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cheia

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26
Nov20

Contas

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Contas

 O Outono é, sempre, suave e doce

Mesmo que, este ano, seja um inferno

Não pode haver céu!

Quando o medo, a insegurança nos toldam o olhar

Vamos tentar levá-lo até ao fim

Falta pouco mais de um mês

Depois, pedimos contas ao que vier

Porque este é para esquecer

Mas não tenhamos ilusões!

Temos de, desde já, começar a fazer provisões

Não nos deixemos, pelas estrelinhas, embebedar

Porque estes tempos vão passar

A Natureza está a avisar!

Não podemos fingir que tudo vai ficar bem

Porque algumas coisas vão mudar

E, nada melhor que o antecipar

Para minorar o que muito nos vai custar

 Ver o desemprego a galopar

As empresas a desaparecerem

E nós, na crista da onda, sem saber para onde remar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

28
Out20

Nova era

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Uma Nova Era

De nariz e boca tapada

Vamos todos de ter de andar uma temporada

Para evitar a entrada da bicharada 

Vai fazer com que tenhamos o nariz quentinho e a boca sem cieiro

Nem tudo é mau, daqui até janeiro

Estávamos a exagerar nos festejos do Natal e Ano Novo

Este ano cada um vai ficar no seu canteiro

Poupa-se tempo e dinheiro

Pagamos bem caro os erros, já podemos passar sem ir ao estrangeiro

A Natureza faz-nos recuar, quando não a sabemos respeitar

É tempo de mudar!

Quanto mais depressa o fizermos, menos sofreremos

Não podemos continuar a correr sem parar

Tudo tem um limite, e nós estávamos a abusar

Somos obrigados a parar, para pensar

Temos de voltar a ter tempo para viver e amar

Não podemos querer o Mundo abarcar

Não precisamos de passar a vida a acumular

Para, de um segundo para o outro tudo deixar

Todos temos direito a ter um lugar

Mas há quem queira com o dos outros ficar

A ganância é a nossa perdição

Temos de dar mais atenção aos outros

Temos de voltar a admirar a Natureza

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

  

03
Fev20

O brilho do sol!

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O brilho do sol!

 

Neste dia de maravilhoso sol

Acendemos os corações

Fomos ver o mar

Os teus olhos estavam radiosos

Cheios de mar, sol e lua

Onde os meus navegam e sonham

Saboreámos um dia de primavera, no inverno

Por onde tu passavas, a natureza sorria

Tudo parecia querer agradecer

O brilho do calor deste dia

Ficámos ali a olhar

As ondas a correrem e a dançarem

A participarem na nossa festa

Beijaram-te os pés, e o sol, os lábios

Ficámos os quatro abraçados

Até o sol se despedir

Despedimo-nos das ondas

Unimos os lábios e sorrimos

A natureza anunciava a noite e preparava a cama

Aproveitámos e fomo-nos deitar

A desejar mais dias radiosos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

23
Mai19

Flores e amores

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Flores e amores

Maio, flores, perfume, amores

Luz, Sol, Calor, sonhos

Um mês cheio de encantos e recantos

Quando nos pomos a cantar e a escutar

A beleza da Natureza, na pureza do seu bem - estar

Todos os anos, de novo nascida, para nos mostrar

Quão curta é a vida

Mas, presos na nossa ambição, nas nossas correrias

Como se tudo não acabasse um dia!

Nem temos tempo para a contemplar, desfrutar dos seus cheiros

Da sua harmonia, do som sussurrado dos ribeiros

Outrora, puros e cristalinos, hoje, depósitos de maus cheiros

É o progresso, o custo de termos água canalizada e saneamento

Que tanto contribuem, para que tenhamos uma mais longa e asseada, vida!

É por isso que se diz, que nem tudo são rosas, também há espinhos

Mas, o progresso trouxe-nos, e cada vez mais nos trará mais mimos

Só temos que pensar e não exagerar

Para não deitarmos tudo a perder

Voltando às trevas e começar tudo de novo

Parece que estamos num ponto de grande viragem

Oxalá consigamos equilibrar o barco, mantendo-o na senda do progresso

Que mesmo, carregado de nuvens, aqui e além, atravessadas por brilhantes raios de Sol

Como aconteceu, em Taiwan, com a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo

O Sol rompeu no Oriente!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Fev19

Os meus vizinhos!

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A Natureza

A um mês da Primavera

Os meus vizinhos andam numa roda-viva

Ainda o sol está ensonado, e nem, os olhos, tem esfregado

Já, elas e eles, andam numa correria e cantoria

Andam a escolher os parceiros e as parceiras

Tanto elas como eles tentam encontrar a parceira ou o parceiro ideal

A Natureza não espera! Apesar e andar um pouco perturbada, ainda tem alguns ciclos definidos

Assim, à medida que o inverno dá sinais de abrandar e a primavera preste a chegar, os meus vizinhos não param de se agitar

Aproxima-se o ciclo de reprodução

O acasalamento tem o seu tempo e encantamento

Matinais melodias, despiques e correrias

Eles procuram os pontos mais altos

Para melhor difundirem as mensagens

Acasalados, segue-se a construção dos ninhos

Fecundação dos ovos, pô-los, chocá-los

Está, um novo ciclo de vida, iniciado

Perdizes e perdigões são os meus vizinhos foliões.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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