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18
Jul24

O Império

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O Império  -  As teias que o Império teceu

70

Macau foi uma colónia e, posteriormente, uma província ultramarina sob administração portuguesa desde1557 a 1999

Só em 1887 é que a China reconheceu oficialmente a soberania e ocupação perpétua portuguesa sobre Macau, através do Tratado de Amizade e Comércio Sino- Português

Em 1967, como consequência do Motim 12-3, que marcou a revolta de residentes chineses de Macau a favor dos comunistas, em 3 de 1966, Portugal renunciou à sua ocupação perpétua de Macau. Em 1987, após intensas negociações entre Portugal e a República Popular da China, os dois países acordaram que Macau voltaria para a soberania chinesa no dia 20 de dezembro de 1999. A Região Administrativa Especial de Macau é constituída pela península de Macau e por duas ilhas: Taipa e Coloane. Após a ligação feita por meio de um aterro, o istmo de Cotai, Macau ficou com a superfície de 28,6 km2.  (Wikipedia)   

A Marina e o Roberto devido ao aproximar do fim do ano letivo e a chegada do bebé decidiram que estava na altura de aceitarem o convite da Anastácia, para irem viver com ela

Quando lhe comunicaram que tinham decidido ir viver com a Anastácia, esta ficou felicíssima, havia muito que esperava vê-los a partilharem o seu teto, queria ajudá-los, o mais que pudesse, porque temia que a Marina não aguentasse tanto esforço, não queria que acontecesse nada que pudesse prejudicar a futura mamã ou o bebé

A vontade dela era falar da decoração do quarto do bebé, do seu enxoval, mas sabia que toda a atenção da Marina estava focada nos estudos, nos exames, na passagem de ano

Assim, tudo fazia para que ela se dedicasse aos estudos, depois teriam muito tempo para tratarem de tudo o que fosse preciso para receberem o bebé

A Marina queria brilhar nos estudos, mas não queria prejudicar o seu bebé, tentou sempre conciliar as duas, fazendo uma vida muito regrada, sabia, como sabem todas as mães, quão importante era os bebés nascerem saudáveis

O quente verão, a queima das fitas, as serenatas tornam Coimbra, numa cidade única, mas a Marina e o Roberto não tinham tempo para apreciarem esses grandes festejos, estavam muito ocupados com os estudos e a chegada do seu bebé, queriam ter o melhor resultado nos estudos, para terminarem as suas licenciaturas o mais depressa possível, porque queriam voltar à sua terra e abraçar os seus familiares, que não estavam menos ansiosos que eles

Para a Marina, aquele seria um verão inesquecível: a azáfama dos estudos, a barriga que não parava de crescer, o enxoval para o bebé não lhe davam descanso

A Anastácia respirava alegria por todos os poros, estava muito feliz por poder ajudá-los, queria era vê-los felizes, contava as horas e os dias, que faltavam para que eles estivessem livres dos exames, para depois, os três se dedicarem de corpo e alma aos preparativos para receberem o bebé

Os professores e os colegas da Marina admiravam-na pela sua simplicidade, pela sua boa disposição, apesar de muito lhe pesar a barriga, estava sempre inundada de alegria, mostrando bem a felicidade, que o bebé lhes traria.

 

Continua

 

 

27
Jun24

O Império

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O Império – As teias que o Império teceu

66

A feitoria de São João Batista de Ajudá, no Benim

Os primeiros viajantes europeus a alcançarem Benim foram os exploradores portugueses em cerca de 1485. A forte relação mercantil foi desenvolvida, com o comércio entre os produtos tropicais de Edo como o marfim, pimenta e óleo de dendê e os bens europeus de Portugal, como o cânhamo-de-manila e armas. No início do século XVI , o Oba enviou um embaixador a Lisboa, e o rei de Portugal enviou cristãos missionários à cidade do Benim. Alguns moradores da cidade do Benim ainda falariam um português pidgin no final do século XIX.

