

José Silva Costa

 

 

 

22
Dez18

Vai e vem

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Inverno

Chegou mais um Inverno

Espero que não sejas muito frio

Porque o frio é um inferno

O pobre quer mais sol

Deita-se no frio da noite

A sonhar com o calor do dia

Não tem ar condicionado, nem o teto forrado

E alguns nem casa, nem telhado

A vida é um passo adiado

Tem presente e passado

O inverno vai e vem

No calendário tem dia marcado

Nunca chega atrasado

Pode vir seco, com frio ou molhado

Em Dezembro é esperado

Está ao Natal associado

Mal ele chega, o ano tem os dias contados.

 

Feliz Natal e próspero ano Novo

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

04
Set18

Como geril o sol?

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O tempo

 

Um tema que dá para entabular conversa com qualquer pessoa, em qualquer momento

Nunca ninguém está contente com o tempo

Ou porque faz sol, ou porque chove, ou porque está vento

Conversa para matar o tempo!

Porque não consegue alterar o tempo

Uma vez que não conseguimos influenciar o tempo

Vamos escolher entre o horário de verão e o de inverno

Na ilusão de que vamos alterar o nascer e o por do sol

Quem expressou a opinião quer o horário de verão

Mas eu não (quero os dois)

Já vivi essa experiência um ano e não gostei

Tive de me deitar às vinte e duas horas, ainda, com sol

E levantar-me às seis estremunhado

Esta discussão já vem do passado

Como nasci no campo, onde não havia fábricas nem escritórios

As pessoas viviam do que conseguiam arrancar da terra

Falavam muito da hora solar e da hora oficial

Quando tinham de tratar de assuntos burocráticos tinha de se sujeitar à hora oficial

Mas, nos trabalhos do campo mandava a hora solar

Se optarem pelo horário de verão

Vamos ter o sol a nascer às nove horas, nos dias de menos horas de sol

Como, atualmente, muita gente começa a trabalhar às oito

Terão de alterar o horário, porque ao ar livre não há interruptor para acender a luz.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

27
Ago18

Acabaram!

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Últimos dias de Agosto

O mês mais desejado

Está praticamente acabado

Podes não ter sido o mais quente

Mas foste o de encontros de muita gente

Um mês de férias, de praia, de viagens, um mês diferente!

Todos os anos fazes parte dos planos de muita gente

Esperamos por ti, desesperadamente

Passas quase instantaneamente

Ficamos, sempre, com a sensação de que não te aproveitamos convenientemente

Passaremos mais um ano a fazer planos para sermos mais eficientes

Gostamos de noites quentes, para aquecermos os ossos dos nossos dentes

E esquecermo-nos do inverno, os dias tristes, que parecem um inferno

Um ano de canseiras que nunca têm fim

Acaba-se agosto, acabam-se as férias, perdem-se os rostos

Voltam os anseios por um novo agosto

Para nos encontrarmos, de novo, nas festas, nos bailaricos, em todos os sítios

Ainda não acabaste e já estamos a pensar no próximo

Boas férias, para ti, agosto

Adeus, até para o ano.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

06
Ago18

Verão

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Noites escaldantes

 

Nestas noites escaldantes de verão

Vamos, de mãos dadas, esperar as estrelas

Peneiras, com os dedos, toda a sua beleza

Umas mais brilhantes, outras menos

Como os terrestres!

Adormecemos como as flores campestres

Olhando um para o outro

Tentando que o nosso brilho não esmoreça

No outro dia, quando acordamos, está tudo igual

Já não nos lembramos dos sonhos

Nem daquele tempo intemporal

Se não fosse aquele tempo irreal

Em que nos libertamos dos mortais

Como seria difícil aguentar tantos dias e horas iguais!

Nesses poucos minutos ou segundos

Viajamos a todos os locais

Sem nos cansarmos, tão juntinhos!

Tentamos segurar aquele tempo

Mas ele desaparece, por entre os dedos

Não dando tempo para contarmos

Um ao outro, os nossos segredos.

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

08
Jun18

O tempo!

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O tempo

 

O tempo! Nunca consegue a unanimidade, no contento

Uns querem chuva, outros sol, e, outros vento

Uns querem-no radioso e, outros cinzento

Vai-se o sol, vem a chuva e o vento

Temos tido uma Primavera fresca, alguma chuva e vento

Para acabar falta pouco mais, que um momento

Ai o tempo! Como é que poderia agradar a todos?

Só se chovesse no nabal e fizesse sol na eira, ao mesmo tempo

O tempo, é motivo de conversa a todo o momento

Em breve chegara o Verão, para mais um julgamento

Uns querem-no bem quente, outros, ameno.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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