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cheia

cheia

20
Mar21

Chegou!

cheia

A Primavera

 

Bem-vinda!

 

A mais bonita flor chegou

Nas asas do vento, nos braços da madrugada

Há muito tempo esperada

Flor encantada, toda perfumada

A natureza vestiu-se de flores perfumadas

Para festejar a tua chegada

As aves entoaram as suas melodias

Vens alegrar-nos os dias

 Princesa das flores e  dos amores

Quantos de nós, com a tua chegada

Esqueceu as suas dores!

A Natureza vestiu-se de amor

Para te abraçar, à chegada

Tu és a mais encantadora namorada

Tu és a mais bonita Estação

Tu és cor, alegria, emoção

Tu dás, ao Sol, a mão.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

29
Jan21

Vidas (5)

cheia

Continuação (5)

Abriram a porta da casa de entrada, a mãe chamou-os para irem ver a menina, ainda não tinha nome, ficaram encantados e fizeram-lhe uma festinha na cara

No dia seguinte a professora perguntou-lhe por que razão tinha faltado à Escola, ele respondeu: “ nasceu a minha mana”

Francisco, como de costume, ajustou uma empreitada para fazerem a ceifa, da seara, dum vizinho. O ajuste era uma negociação em que discutiam em quantos dias a seara era ceifada

Fechado o contrato, os ceifeiros podiam até fazer o trabalho em muito menos dias, desde que o trabalho ficasse bem feito

No início da ceifa, a família mudava-se para o local da ceifa, onde passavam as vinte e quaro horas, com exceção do José, enquanto não entrasse em férias de verão

Alice, quinze dias após o parto, ceifava dias inteiros, ao lado do marido, por vezes, sob uma temperatura de quarenta graus centígrados

Chapéu na cabeça, lenço a tapar o rosto, por causa do pó e do sol, só se lhe viam o nariz e os olhos, cinco canudos de cana, numa das mãos, não fosse a foice cortar-lhes os dedos

Não havia tempo para fazer comida, ela e o marido comiam pão com azeitonas ou toucinho, para os filhos sopas de leite, tinham uma cabra, que o Francisco todos os dias ordenhava

De vez em quando fazia gaspacho para todos, porque era fácil e rápido. Sempre amamentou os filhos até aos dois anos ou mais, o que era muito bom para a bebé, tinha sempre a refeição pronta

Foi o primeiro e único ano, que o José foi da ceifa para a Escola, e vice-versa. Debaixo dum sol abrasador, sem sombras, tinham um grande guarda-sol, onde os filhos e eles se abrigavam do sol

À tardinha, o pai preparava a cama, cada dia em sítio diferente, porque todos os dias ceifavam uma boa extensão, colocava uma boa camada de trigo ceifado em cima do restolho e em cima as mantas

De manhã atava o trigo em molhos, fazia uma meda de 5 ou 6 molhos, e assim ficavam até que o dono os mandasse carregar para a eira

Em noites de luar, chegavam a ceifar toda a noite, aproveitando para descansar, nas horas de maior calor. Às vezes, o José acordava, olhava para o lado, e só estavam os irmãos

 

Na Escola, todos os dias aprendia novas coisas, a professora não lhes dava descanso, queria que quando fossem a São Pedro de Solis, fazer a passagem da primeira classe para a segunda, não a deixassem ficar mal

Um dia, antes do intervalo da manhã, uma rapariga levantou-se e pediu para ir lá fora, o que significava que queria fazer as necessidades, no campo atrás da Escola, a professora disse que estava quase na hora do intervalo. Mas, a rapariga que já estava muito aflita, mesmo sentada regou a sala de aula. A professora só disse: “ podem sair para intervalo”

Rapazes e raparigas, nenhuns usavam cuecas, eles vestiam uns calções ou umas calças, elas um vestido de chita 

A meio do ano letivo, vieram de outra Escola, para a Escola do José, dois irmãos, que tinham fama de não serem muito educados. Um dia a professora deu-lhes umas reguadas, e eles, como as janelas eram baixas e estavam abertas, saltaram-nas e correram a gritarem que iam dizer à mãe deles, e não voltaram para  aquela Escola

Em junho ou julho fizeram, em São Pedro de Solis, a passagem da primeira para a segunda classe, todos passaram. Estava terminado o ano letivo

A Escola que nasceu no Monte do Lobato, em 1951, foi transferida para o Monte da Corcha, no início do ano letivo de 1952/3, para uma casa contígua à do José.