Aos primeiros minutos do dia 1 de agosto de 1961 a bandeira das quinas foi arriada

Em 1965, o mítico guerrilheiro Che Guevara visitou a histórica fortaleza de Ajudá e o Templo das Serpentes (pitons)

Depois da independência do Brasil, em 1822, 1961 foi o ano do início do fim do Império

 

Em Coimbra, tanto a Marina como o Roberto iam de vento-em-popa, nos estudos, mas à Marina as exigências eram muito maiores, devido às dificuldades do curso e ao seu estado de gravidez

Roberto tinha receio que a Marina perdesse o bebé, chegando a sugeri-lhe que voltassem para Luanda, ou continuassem em Coimbra, mas desistisse do curso. Mas, ela recusou ambas as soluções

Estava determinada a continuar os estudos, pronta par todos os sacrifícios, sem colocar em perigo a vida do bebé

Os professores, vendo a sua grande determinação e a sua inteligência, já lhe tinham prometido ajudá-la no que pudessem, uma vez que queria ser mãe e licenciar-se, para voltar para a sua terra e ajudar os povos de Angola, com o seu saber

Foi já em janeiro do ano seguinte ao da sua chegada à Metrópole, que a Marina recebeu a primeira carta do pai, em resposta à que lhe tinha enviado, dando notícias suas e do Roberto, acerca da viagem, da estada deles em Lisboa, da chegada a Coimbra, do início dos seus cursos e da sua gravidez

O pai informava-os da felicidade dele e da Rosinha, por virem a ser avós e pedia-lhes para voltarem para Angola, para que o bebé nascesse em Luanda

A Marina respondeu-lhe que compreendia a pressa deles em terem os filhos e o futuro bebé junto deles. Mas, eles estavam determinados a realizarem os seus cursos, o que faria com que só voltassem a Angola passados cinco ou seis anos

Pedia-lhes para compreenderem a sua escolha, não podiam perder a oportunidade, que tinham tido, de estudarem numa das mais prestigiadas Universidades do mundo, tentando aproveitar ao máximo todos os conhecimentos que lhes transmitiam, para os colocarem ao serviço dos povos de Angola

Quanto ao bem-estar do bebé, podiam estar descansados, porque já tinha uma senhora para tomar conta dele

Uma senhora, que conheceram por acaso, num café, num domingo à tarde, quando queriam uma mesa, para poderem beber um café e descansar um pouco

Como estava tudo ocupado, pediram a uma senhora, que estava sozinha, se a podiam acompanhar, tendo-lhes respondido que ficava muito contente com a sua companhia

Despois das apresentações, de lhes terem dito que eram naturais de Angola, que estavam a estudar na Universidade, ela perguntou-lhes como fariam, quando o bebé nascesse

Responderam-lhe que tinham de arranjar quem tomasse conta dele. Ela, com um sorriso de felicidade disse-lhes que gostaria muito de os ajudar e tomar conta do bebé. Tinha ficado viúva muito cedo, não tinha filhos, gostava muito de crianças, tinha uma casa muito grande, onde vivia sozinha

Há muito que queria encontrar alguém que quisesse viver com ela, sentia-se muito só:  uma rapariga, um casal

Assim, eram os candidatos ideais: uma avó, os filhos e o futuro neto ou neta, seria uma bonita família.

 

Continua

 

09
Fev23

A sedutora

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Lisboa! A sedutora

16

A mensalidade para pagar os estudos era pouco menos do que o que ganhava valeram-lhe as horas extraordinárias, para comprar os livros e restantes despesas

Voltava a ter de fazer muitos sacrifícios para continuar os estudos: oito horas de trabalho por dia, seis dias por semana, mais quatro horas por dia de estudos, só ficou com o domingo para fazer as horas extraordinárias

Num domingo de agosto, enquanto todos foram para a praia, ficou sozinho, naquele primeiro andar, fez quatro tapetes, ganhou 60 escudos, ficou muito contente

Nem todos os tapetes eram iguais, havia uns que tinham menos trabalho que outros, eram todos pagos a 15 escudos

Estava preocupado com o custo dos livros. Mas como eram livros únicos e não mudavam todos os anos, mantinham-se por vários anos, podiam-se comprar em segunda mão

Quando se matriculou deram-lhe a lista dos livros necessários para frequentar o primeiro ciclo liceal

Em conversa com um colega, ficou a saber que, na Calçada do Carmo, em Lisboa, defronte do Quartel do Carmo, havia um alfarrabista que comprava e vendia livros escolares em segunda mão, aproveitou para comprar também um dicionário de português, em segunda mão ( da Porto Editora, 3ª edição)

Com um horário escolar das 20 às 24 e mais oito horas de trabalho, metade do dia ocupado a trabalhar e estudar, foi assim durante quatro anos, até ser chamado para cumprir o serviço militar obrigatório

No primeiro dia de aulas, o professor de português mandou-os fazer uma redação, para avaliar o que cada um sabia, quando lhe devolveu a redação, disse-lhe que tinha gostado das rimas e que continuasse

O professor de ciências naturais, com a alcunha de “paramécias”, tinha o programa memorizado, e como os alunos não tinham tempo para estudarem, ditava-o de memória, obrigando os alunos a escreverem com rapidez ou a substituírem algumas palavras por sinais

