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23
Out25

O Império

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O Império    -    As teias que o Império teceu

 

O Miguel conferenciou com a Zulmira, para combinarem o que escreveriam ao Rei de Portugal, para lhe darem a boa nova de tão proveitoso acordo

 Na carta, que iriam enviar ao Rei, quando houvesse portador, isto é, quando o barco da carreira da Índia atracasse ao porto de Luanda, sendo que a resposta poderia demorar muitos meses

Quem não perdeu tempo foi o Zico que aproveitou as boas relações, com os vizinhos do Norte, para lhes fazer uma visita, acompanhado de mais três sócios da cooperativa, no sentido de trocarem experiências sobre as culturas, os produtos cultivados e o possível intercâmbio entre a cooperativa e os agricultores do Reino a Norte de Luanda

Antes de regressarem a casa, ainda, foram recebidos pelo Rei, que lhes agradeceu a visita, acrescentado que estava muito contente pelo interesse demonstrado em ensinarem, aos seus agricultores, novas técnicas e a sementeira de novas culturas, o que muito contribuiria para mais produção de alimentos e a esperança de eliminar a fome

No dia seguinte, a Jesuína e o Aurélio voltaram a encontrar-se, ambos estavam muito felizes, já eram namorados, no dia anterior, antes de se despedirem, o Aurélio pediu-lhe namoro, e ela aceitou imediatamente, dizendo-lhe que, só, não foi ela a pedir-lhe namoro, porque ele poderia não achar graça e não aceitar

Respondeu-lhe que ela era muito engraçada e que estava encantado com a sua postura, parecia que tinham sido feitos um para o outro, que o amor era louco, os olhos é que o sabiam ver, e que os seus, mal a viram, incendiaram-lhe o corpo, com um fogo, que não parava de arder, ficando mais suave, quando estava junto dela

O Aurélio não ficou sem resposta, a Jesuína acusou-o de terem sido os olhos dele a encantarem-na, de tal maneira, que tinha sido ela a ter de ir falar com ele, porque aquela ótima radiação lhe estava a dizer que não podia continuar a fazer sofrer aquele coração

Foi uma feliz decisão, retorquiu o Aurélio. Assim, não só, não perdi o meu, como ganhei o teu, para poder oferecer-te, o meu

Ambos ganhámos: sorriu, beijou-o, acrescentando, agora, temos dois corações, estamos muito mais fortes, quando um se cansar, há outro para o ajudar, para o massajar até recuperar, fazê-lo de novo sorrir, para que nenhum dos nossos corações se volte, só, a sentir-se

Sem que dessem pelo tempo passar, o sol caiu no mar, tiveram de, a casa, regressar. Mas, a separação não estava a ser fácil, quanto mais se beijavam, mais tempo, juntos, queriam ficar, para os beijos continuarem a saborear, parecendo não se quererem apartar.

Continua

 

27
Jul21

Poesia

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Poesia

Associação Portuguesa de Poetas

XXIV Antologia

APP 2020

Nesta excelente obra

Muita poesia podemos saborear

A poesia é como o namorar

As palavras temos de acariciar e beijar

As palavras temos de escolher, para o devido lugar

Nesta obra, poetas e poetizas sabem bem como o fazer

É uma obra que dá gosto ler

Cada verso é um novo ser

Que dá gosto ver

Que não posso deixar de ler

Que me ajuda a mais longe ver

Cada verso é uma nova madrugada a nascer

Que tem um encantador poder

Que nos faz correr

Por um mundo a morrer

Que, de poetas não quer saber

Dizem, que são difíceis de entender

Preferem leituras que digerem

Enquanto, de pé, estão a comer

Não têm tempo a perder

Como se ler poesia não fosse muito aprender!

Para viver não só o virtual

Mas tudo o que o Mundo tem para nos oferecer.

 

Muito obrigado, Caro Amigo Francisco Carita Mata

Por me ter proporcionado, esta obra, conhecer.

José Silva Costa  

 

03
Abr21

Silêncio & Movimento

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Silêncio e vida

No doce silêncio há uma angústia lá dentro

Para onde foi o habitual movimento?

A Primavera, felizmente, contínua exuberante

Com as suas cores e cheiros

Mas as ruas continuam sem gente, nem movimento

Até o sol e a lua perguntam

Para onde foram as pessoas, que vestiam a rua?

Tão deserta e nua, parece, para sempre, abandonada

Sem cor, sem amor, despida

O equilíbrio possível, entre o silêncio e a vida

Parecem depender do nosso comportamento

É o que nos impõe este momento

Temos saudades do movimento

Mas, saboreamos o silêncio

Queremos, sempre, tudo ao mesmo tempo

“Sol na eira, chuva no nabal”

O que é que queremos, afinal!

Não sabemos. Só estamos bem onde não estamos

Dizemos querer defender o ambiente

Mas, queremos investimento

Mesmo que destrua o ambiente

Vamos ter de decidir, o que é que queremos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

30
Nov20

Imposição

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Imposição

Nas tuas mãos de fada, minha amada

Deixo o brilho das estrelas e o amor

Na magia dos teus lábios saboreio a alegria

Com as nossas mãos entrelaçadas

Afagamos o futuro do outono maduro

Com a certeza de que o passado foi duro

Interrogamos o futuro!

Nos teus olhos há um verde-mar

Onde barcos não se cansam de navegar

E eu descanso neles o meu olhar

Cansado dos anos em que os não vira

Um grande castigo!

Apartarem os meus olhos, dos doces teus

Deixando-me perdido, sem poder contar contigo

Procurei remédio num desesperado grito

Mas só o encontrei quando te voltei a ver

Quando saboreie os teus beijos de perfume maduro 

Com sabor a amor forte e seguro

Que delicioso sentido!

  José Silva Costa

 

 

 

 

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