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cheia

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02
Mai22

A incerteza (2)

cheia

A incerteza (2)

 

Os ditadores não conseguem conviver com os democratas, porque estes estão, sempre, a confrontá-los com os direitos humanos, coisas que para eles não têm importância

Coisas somenos são, também, a prisão ou eliminação dos seus adversários, que não conseguem perceber que os ditadores são os donos das suas vidas e dos seus países

Não contentes com tantas afrontas aos seus dedicados dirigentes, que tudo fazem para que nada falte aos seus súbditos, os democratas ainda se permitem pronunciar a palavra liberdade, que é uma coisa, que os seus delicados ouvidos não podem ouvir pronunciar

E, há ditadores que são tão generosos, humanitários, bondosos, que subsidiam partidos, organizações, associações para ajudarem, via eleições livres, coisa de que não gostam nada, para que ajudem a libertar essas nações do terrível sistema de eleições livres

Foi preciso Putin mandar invadir, perdão, invadir não, trata-se de uma operação especial de ajuda aos ucranianos, para percebermos as relações entre o SEFF e uma associação russa, que tem ajudado na integração dos refugiados ucranianos

Uma colaboração prestimosa, que não aconteceu só com o SEFF, mas também com as Câmaras Municipais

No SEFF, nem tudo terá corrido de feição: morreu um cidadão, resolveram extingui-lo, já anunciaram, por duas ou três vezes, a data da sua morte, mas ainda não conseguiram concretizá-la, o que não admira, porque começam pelo telhado, quando chegam às fundações, estas não aguentam com o telhado, por ser demasiado pesado

Estava tudo a correr como o planeado: eleger ditadores no Brasil e na América, fazer saltar o Reino Unido para fora da UE, mas o facto de não terem conseguido reeleger Trump veio acabar com ”aquele engano ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito” (Camões)

Depois de dois anos de uma terrível pandemia, quando o mundo se preparava para voltar a respirar, o ditador não perdeu a oportunidade para invadir mais uma nação, nas anteriores agressões tinha tido sucesso, se alguém se tinha revoltado, não tinha ido além das palavras, coisas que não entram nos seus delicados ouvidos

Por que razão, desta vez, seria diferente?

Aconselhou-se com o seu amigo chinês, que está tão ou mais interessado que ele em acabar com esse detestável sistema de eleições livres, pedindo-lhe para não iniciar a operação especial antes dos Jogos Olímpicos de Inverno terminarem.

 

 

Continua

 

  

 

24
Dez21

A estrela

cheia

A estrela

Uma estrela, à Terra, desceu

Para nos trazer a esperança

O Mundo recua e avança

Mas, em Dezembro tudo para, para o Menino adorar

O Natal consegue fazer florir os corações

O Mundo abraça-se e beija-se, há felicitações!

Nós, ainda-por-cima, no primeiro mês do ano, temos eleições

Por todo o país, os políticos desdobram-se em felicitações

São prendas e mais prendas para todas as idades

Por todo o lado, em todos os locais, vilas e cidades

Não fora o maldito vírus, que só nos faz maldades

Neste fim de ano podíamos bater mais uns recordes

De dinheiro queimado em fogo-de-artifício

De festas de fim-de-ano

De muito ajuntamento humano

Neste fim-de-ano os Governantes não se importavam de pagar champanhe a toda a gente

Mas, a pandemia não o permite

Há quem fique muito triste

Os Partidos Políticos preveem gastar mais de sete milhões de euros, na campanha eleitoral

Continuam a brincar às eleições, é raro cumprirem as legislaturas

Não custa nada, o povo é que paga

Eleições todos os anos para alegrarem os que gostam de andar, sempre, em campanhas eleitorais.

Vinte e uma forças políticas, não nos falta por onde escolher!

 

 

José Silva Costa 

 

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