Quando o interrompiam tinha de estar como que a rebobinar a cacete para encontrar onde ia

Depois do 25 de Abril de 1974, apareceu na televisão a explicar como distinguir o bacalhau do pixilin, porque alguns comerciantes estavam a enganar os clientes

O patrão abriu a primeira loja, na Rua de São Bento, em sociedade com um merceeiro, que tinha visto o negócio reduzir muito. Mas a sociedade foi de curta duração

Andava sempre com problemas de dinheiro, as letras a 90 dias, venciam-se antes da venda dos tapetes ou do recebimento das vendas destes

Mas, isso não o impediu de comprar o trespasse de uma loja de móveis, na rua dos Poiais de São Bento, onde passou a vender, também, tapetes  

No dia do vencimento das letras é que se via o sofrimento por que passava, tinha o hábito de enquanto fazia a barba, deixar a porta da casa de banho aberta, falava para o espelho, arrepelava os cabelos, quem não soubesse diria que tinha enlouquecido, o que não podia era deixar que fossem para protesto, porque isso podia fazer com que não pudesse comprar a crédito

Numa manhã, o empregado viu muito aflito, esqueceu-se de que o irmão se queixava de  nunca mais ter visto as suas poupanças, disse-lhe que tinha 4.000 escudos nos CTT ( os CTT tinham uma parceria com a Caixa Geral de Depósitos, que permitia que se depositasse e levantasse dinheiro nos CTT, como se fossem  agências da Caixa)

Passou o tempo, pediu-lhe o dinheiro várias vezes, mas não conseguia que ele lhe pagasse os 4.000 escudos, que lhe tinha emprestado.

 

Continua

 

 

14
Mar21

Vidas (19)

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Vidas

Continuação (19)

O anterior regime tentou esconder as tragédias, que aconteceram, principalmente nos anos sessenta do século XX. Uma grande tragédia foi o desabamento de uma das Coberturas da Gare da Estação Ferroviária do Cais do Sodré, na linha férrea de Cascais, que aconteceu a 28 de Maio de 1963, no dia do trigésimo sétimo aniversário do golpe de Estado de 1926, que deu origem ao regime do Estado Novo. O Governo negou ter sido um atentado, tendo retirado, ao construtor, o alvará de obras Públicas, por defeito na construção, fazendo com que a firma tenha falido cinco dias depois. Mas, ficou a dúvida, se não teria sido um atentado. Decorria o funeral do Escritor Aquilino Ribeiro. Esta tragédia causou 49 mortos e 61 feridos

No ano letivo seguinte, o José continuou a estudar na Escola Académica. Voltou a inscrever-se, para fazer exame como aluno externo, no mesmo Liceu, mas foi transferido para o Liceu Camões, que era considerado um dos mais exigentes. Ficou aprovado, já podia ir para o curso de Sargentos Milicianos

Assim que soube do resultado, mal saiu do Liceu, entrou na cabine telefónica, existente na via pública, para dar a novidade à namorada. Já tinham o casamento marcado para Setembro, autorizado pelos respetivos pais, por só terem vinte anos

Alugaram um quarto na Rua da Imprensa à Estrela, situada por detrás do Palácio de São Bento, por uma renda de quatrocentos escudos mensais, por mobiliar. O patrão, do José, ofereceu-lhe a cama e as mesas-de-cabeceira. Compraram uma pequena mesa retangular, com uma gaveta para os talheres e espaço para guardar os pratos e os tachos, e dois bancos, um rádio e a máquina de escrever completavam a mobília

  Naquela casa já viviam a dona da casa, com uma filha e um filho, maiores de idade, e outro casal com um bebé. Por cima, no primeiro andar, vivia o saudoso maestro José Atalaya, que nos deixou recentemente. Todas as noites adormeciam ao som dos seus ensaios   

Voltou a matricular-se na Escola Académica, para fazer o segundo ciclo liceal. Teve a sorte de ter três professores excecionais: o de português, um camoniano, que andava a elaborar um dicionário de “ Os Lusíadas”, O professor de ciências, que tinha o programa gravado na memória, obrigando-os a escreverem o que ele ditava, a grande velocidade, alegando que, como não tinham tempo para estudar, aquela era a melhor maneira de aprenderem qualquer coisa. Mas, havia uns indisciplinados, que o interrompiam, para fazerem perguntas, que poderiam ficar para o fim da aula, obrigando-o a ter de rebobinar ate chegar ao que estava a ditar. Depois do 25 de Abril, foi à televisão explicar como se distinguia o bacalhau do pixilim. O de matemática, que conseguia fazer com que as enormes expressões algébricas deixassem de ser um bicho-de-sete cabeças. Defendia a utilização da Televisão, para reduzir a enorme taxa de analfabetos. Aquando da apresentação disse que estava disponível, aos sábados à tarde e nas manhãs de domingo, para tirar todas as dúvidas, aos que quisessem e pudessem aproveitar

