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07
Mar19

Dia de luto nacional

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Luto pela violência doméstica

Não vamos lá com dias de luto!

Para grandes males, grandes remédios

Alterem a lei para este crime

Nada de atenuantes

Porque quem mata é um assassino

Não pode evocar que matou a companheira, porque ela cortou o cabelo, foi ao café, vestiu uma saía, etc.

Instituam a pena perpétua

A obrigatoriedade da pena ter de ser cumprida integralmente

Nada de palavrinhas suaves e de cor-de-rosa

Nem de chá de camomila, quando se apresentam nas esquadras, para beneficiarem de atenuantes

Nada de programas de reinserção, porque já se viu que não funcionam

Nada de paninhos quentes

São precisas medidas enérgicas e urgentes

Quem tira a vida a outro, não pode ter o direito de continuar a viver livremente!

Tem de saber antecipadamente que vai ficar preso, para o resto da vida

Porque tirou a outro, a vida!

Ninguém, em caso algum, pode tirar a vida a outro!

E, a opinião pública tem muita culpa

Porque está sempre a perdoá-los

Neste crime não podem existir perdões

São poucas, todas as punições

Vamos continuar a manter todas as pressões

Até se encontrarem soluções.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

25
Nov18

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

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Doméstica, Violência

O que se passará?

Para matarmos as nossas companheiras

Deixando os filhos ao deus dará!

Somos animais racionais?

É que os outros não matam as companheiras

Nem deixam os filhos ao deus dará!

O que é que connosco se passará

Para matarmos, a quem dizemos, amar?

Aquela que escolhemos para nossa companheira

Aquela, que escolhemos para mãe dos nossos filhos

Aquela a quem dissemos que queriamos, nos bons e maus momentos

Não pensamos no sofrimento que causamos

Matamos as nossas mulheres!

Com que direito matamos?

Se a vida não nos pertence!

Devemos, a todas, respeito.

 

José Silva Costa

 

14
Jul18

Sul, sem sol!

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Mulheres

 

Jovens, crianças, bebés

Filhas de reis, condes, viscondes

Sentenciadas à nascença

Deserdadas de bens imóveis

Enclausuradas em conventos

Dos quais nunca tinham ordem de sair

Enclausuradas em bebés, crianças, jovens

Contactos com o exterior, só através do parlatório

Casavam com Cristo, entregando o dote ao convento

Setenta e tal anos de isolamento (Mariana)

Foi uma eternidade de casamento (sozinha)

As mulheres têm toda a razão para se sentirem indignadas

A História tem-lhes pregado cada partida!

E têm de continuar a lutar

As mentalidades levam muitos séculos para mudar

As mulheres, o Mundo, continua a discriminar

No convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja

Formaram-se como que dois clubes

Umas veneravam um Santo, outras, outro

A rivalidade, por vezes, levava-as a vias de facto

Aqueles longos corredores assistiram a muitas dores

Cada grupo concentrava todas as energias e dinheiro em embelezar o andor do seu Santo

Para que, aquando das procissões, lhes chegassem ecos, de qual o andor mais bonito

Era uma maneira de libertar tanta energia reprimida

A adolescência, a mocidade, a vida

Todos os sonhos, todas as ambições, todas as paixões

Presas naquelas paredes, grades e tenções

A verem abrir e fechar aqueles portões, sem poderem agarrar as ilusões

Sepultadas vivas, sem liberdade para serem mães!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

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