 

Continua

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

06
Out20

Sol esguio

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No sol esguio do outono

Abraço o teu sono

Aguardo o teu acordar risonho

Quem comtempla uma flor

Contenta-se com o seu perfume

Cada madrugada é um a alvorada

Com o teu brilho a lavar-me a alma

E a lua a iluminar a nossa estrada

Gastamos os anos de mão dada

No aconchego do teu olhar

Sem precisar de mais nada

A não ser da simplicidade do teu coração

Onde quero acordar todas as manhãs.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

21
Set20

Bem-vindo!

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outono

O tempo vai suavemente mudando

A chuva, apesar de tardia, chegou

Há muito que a desejávamos

Nem todos! Porque ela não é tão agradável como o sol

Mas, tal como ele, faz muita falta

Vem ai o outono, com mais horas para o sono

Com menos horas de sol, venho mais cedo para dentro de casa

E, o trabalho não se vai azedar

Se há reformados que não têm que fazer

Todos os dias tenho de escolher, entre o muito que tenho para fazer

Por mim, ficava aqui todo o dia a ler e escrever

Mas não pode ser

Tenho o quintal para me entreter e as roseiras, que são a paixão da minha mulher, para admirar

Quando chove tenho água para engarrafar, para no verão regar

Não utilizo água tratada, para regar

Porque isso era, água, desperdiçar

Às vezes fico a pensar

Como é que há pessoas que se queixam que não sabem o que fazer!

Quando tenho tanta coisa para me entreter

Ficar aqui todo o dia a falar com vocês é que era

 Se calhar não iam gostar da ideia

Mas as plantas fariam uma gritaria, pedindo a minha presença

Porque elas dão me uma grande recompensa

A minha alimentação conta com a sua bênção

Semear, plantar, ver crescer, tratar, colher é um grande prazer

Falar convosco  também, mas tem de ficar para o entardecer

Para todos, um feliz outono.

José Silva Costa

13
Ago20

O medo

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O medo

Agosto radioso

Com sol curioso

Um mês amoroso

Com um luar formoso

Para os amantes, fervoroso

Mês de férias, saudoso

Quebra a monotonia do idoso

Convidando-o a sair, caloroso

Para espantar o fantasma odioso

De que as pernas não gostam de terreno montanhoso

O que elas querem é que ele não seja medroso

Basta que seja cauteloso

Que não as arraste para um repouso

Que se pode tornar muito doloroso

Nada de ser manhoso

Que aceite a crítica e elogio, orgulhoso

Mesmo que isso não o torne famoso

O contrário é que seria espantoso.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

18
Mai20

A Natureza

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Maio

 

Verdes estão os campos

Cheios de flores

Perfumadas como os amores

Nos verdes campos há uma grande azáfama

Plantas, árvores, aves, insetos, répteis, e não sei que mais

É um fervilhar de vidas

Interlaçadas, dependentes, concorrentes, complementares

Um ecossistema perfeito

Indiferente a pandemias, vírus, medos, enredos

Mas, sempre, atentos porque os predadores

São mais que muitos!

Têm uma grande vantagem sobre nós

Vivem na Natureza!

