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cheia

cheia

17
Fev22

Emigrantes!

cheia

No paraíso!

 

 

A pressa que deu em vagar

A tomada de posse, do Governo, a patinar

A tomada de posse dos novos deputados

à espera dos emigrantes que queiram, novamente, votar

Neste país, é esperar de tudo!

Acordos de cavalheiros para as leis violarem

Oitenta por cento dos votos do círculo da Europa para o lixo

Isto não é nenhum conflito

É o habitual, mesmo que haja quem ache esquisito

Foi um grito no infinito

De alguém muito aflito

Que julga que este país é um palito

Sem rei, nem roque

O que é preciso é sorte

Que nunca se perca o norte

Há sempre quem encontre o lote

E quem faça o porte

De defender o desnorte

Dizendo bem da má morte

De um perfume bem forte

Capaz de embebedar a consorte

Para que esteja, sempre, de acordo

Mesmo que o país marque passo

Porque os mandantes se portam como miúdos

Todos os disparates são normalidades

Nunca há responsabilidades

Mais mês, mais ano, tanto faz

Melhorar, para quê?

Se mostraram estarem felizes e contentes

Para quê, serem exigentes?

Se as promessas foram tão eficientes

Não precisamos de novas mentes!

 

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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