Nesse ano não fez nenhuma disciplina. Mas, ficou o fermento para quando saísse da tropa, para onde foi, pouco depois do ano escolar acabar. A mulher voltou para a casa dos pais. Aos vinte sete meses de casados nasceu a primeira filha

O ter conseguido subir um degrau no ascensor social, fez com que conseguisse cumprir o Serviço Militar, na classe de Sargento, que para além do estatuto, contribui-o para que, a parte do vencimento que podia ser recebida na Metrópole, cerca de 90 mil escudos durante a comissão, desse para remodelar a velhinha casa, que o sogro tinha feito, sem casa de banho, sem água canalizada, nem eletricidade. Havia, apenas, uma torneira no quintal. Mas, mesmo assim, o dinheiro não deu para ligar a eletricidade do poste exterior para dentro de casa: 7.500 escudos, pagos com os últimos ordenados da tropa. A esposa teve de fazer de servente, muito tendo trabalhado, para ter uma casa com comodidades e dar ao marido, ainda mais alegria à sua chegada. Quando lhe perguntou do que é que ele tinha gostado mais, a resposta foi: “a casa de banho”

Aqueles que nascem, onde já há todas as condições, não sabem dar valor ao que é subir a vida a pulso.

Ainda há pessoas que se questionam se vale a pena estudar! Sem dúvida, que vale a pena estudar, mesmo que não contribua para uma melhoria material, o ganho pessoal, não há dinheiro que o pague. Assim, devemos investir tudo o que podermos na educação dos filhos ou netos, porque é um investimento que não podem vender nem hipotecar, só o podem usar

Quando regressou da guerra, o José continuou a estudar. A mulher atou-o ao mar, e ele não se quer libertar. Ainda trabalhou, perto de casa, ano e meio, mas arranjou trabalho em Lisboa, a ganhar quase o dobro, o que fez com que se tenha sacrificado a perder quatro horas, por dia, em transportes, por mais quase trinta anos

Viver nove anos em Lisboa, foi um grande privilégio, porque tinha tudo à mão: cinemas, teatros, museus, jardins ……………

Quem estiver interessado em saber mais, sobre a vida militar, dele, pode fazê-lo em: https://socieadeperfeita.blogs.sapo.pt -  Mazelas

    

José Silva Costa

 

 

 

     

 

 

07
Mai19

Nem em10 anos!

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Em mais de 40 anos

Pela primeira vez

Um primeiro-ministro

Em vésperas de eleições

Tirou, a uma classe profissional

Todas as ilusões

Dizendo que nem em dez anos

Conseguem recuperar todo o tempo congelado

Não é isto que costuma acontecer!

Em ano de eleições prometem o céu e a terra

Mesmo que saibam que não o podem fazer

Então, o que é que está a acontecer!

Não o sei dizer

Mas, as condicionantes a isso o obrigaram

Se voltar a formar Governo, já tem meio caminho andado

Era tão bom, não ver o eleitorado enganado

Porque não o fez no início da legislatura?

Teria, aos professores tantas expetativas, poupado

Tanto protesto desperdiçado!

Tantos dias de trabalho adiado

Tanto encarregado de educação incomodado

Porque os miúdos tiveram de ir para outro lado

Assim, o país não passa de atrasado!

Mas, se tivesse sido sincero, a geringonça talvez mão tivesse arrancado

O mundo muito tem mudado

Mas, o ensino continua antiquado

O aluno, de livros, carregado

Quem quer evoluir, ao computador tem de estar agarrado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Mar16

Viagens de finalistas

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Viagens de finalistas

 

Viagens de finalistas, do nono ano, para Espanha, começaram à meia-noite!

Tanto são irresponsáveis as empresas de transportes, como os pais e professores.

As autoridades recomendam, e muito bem, que não se conduza mais de duas horas seguidas.

Quantos motoristas terá de levar, cada autocarro, ou quantas vezes terão de parar, para cumprirem estas recomendações?

Que os adolescentes pratiquem exageros, faz parte do seu crescimento, mas que pais e professores os fomentem!

Educar não é só em casa e na escola, é em todo o lado!

Se país e professores põem em perigo as vidas de filhos e alunos, respetivamente, então , infelizmente, o Governo tem de legislar, para prevenir o perigo.

Quem tudo quer, acaba por tudo perder.

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