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25
Mai20

Rumo ao Norte

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Convite

 

Hoje, estou na casa do amigo C. C. Se gostam de mar, não deixem de lá passar, se não gostam também o devem fazer. É um amigo, que todos devem conhecer

Agradeço o teu convite, para conhecer o teu o acolhedor espaço, muito visitado e comentado.

O que me permitiu ir até ao Norte, sempre pela beira-mar, tendo podido visitar as maravilhosas praias do Atlântico, que este ano estão ainda mais belas:  todas desinfetadas, perfumadas, com cheiro a álcool e gel, nunca estiveram tão limpinhas, nem com águas tão límpidas!

Estavam cheias, mas todos às distâncias recomendadas, o que prova que estávamos com atenção, quando elogiaram os nossos comportamentos, mas também nos ameaçaram, caso não cumpramos o estipulado, fecham as praias.

Alguns esqueceram-se de que é proibido jogar nas praias, e outros ainda distribuíam música a metro, o que só podem fazer por mais uns dias, enquanto a época balnear não abrir oficialmente

Temos de nos habituar aos novos tempos. Fazer das praias lugares seguros

Se antes nos tínhamos de preocupar por causa dos afogamentos

Agora, temos de nos preocupar, também, com os afastamentos.

 

José Silva Costa

 

 

 

03
Fev20

O brilho do sol!

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O brilho do sol!

 

Neste dia de maravilhoso sol

Acendemos os corações

Fomos ver o mar

Os teus olhos estavam radiosos

Cheios de mar, sol e lua

Onde os meus navegam e sonham

Saboreámos um dia de primavera, no inverno

Por onde tu passavas, a natureza sorria

Tudo parecia querer agradecer

O brilho do calor deste dia

Ficámos ali a olhar

As ondas a correrem e a dançarem

A participarem na nossa festa

Beijaram-te os pés, e o sol, os lábios

Ficámos os quatro abraçados

Até o sol se despedir

Despedimo-nos das ondas

Unimos os lábios e sorrimos

A natureza anunciava a noite e preparava a cama

Aproveitámos e fomo-nos deitar

A desejar mais dias radiosos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

30
Jun19

Canícula

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Canícula

O Mundo acordou a sorrir

Os “palhaços” voltaram a fazer-se ouvir

É melhor do que acordamos com o barulho dos tiros!

Não quer dizer que haja menos perigos

Continuam a morrer, por comerem de mais, menos

E, a morrer, por comerem de menos, mais

As guerras, os atentados, os acidentes continuam a matar

Dos que fogem de um lado para o outro, nem é bom falar!

Isso fica para os mares e os rios contarem

Porque, só eles sabem por que aflições estão, sempre, a passar

Tanto grito, choro e pedido de socorro!

E, aqueles que os ouvem e os vão ajudar

Estão sujeitos, à prisão, ir parar

Porque os que não os ouvem, têm a força da ovação

Dos que acham que não somos todos irmãos

Que não temos, todos, direito a casa e pão

Por que razão, gostamos tanto da acumulação!

Se sabemos, que chega o dia em que não precisamos de nada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

26
Mai19

Domingo de Maio

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O último domingo de Maio

 

Fomos votar

À tardinha, pela fresquinha

Aproveitámos para caminhar

De onde votamos vê-se o mar

Depois, as pernas pediram para descansar

Estavam cansadas de décadas a andar

Sentámo-nos junto a um parque infantil

Para saborearmos o último Domingo de Maio

Onde as mulheres e homens de amanhã testavam a testar as aptidões

Ficámos a comtempla-los, e a ver o mar e o sol

O sol foi descendo devagarinho até se afogar, no mar

Mas antes lacrimejou como que a dizer-nos adeus

Prometendo voltar dentro de um quarto e meio do dia

No lado oposto, pujante e brilhante

Para ir subindo e aquecendo, ao longo do dia

Resta-nos menos de um mês para o vermos, mais uns minutos, aumentar

Depois vai diminuindo até o inverno chegar

Temos o privilégio de vê-lo nascer a esfregar os olhos, antes de aparecer na totalidade

E à tarde, com tempo para vestir o pijama, antes de se deitar, no mar

Enquanto, que no Equador nasce e põe-se instantaneamente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

27
Ago18

Acabaram!

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Últimos dias de Agosto

O mês mais desejado

Está praticamente acabado

Podes não ter sido o mais quente

Mas foste o de encontros de muita gente

Um mês de férias, de praia, de viagens, um mês diferente!

Todos os anos fazes parte dos planos de muita gente

Esperamos por ti, desesperadamente

Passas quase instantaneamente

Ficamos, sempre, com a sensação de que não te aproveitamos convenientemente

Passaremos mais um ano a fazer planos para sermos mais eficientes

Gostamos de noites quentes, para aquecermos os ossos dos nossos dentes

E esquecermo-nos do inverno, os dias tristes, que parecem um inferno

Um ano de canseiras que nunca têm fim

Acaba-se agosto, acabam-se as férias, perdem-se os rostos

Voltam os anseios por um novo agosto

Para nos encontrarmos, de novo, nas festas, nos bailaricos, em todos os sítios

Ainda não acabaste e já estamos a pensar no próximo

Boas férias, para ti, agosto

Adeus, até para o ano.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

16
Abr18

Prémio indesejado

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Prémio indesejado

 

Portugal foi premiado

Com um prémio indesejado

Por autorizar, petróleo, prospetar

Em terra, nas praias, no mar

Para os turistas bronzear

Ninguém vai querer, noutras praias, banhar

Sol, mar e areias com petróleo, para untar

Quem é que quer, o perfume do petróleo, perder?

Praias suficientes, não vamos ter

Onde as pessoas, o petróleo, possam beber

A maravilha, que Portugal tem, para lhes oferecer

Nos mares fomos pioneiros

Na prospeção de petróleo, derradeiros!

 

 

 

José Silva Costa

22
Out16

Mortos, mortos, mortos

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Refugiados

 

Mar azul laranja

Coletes de esperança

Não evitam milhares de mortos

A ansia de chegar aos portos

Mortos, mortos, mortos, mortos

Mar, não és salgado!

Mas ensanguentado

Por que te atiras ao mar, desesperado?

Por que arrisca a vida e o filho?

Num barco insuflado

Sem garantias nem futuro

Num mar tão escuro

Onde só vislumbras um muro

Duro, duro, duro, duro

Intransponível, insensível, invisível

Que te vai repudiar

Que não te vai ajudar

Que te vai matar!

Mas, tu continuas a sonhar

Na esperança de um olhar

De alguém que te possa ajudar

De alguém que ainda tenha coração

De alguém que te dê a mão

De alguém que pense que és irmão

Que qualquer lugar é chão

Onde podemos partilhar um pão.

 

 

 

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