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cheia

cheia

02
Mar20

Lavar as mãos

cheia

 Beijinhos e abraços

 

Oh Coronavírus!

Puseste o Mundo em desassossego

Fizeste os patrões pedirem, aos empregados, que não vão ao emprego

Mesmo os que diziam que as fábricas só eram viáveis se laborassem vinte quatro horas por dia

Agora, o ideal seria que tudo fosse virtual

Que ninguém precisasse de sair de casa

Para não apegar ao outro o mal

Jogos de futebol adiados

Museus fechados

Eventos internacionais cancelados

Máscaras esgotadas

Cidades fechadas

Mãos lavadas, mãos lavadas

Não se beijem, não se beijem

Não metam as mãos na boca, nariz ou olhos

Não vão para os Hospitais ou Centros de saúde

Telefonem, antes, para o nº 808242424

Tomem muito cuidado

Na França não é permitido ajuntamento, com mais de 5.000 pessoas, em local fechado

O Mundo está aterrorizado

Mas não é só por causa do Covid-19

As guerras também dão a sua contribuição

Nunca são a solução

Muito menos pagar a uma Nação

Para não deixar passar os migrantes

Gente desesperada entre a parede e a espada

Contra a barreira de arame farpado, atirada

Quando os senhores da guerra não se entendem

Quem sofre é toda a gente

Só depois de matarem muita gente

É que chegam, finalmente

À conclusão de que a guerra não é a solução

Como, felizmente, aconteceu recentemente, no Afeganistão.

José Silva Costa

 

  

 

 

 

 

 

 

10
Fev19

Namorados

cheia

Namorados

Vale a pena viver

Todos os dias acordar a ler

Nos teus olhos a convicção

De que és a mais bela estrela do amanhecer

Todas as manhãs

Os teus rubros lábios de romã

Selam nos meus os votos de um bom dia

Com a alegria de ao entardecer

Nos voltarmos a ver

Para mais uma noite, que não voltaremos a esquecer

Dia, após dia, é este o nosso sorriso

A dizer-nos que a vida pode ser um paraíso

Se conseguirmos manter esse inebriante perfume

Que há tantos anos nos une!

Lembras-te?

Foi na estufa-fria

Naquele lugar de tanto romantismo

Que festejámos, juntos, o meu aniversário

Porque querias que as aves, as plantas e os lagos

Também disfrutassem da nossa magia

Do sussurrar das nossas promessas e beijos

No calor, suave e doce, do fim do verão

De mãos dadas, bem apertadas

A prometermos um ao outro

Que já mais seriam separadas

Cinquenta e três primaveras estão namoradas.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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