Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

cheia

cheia

30
Jun19

Canícula

cheia

Canícula

O Mundo acordou a sorrir

Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir

É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros!

Não quer dizer que haja menos perigos

Continuam a morrer, por comerem de mais, menos

E, a morrer, por comerem de menos, mais

As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar

Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar!

Isso fica para os mares e os rios contarem

Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar

Tanto grito, choro e pedido de socorro!

E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar

Estão sujeitos, à prisão, ir parar

Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação

Dos que acham que não somos todos irmãos

Que não temos, todos, direito a casa e pão

Por que razão, gostamos tanto da acumulação!

Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

17
Jun19

17/06/2017

cheia

A tragédia

O sol nascera, como em muitos dias de Junho, radioso

O dia corria normalmente, até que as chamas envolveram as populações

As lavaredas montadas nos ventos fortes, levavam tudo à sua frente

O fumo escondeu o sol, o dia tornou-se noite

Nunca ninguém tinha visto um a coisa assim!

Não deu tempo nem para decidir

Ficar, correr, fugir, que fazer!

Não havia tempo a perder

A quem recorrer, se as comunicações não conseguiam responder!

Abandonados à sua sorte, uns correram para a salvação, outros para a morte

Rodeados por um inferno de chamas, sem ninguém que lhes desse esperança

Alguns meteram-se nos carros para fugirem à morte

Mas a estrada era de má sorte

Tudo ficou queimado, e o alcatrão bem marcado

Sessenta e seis mortos!

Duzentos e cinquenta e três feridos!

Meio milhar de casas destruídas!

Que sejam sempre recordados

Que se faça tudo para que tragédias destas não se repitam

Sejamos mais programáticos

Acreditemos menos na sorte

Porque o vento Norte, pode trazer a morte.

José Silva Costa

03
Nov18

Século XXI

cheia

Século XXI

Dormimos descansados

Ao lado dos esfomeados

Dos que morreram de fome

Dos que deixaram tuto para trás

Quando na realidade não deixaram nada

A única coisa que tinham

Eram balas a zumbirem-lhes aos ouvidos

Agarraram-nos filhos e partiram

Na esperança de encontrarem segurança e pão

Mas, os que têm o poder na mão

Votam naqueles que lhes dizem não

Que num dia dizem que vão mandar os soldados atirar

No outro dia a opinião pública fá-los recuar

Nunca se sabe com o que se pode contar

Morrer, por morrer, vale mais enfrentá-los

Tudo, menos ver os filhos, de fome, morrer (Iémen)

Como podemos, na humanidade, crer!

Para onde quer que nos viremos

Só vemos mães e pais com os filhos nos braços

Sem saber o que fazer

Desesperados, atiram-se ao mar, aos rios, ao arame farpado

Mas, ainda há que durma descansado!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

03
Fev18

O petróleo verde

cheia

O preço do petróleo verde!

 Muitos proprietários ficaram muito contentes, quando foram assediados para plantarem eucaliptos

Foi uma maneira fácil de conseguirem alguns rendimentos dos terrenos, que deixaram de ser cultivados

As celuloses esfregaram as mãos de contentes: um bom negócio, que países mais desenvolvidos não querem

Porque os eucaliptos esgotam os terrenos, acabam com a água, que existe no solo, matam tudo ao seu redor

Portugal tem pago um preço bem caro, por esta curta visão de políticos irresponsáveis, que só pensam no presente, que vendem o país e a sua gente

Quantas vezes o país já ardeu, quanto custa o combate aos incêndios, quem paga o que se perdeu?

Mas, a maior perda são as vidas perdidas, e, os que, para sempre, ficam com feridas!

Como se não chegasse, mataram o Tejo, matando tudo o que dele vivia!

Autorizam todas as indústrias, seja qual for a poluição, que se queiram instalar à beira Tejo

Nem mesmo a redução dos caudais, ao longo de anos, os conseguiu acordar, ou fazer atuar

Foi preciso o rio ficar coberto de espuma, já não ser possível encobrir o crime, para se mexerem!

Mas logo vieram dizer, que não havia culpados, e têm toda a razão, porque o único culpado é o São Pedro, que se esqueceu de mandar água suficiente, para lavar o Tejo, levando tudo para o mar, para o fundo, de preferência para longe do nosso olhar

Não! Meus senhores, a água barata acabou-se, não podem continuar a mandar a água das estações de tratamento para os rios, devem aproveitá-la para as regas

Quanto às celuloses não é reduzindo, mas proibindo, toda e qualquer descarga

Se quiserem continuar a laborar, podem fazê-lo em circuito fechado, sem contaminarem a pouca água, que temos.

 É mais caro! Pois é. Mas, a água é um bem indispensável para a vida, não pode ser poluída!

 

José Silva Costa

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D