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cheia

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06
Out20

Sol esguio

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No sol esguio do outono

Abraço o teu sono

Aguardo o teu acordar risonho

Quem comtempla uma flor

Contenta-se com o seu perfume

Cada madrugada é um a alvorada

Com o teu brilho a lavar-me a alma

E a lua a iluminar a nossa estrada

Gastamos os anos de mão dada

No aconchego do teu olhar

Sem precisar de mais nada

A não ser da simplicidade do teu coração

Onde quero acordar todas as manhãs.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

04
Ago20

As crianças!

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Colónias de férias

 

Onde estão as crianças, que enchiam as praias?

Esvoaçando como as gaivotas

Este ano sinto falta dos seus sorrisos, do seu barulho

Do momento tão esperado

Quando os banheiros autorizavam a sua entrada no mar

Pareciam um cardume a saltitar

Sempre muito atentos, não fosse alguma perder o ar

Na areia, não se cansavam de brincar

Era uma alegria vê-las a construírem os castelos dos sonhos

Para elas não havia impossíveis

Tudo era realizável

Até nos dias em que não se via o sol

As correrias aqueciam e davam asas à liberdade

Eram umas férias de verdade

Que marcam, para sempre, a idade

Por onde andarão, este ano, as gaivotas que me faziam lembrar a mocidade!

Este vírus cortou-lhes as asas, não podem voar em bandos

Era ver os autocarros, uns atrás do outros, a despejarem flores na praia

Eram salpicos de perfume e sorrisos para todos.

 

José Silva  Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

10
Fev19

Namorados

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Namorados

Vale a pena viver

Todos os dias acordar a ler

Nos teus olhos a convicção

De que és a mais bela estrela do amanhecer

Todas as manhãs

Os teus rubros lábios de romã

Selam nos meus os votos de um bom dia

Com a alegria de ao entardecer

Nos voltarmos a ver

Para mais uma noite, que não voltaremos a esquecer

Dia, após dia, é este o nosso sorriso

A dizer-nos que a vida pode ser um paraíso

Se conseguirmos manter esse inebriante perfume

Que há tantos anos nos une!

Lembras-te?

Foi na estufa-fria

Naquele lugar de tanto romantismo

Que festejámos, juntos, o meu aniversário

Porque querias que as aves, as plantas e os lagos

Também disfrutassem da nossa magia

Do sussurrar das nossas promessas e beijos

No calor, suave e doce, do fim do verão

De mãos dadas, bem apertadas

A prometermos um ao outro

Que já mais seriam separadas

Cinquenta e três primaveras estão namoradas.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

03
Out16

blog

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Blog: o sítio fantástico, o ponto de encontro de milhões de opiniões, de reações, de corações, num espaço acolhedor e confortável, sem atrasos nem horas de esperas

Onde as vinte e quatro horas diárias, muitas vezes, não chegam para tanto convívio, troca de impressões, saborear tanta alegria, sabedoria e espírito de solidariedade

Um mar imenso, onde lançamos milhões de anzois, na tentativa de que alguém morda o isco, sem o perigo de uma tempestade nos afundar

O isco é cada vez mais refinado, porque com tanta oferta, só uma proposta diferente, consegue atrair muita gente, para manter a corrente de um rio, que ninguém quer ver acabar

Publicar posts faz-nos sonhar, tentar adivinhar as reações, cumplicidades, neste jogo de gato e rato, sem contatos físicos nem visuais: é a magia do virtual

A internet permite-nos este contato com muitas pessoas, sem nunca nos vermos nem nos conhecermos

A sensação de diálogo, de troca de opiniões e conhecimentos, em qualquer altura, em qualquer momento, no aconchego do nosso assento

A ansiedade de estar constantemente a passar pelo blog, para ver se há algo de novo, é como quem arma uma armadilha, e está sempre a espreitar se foi acionada

No isolamento, enfrente ao aparelho, que nos liga ao Mundo, sentimo-nos acompanhados, imaginamos os nossos visitantes, comentadores e seguidores

Podemos estar perto uns dos outros, longe, noutro continente, tudo é desconhecido

Por isso é que tem tanta magia, podemos tentar imaginar com quem estamos a navegar

Mas, dificilmente, nos encontraremos e nos abraçaremos!

Há blogs que são autênticos jardins: cheios de árvores, arbustos e plantas, cujos autores são flores, onde todas as abelhas poisam, deliciando-se com o pólen e o perfume

Que maravilha de tecnologia, onde vimos o Mundo, por um fio!

 

 

 

  

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