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07
Ago25

O Império

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O Império   -   As teias que o Império teceu

125

No dia seguinte a Jesuína e a Francisca estavam em pulgas para saberem o que se tinha passado, mal podiam esperar que a irmã acordasse, para porem tudo em pratos limpos

Quando ela se sentou, à mesa, para tomarem, juntas, o pequeno-almoço, notaram que a Filó estava muito alegre, para quem tinha perdido a eleição, para presidente da cooperativa

A Filó informou as irmãs de que tinha tido uma longa conversa com o Rogério, que elas também conheciam. Disse-lhe que as aulas do Roberto tinham mudado a sua vida, que muitas pessoas não conseguiam ver quanto felizes eram aqueles, que o escutavam e seguiam

A imagem mais bonita, que ele tinha daqueles tempos, era a de um bando de pessoas de todas as idades, naquele terreiro, todos os dias, a semearem ideias, que produziam alegria

Foram essas trocas de ideias, onde se falava de tudo, que fizeram com que se dedicasse à agricultura, uma atividade indispensável à vida. Ainda, por cima, com tanta terra à espera de ser cultivada

Mas, as irmãs continuavam a achar que aquela conversa não era motivo para tanta alegria,

Pediram-lhe que se deixasse de rodeios e revelasse a razão de tanta felicidade

Vendo que o seu corpo e as suas palavras não conseguiam esconder a verdade, acabou por revelar que o Rogério lhe tinha pedido namoro, e que ela tinha aceitado

As irmãs felicitaram-na, beijaram-na, ficando tão felizes e alegres, como se também elas tivessem encontrado o seu príncipe encantado

É uma sensação indiscritível, disse a Filó às irmãs, quando o amor nos invade, todo o nosso corpo vibra, e aquele ou aquela, que amamos é a pessoa mais bonita, mais amiga, portadora de tudo quanto há de bom, é como se trocássemos de preocupações, a pessoa amada entra no sosso coração e absorve toda a nossa atenção

As irmãs sentiram-se, também, invadidas pela felicidade, que a Filó sentia, as três estavam em sintonia, foi o início de um tempo diferente, em que em todas renasceu a esperança, já um pouco perdida, de encontrarem alguém que as amasse e as fizesse muito felizes, que é o que todos queremos e procuramos.

Continua

 

   

 

 

  

 

 

 

19
Dez24

O Império

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O Império   -   As teias que o Império teceu

92

São Tomé e Príncipe

 

A ilha de São Tomé foi descoberta em 21 de dezembro de 1470, por João de Santarém, no dia de São Tomé; 27 dias depois, em 17 de janeiro de 1471, no dia de Santo AntãoPêro Escobar chega à ilha do Príncipe.[11] Príncipe foi inicialmente chamado de Santo Antão ("Santo António"), mudando o seu nome em 1502 para a Ilha do Príncipe, em referência ao Príncipe de Portugal para quem foram pagos impostos sobre a produção de açúcar da ilha.

O primeiro assentamento bem-sucedido de São Tomé foi estabelecido em 1493 por Álvaro de Caminha, que recebeu a terra como uma concessão da coroa. Príncipe foi liquidado em 1500 sob um arranjo semelhante. A atração de colonos mostrou-se difícil, sendo assim, a maioria dos primeiros habitantes foram "indesejáveis" enviados de Portugal, a maioria judeus.[12] Com o tempo, esses colonos encontraram no solo vulcânico da região o local adequado para a agricultura, especialmente o cultivo de açúcar.[(Wikipedia)

A Marina, o Roberto e o Afonso já conheciam todos os becos de Lisboa, as suas canoas, os miradouros, tudo quanto havia, para os olhos entreter

As naus, da carreira da Índia, já estavam atracadas ao cais de Belém, para serem reabastecidas, em breve estariam de partida, para a viagem anual, era preciso encher bem os porões de tudo quanto é essencial à vida ( diz o ditado popular, quem vai para o mar, avia-se em terra)

A Marina e o Roberto ficavam horas a comtemplar aqueles barcos, recordando a viagem, que tinham feito de Luanda para Lisboa, uma viagem com alguns susto, principalmente quando o oceano parecia querer engolir o barco, e este todo se contorcia, esperava a onda passar, para se voltar a endireitar

Era a única estrada que tinham para regressarem a Luanda, uma estrada com muitas ondas, mutos perigos escondidos, os ventos eram o combustível, nem sempre disponíveis, para as velas enfunar, fazendo com que a pressa de aportar tivesse de esperar

Os peixes voadores animavam a viagem, exibindo-se à frente do barco, com as suas bonitas acrobacias, que ajudavam a suportar a perigosa e dura aventura, em que só se vê água e o céu azul.

Continua

 

 

12
Jan23

A sedutora

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Lisboa! A sedutora

12

Três homens solteiros, num primeiro andar: o patrão, o irmão e o empregado

Uma casa forrada com peças de cairo, só a casa de banho não tinha matéria-prima para fazer os tapetes

Era uma casa pequena: um quarto, cozinha, casa de banho, sala e uma salinha muito pequena

Os empregados dormiam na sala, no local onde trabalhavam de dia

À noite, no cetro da sala, único espaço disponível, cada um fazia a sua cama, o soalho e uma peça de cairo faziam de colchão

Com o novo contrato, verbal, ganhava mais dez escudos: 200 escudos, por mês, oito horas de trabalho, descansava ao domingo, com a possibilidade de fazer horas extraordinárias, pagas à peça

Com moldes em papel, dois para cada modelo, um para a frente outro para trás, marcavam os cortes a fazer, para que assentassem bem e os pedais ficassem livres

Todos os cortes tinham de ser costurados com uma agulha, um pouco maior que uma sovela de sapateiro, com um buraco na ponta, para que o tecido não se desfiasse

Para além de fazer os tapetes, ia aos Bancos, entregar tapetes nos standes, de transportes públicos ou de táxi, dependendo da urgência ou da quantidade, e ainda despachar encomendas, para todo o país, por caminho-de-ferro, em alta ou pequena velocidade

As estações de caminho-de-ferro tinham um armazém onde guardavam as mercadorias recebidas ou para expedição, ainda era rara a entrega de porta a porta

Também chegou a ser incumbido de ir tirar moldes de modelos que não tinham, um trabalho delicado, porque o papel assentava melhor que o tapete, por isso era preciso saber compensar as diferenças, para que o fato assentasse bem

O patrão passava muitos dias, percorrendo o país, de comboio, visitando standes de automóveis, para angariar novos clientes

 

Em Tondela, travou conhecimento com uma rapariga que, como muitas outras, por este país fora, sem trabalho nem expectativas de vida, aguardava, na casa dos pais, por um príncipe, que um dia a desencantasse

Como bom vendedor, disse à rapariga que tinha mundos e fundos, e ela acreditou, namoraram uns meses e casaram

Depois de casados e da lua-de-mel, quando a trouxe para Lisboa, e lhe apresentou o palacete para onde ia viver, a rapariga ia desmaiando

 

  Triste, mas sem queixumes enfrentou a realidade, arregaçou as mangas e lutou ao lado dele

Tiveram duas meninas

Passados alguns anos, quando os tapetes de cairo, para automóveis, caíram em desuso, e apareceram outros materiais, era ela que, com uma máquina de costura industrial, fazia os tapetes

No primeiro carnaval, que  passou em Lisboa, mascaram-se: ela e o empregado trocaram as roupas, fizeram uma cegada, fazendo com as tristezas fossem esquecidas, mesmo que por pouco tempo.

 

Continua

 

 

 

 

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