Não a hostilizam

Enquanto nós, não respeitamos nada

Temos uma ganância danada

Nunca estamos saciados

Queremos, sempre, mais e mais

Estamos na encruzilhada

Podíamos aproveitar

Para escolher um novo caminho

Respeitando a Natureza

Procurando um desenvolvimento sustentado

Na economia verde baseado

Aproveitando os ecossistemas

Temos a terra, o sol, a água e o vento

Com humildade e respeito aproveitemos

O que têm para nos dar

Já vimos o custo de tudo parar

Fome, miséria, muito mal-estar

Temos de uma nova vida inventar

Começando por todos respeitar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

03
Fev20

O brilho do sol!

cheia

O brilho do sol!

 

Neste dia de maravilhoso sol

Acendemos os corações

Fomos ver o mar

Os teus olhos estavam radiosos

Cheios de mar, sol e lua

Onde os meus navegam e sonham

Saboreámos um dia de primavera, no inverno

Por onde tu passavas, a natureza sorria

Tudo parecia querer agradecer

O brilho do calor deste dia

Ficámos ali a olhar

As ondas a correrem e a dançarem

A participarem na nossa festa

Beijaram-te os pés, e o sol, os lábios

Ficámos os quatro abraçados

Até o sol se despedir

Despedimo-nos das ondas

Unimos os lábios e sorrimos

A natureza anunciava a noite e preparava a cama

Aproveitámos e fomo-nos deitar

A desejar mais dias radiosos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

30
Jun19

Canícula

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Canícula

O Mundo acordou a sorrir

Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir

É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros!

Não quer dizer que haja menos perigos

Continuam a morrer, por comerem de mais, menos

E, a morrer, por comerem de menos, mais

As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar

Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar!

Isso fica para os mares e os rios contarem

Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar

Tanto grito, choro e pedido de socorro!

E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar

Estão sujeitos, à prisão, ir parar

Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação

Dos que acham que não somos todos irmãos

Que não temos, todos, direito a casa e pão

Por que razão, gostamos tanto da acumulação!

Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

26
Mai19

Domingo de Maio

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O último domingo de Maio

 

Fomos votar

À tardinha, pela fresquinha

Aproveitámos para caminhar

De onde votamos vê-se o mar

Depois, as pernas pediram para descansar

Estavam cansadas de décadas a andar

Sentámo-nos junto a um parque infantil

Para saborearmos o último Domingo de Maio

Onde as mulheres e homens de amanhã testavam a testar as aptidões

Ficámos a comtempla-los, e a ver o mar e o sol

O sol foi descendo devagarinho até se afogar, no mar

Mas antes lacrimejou como que a dizer-nos adeus

Prometendo voltar dentro de um quarto e meio do dia

No lado oposto, pujante e brilhante

Para ir subindo e aquecendo, ao longo do dia

Resta-nos menos de um mês para o vermos, mais uns minutos, aumentar

Depois vai diminuindo até o inverno chegar

Temos o privilégio de vê-lo nascer a esfregar os olhos, antes de aparecer na totalidade

E à tarde, com tempo para vestir o pijama, antes de se deitar, no mar

Enquanto, que no Equador nasce e põe-se instantaneamente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

10
Mar19

Primavera

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Primavera

Aproveitemos a alegria da Primavera

Que está quase a chegar

Para colhermos as papoilas vermelhas e os malmequeres brancos

Respirar o ar puro de todas as cores

Passear e correr no manto multicolor

Com que se veste a Primavera

Recebamo-la de braços abertos

Porque ela é de todas a mais bela

É com ela, que animais e plantas desenvolvem a maior de todas as explosões de vida, cor e alegria

Ninguém fica indiferente aos seus perfumes

E, nem todos conseguem esconder os ciúmes

Por ela amar todos por igual

Sem que tenha rival

Todos os anos nos surpreende com a sua juventude

Airosa, fresca, despenteada, mimosa

De boca de amora

Cabelos de cor-de-rosa

Uma beldade espantosa

Que todos os anos nos namora

Por pouco tempo

Porque todos os anos casa com o vento.

 

José Silva Costa

     

 

 

 

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