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22
Ago22

Fios de ouro!

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Fios de ouro!

 

Longos são os dias de verão

Cheios de raios dourados a escorrerem pelas montanhas

Vindos de um sol transpirado, ofegante, à procura do mar

Cansado de bronzear todos os corpos, que procuram o seu perfume

Ávidos de calor, de cor, de encanto, de brilho, de tudo o que seja amor

Os sonhos de verão estão a terminar, nem todos se concretizarão

Mas, o sol continua a beijar as esplanadas onde colocamos os sonhos a amadurecer

Longas são as horas de meditação, a ver o mar, a saborear o sabor a sal

À espera de um olhar, de um beijo salgado da cor do mar, de um abraço que nos consiga acordar

É assim o verão, um tempo de descanso, de reflexão, de calor, de sorrir, de descontrair

Até de a sexta dormir, para fugir às ondas de calor que nos estão a afligir

Depois, é tirar partido de toda a envolvência, da camaradagem da tarde e da noite

Das noites tropicais, que se agarram aos cais, dormem nos veleiros, nos braços dos arrais

No colo das velas, no silêncio da noite, dormem as luas amarelas, iluminando os corpos, que bebem a alegria de um sonho de magia

É por tudo isto, que o verão é tão bom, tão desejado, tão festejado, tão disputado!

Entra no doce setembro, como que preparando uma suave aterragem

Menos horas de sol, manhãs e noites mais frias, vão começando as correrias

O regresso às aulas, o trabalho, o ritmo acelerado, como que a testar o efeito do descanso nas férias

Todo um ritual, que a pouco-e-pouco se vai ajustando, acabando por nos fazer entrar na rotina

O que também não nos agrada, só imaginamos que estamos bem onde não estamos

Queremos que chegue, quanto antes, o Natal, mais um motivo para descompressão

E, está mais um ano acabado!

Saudamos o novo ano com toda a euforia e esperança, que nos vão ajudar a concretizar os sonhos de mais um ano.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

16
Mai21

Flores!

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Flores

 

Mês de Maio, o mês das flores

Mas, o mundo continua cheio de dores

 Por todo o lado, tantos horrores!

Não lhes chega a destruição causada pela pandemia!

Ainda utilizam as armas para matarem a alegria

Não querendo que ninguém tenha um feliz dia

Tanta intolerância, tanta ganância, para um fim sem esperança

Mesmo assim, o mundo avança nos sorrisos duma criança

Flores, flores fazei com que o mundo prefira o amor

Com o vosso perfume curai toda a prepotência dos Governadores

Mostrai-lhes que o poder não passa de vaidades

Quando não é exercido, no sentido de melhorar as condições de vida

Nunca, para acabar com a vida, seja de quem for

Nesta encruzilhada, em que andamos de cara tapada, a vida está ameaçada

Mas, as flores continuam, todos os dias, a alegrarem a magia

Dando-nos esperança de melhores e mais perfumados dias.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

02
Mai21

Dia da Mãe

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Dia da Mãe

 

Mãe, que palavra tão doce!

Tu és amor, colo, formusura

Tu és ternura

Tu és calor

No teu ombro

 Descanso a dor

Os teus beijos têm sabores

 Curam todas as dores

Tu és magia

Os teus olhos são alegria

São eles que alegram o meu dia

És a mais bela flor

O meu primeiro amor.

 

Feliz dia para todas as Mães.

José Silva Costa

 

08
Dez20

Terceiro Milénio

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Março de 2003

 

Terceiro ano e milénio

O Mundo está tão conturbado e abatido

Com tanto medo das novas pestes em que está envolvido

Com o ar muito poluído, por causa dum desenvolvimento sem sentido

As crianças esfomeadas procuram abrigo

Não sabem ler, nem escrever, ignoram o juízo

O Mundo, colorido, com a internet, em pouco tempo é percorrido

O Mundo, do mesmo tamanho, está cada vez mais reduzido

Em português, abraço o Mundo inteiro

Falar português é abraçar o Mundo, beijar a alma portuguesa

Oito países amigos, numa língua, unidos

Por todo o Mundo distribuídos

Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Brasil, Moçambique, Timor Leste, Portugal, São Tomé e Príncipe 

O Mundo bem poderia ser um lugar de alegria, com amor, que bom seria!

Com trabalho, pão, habitação, educação, tínhamos um Mundo são, sem eles não

Terceiro milénio, com todo o nosso génio, vivemos com medo

Viajo no espaço com petróleo e aço, a fome mata as crianças, nada faço

Com tanta sabedoria, recorro à alquimia, para curar a pneumonia

A criança gemia, a pedofilia não existia, agora está na ordem do dia

Com a internet, que belo desafio, poder ver o mundo, sem fio

No terceiro milénio, quem admitiria, que tanta gente, de fome, morreria

Com tanta tecnologia haver analfabetos é uma anomalia

Estão impedidos de ler a magia

Embalado pelo mar, na Europa nasceu um povo plebeu, que tudo ao Mundo deu.

 

José Silva Costa

 

 

14
Set20

Ano letico

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Regresso às aulas

Este regresso às aulas não tem a magia dos outros anos

O medo, as máscaras, as regras, tolhem os movimentos

Este ano, infelizmente, não vamos ver a euforia de beijinhos e braços de outros momentos

Vão ser experiências novas, que temos de aprender e algumas antigas, que temos de esquecer

Estamos todos ansiosos para ver o que vai acontecer

Quem vai pela primeira vez, é quem fica mais a perder

Mas a vida é mesmo assim, temos de estar preparados para estar sempre a aprender

Não damos o devido valor a este tempo, em que temos quem nos ensine, e perguntas podemos fazer

Mais tarde é que vamos a orelha torcer

Por não termos dado atenção a tudo o que nos queriam dizer

Vão muito, ficar a saber para, a vida, ganhar

A escola é um mar de conhecimentos, que devemos aproveitar

Quanto mais soubermos, melhor o podemos utilizar

Para proveito próprio, e os outros ajudar

Há quem sinta uma grande felicidade, por os outros poder iluminar

Da escola vai-nos, sempre, alguma saudade ficar

Mais tarde, gostamos dos nossos colegas encontrar

Para todos, um bom ano escolar!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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