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cheia

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11
Abr22

Violento!

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Violento

 

O vento diz-me para não pensar no momento

Tudo é tão violento!

A primavera quer um novo tempo

Não quer este mar sangrento

As flores da primavera vão perfumar o pensamento

É delas que as abelhas tiram o seu sustento

O constante movimento

Vai provocar um novo ordenamento

Nada ficará como era antes deste desencantamento

Têm sido muitas tempestades, muitos anos de sofrimento

Vai haver um grande desenvolvimento

Seja por causa da pandemia, da guerra ou do entendimento

Os custos é que assustam o firmamento

Não há rua, nem prédio, nem monumento que não tenha visto o horror, sedento

A História ensina-nos que depois da tempestade vem outro vento

Amassado na dor, na morte, em todos os horrores, nesse inesquecível fermento

Que faz com que o Mundo queira provar que nasceu um novo talento

Que, infelizmente, com o tempo, volta a cair no esquecimento

Fazendo com que voltemos a testar todas as armas nascidas do enlouquecimento

De quem acha que é capaz de prender o sol, a lua, o mar e o esquecimento

Mas, que um dia fica a saber que é mais frágil que o seu assento

E que quem faz um cesto, faz um cento

Não adianta irmos para um convento

Porque a terra vai continuar com o seu movimento.

 

José Silva Costa

 

 

03
Mar22

O equilíbrio!

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O equilíbrio

 

A ténue linha que separa o bem do mal

Que muitas vezes está mesmo à nossa frente

Mas que não conseguimos ver

Porque temos tendência a desvalorizá-la

Não dando atenção aos sinais

Mas pior, brincando ou gozando!

Com quem está em sofrimento

Fazendo com que este se transforme em ódio

E provoque vingança

A praxe, que dizem ser o acolhimento dos novos estudantes

Chegou a um requinte de malvadez

Que poucos ou nenhuns se sentem bem recebidos

O ” bullying” é espezinhar as pessoas

As escolas não fazem o suficiente para evitá-lo

Preferem escondê-lo

Em vez de o enfrentarem

Promovendo debates

Punindo os agressores

Para grandes males, grandes remédios.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

  

13
Jan22

Pais! (2)

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Continuação   (2)

 

Ele continuou a beijá-la e a acaricia-la, dizendo-lhe que poderiam adotar uma criança, que havia muitas crianças institucionalizadas, à espera de um colo de pais

 por muito boas e bem organizadas que fossem as instituições, nunca lhes poderiam dar

A solução do Francisco aliviou-lhe um pouco o sofrimento, e o facto de não a ter culpabilizado,

foi a confirmação de que tinha escolhido o companheiro certo

Os meses passavam, mas a Maria não conseguia vencer a tristeza de não poder ser mãe

O Francisco achou que estava na altura de irem visitar uma instituição, para tentarem adotar uma criança

Foram visitar uma instituição onde mais de uma centena de crianças e jovens aguardavam por uma família

Encantou-os um casal de gémeos, de três anos, gostaram tanto dos bebés, que estavam prontos para adotarem os dois

Mas queriam ter a certeza de que aqueles bebés eram os que queriam para serem os seus filhos

Assim, pediram aos responsáveis pela instituição, se poderiam levar os bebés ao fim-de-semana, nas férias, para se irem afeiçoando aos novos membros da família

Sempre que tinha um dia livre, um fim-de-semana, férias iam buscar A Inês e o Pedro, passavam o tempo a mimá-los: beijinhos, colo, jogos, iam ao jardim para experimentarem todos os obstáculos, deliciavam-se a fazerem comida e a vê-los comerem

Nem davam pelo tempo passar. Cada vez custava-lhes mais terem dos irem levar à instituição

Queriam quanto antes pintar e mobilar o quarto deles. Nas paredes e no teto queriam pintar a lua, o sol, as estrelas, flores, pássaros

Andavam tão entusiasmados e felizes a construírem o ninho, para os filhos, que pareciam os pássaros, só que estes constroem o ninho antes de terem os filhos, e eles já tinham os filhos e ainda não tinham acabado o ninho

Já não podiam passar sem eles: a casa ficava vazia, as preocupações, se estariam bem, se teriam comido, dormido, não os deixava sossegados, mesmo contatando todos os dias a pessoa que tomava conta deles

Desde o início da adoção, tinham decidido que quem escolhessem, depois de lhes ser entreguem, seria o seu filho ou filha, como escolheram um casal, seriam os seus filhos, como se fossem biológicos

Não compreendiam que alguns casais devolvessem as crianças adotadas, porque chegavam à conclusão que não era o que queriam, um procedimento inadmissível, que muito traumatizava, os que já compreendiam que tinham sido recusados, não lhes bastando terem tido o azar de se encontrarem naquelas instituições, sem o carinho dos pais

As crianças adotadas não são coisas que adquirimos e possamos devolver, como também não o fazemos com os filhos biológicos, que temos de nos contentar com o que nos calhar.

 

Continua 

 

 

12
Jan21

A dupla

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Frio

 

Frio rijo e duro a anunciar o futuro

Associaste-te ao vírus para nos roubarem o presente

Mas, nós vamos aguentar o teu enregelar

Fazendo com que fiquemos mais fortes

Para vencermos tudo o que nos queiras enviar

Não nos vamos, ao frio, vergar

Vamos tudo fazer para que a vossa coligação vos possa matar

Com as vacinas, o vírus, vamos enfrentar

Com a força da nossa determinação congelaremos o frio

Dos lençóis brancos, de cada manhã, faremos um rio

2021, nasceste em confinamento, rude, em desalento!

Frio, mortífero, sem mostrares bondade em nenhum momento

Estás determinado a fechar-nos em casa, como frades em convento

Não vamos perder o alento

Quanto voltarmos a ter liberdade, vamos mostrar como virar o vento

Criar um novo pensamento

Aproveitando todo o nosso conhecimento

Para vencer todos os vírus, frio, miséria, fome e sofrimento.

 

José Silva Costa

  

 

 

 

 

 

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