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19
Nov20

Os contabilistas

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Os contabilistas

O anti ciclone dos Açores está carregado de nuvens negras a anunciarem tempestade

Concordo que quem está a receber subsídio de desemprego ou de inserção preste serviço à comunidade

O que não podemos é deixar ninguém ao deus dará, porque nasceu pobre ou não consegue ganhar para o pão

Há quem tenha nascido rico, virado para a lua, a sonhar com carros, corridas e pistas

Mas, daí a pensar que somos todos calões, que não queremos trabalhar, é falta de sensibilidade

O que não pode acontecer é uns terem tudo e outros nada, pelo menos enquanto houver liberdade

Infelizmente, nasci quando um contabilista Governava o País, que só pensava em barras de ouro

Como nasci muito pobre, sei bem o que é passar fome

O que é ver uma mãe com 3 três filhos, pendurados às saias, a chorarem de fome

Os meus pais trabalhavam de noite e de dia, mas não conseguiam arrancar da terra, comida suficiente para alimentarem os filhos

O Baixo Alentejo era de meia dúzia de latifundiários, que viviam à grande e à francesa

Enquanto os que os enriqueciam viviam na miséria

Cheguei a ir às manjedouras, das muitas bestas, que eram utilizadas nos trabalhos do campo, procurar pequenos bocados de alfarroba, que faziam parte da sua ração

Fico muito preocupado quando oiço anunciar despedimentos, que vão causar muitos sofrimentos 

Os que nasceram com sorte não devem desprezar os que nunca a encontraram.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

04
Nov20

O espetáculo

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O espetáculo

 

O vento estava tão amoroso

Brincava com o teu cabelo

Fazia-o rodopiar no teu rosto

Tudo era brilho e harmonia

A lua ria, da beleza que em ti via

Ninguém, na noite, dormia!

Tu irradiavas alegria

Os teus olhos eram estrelas de magia

Quem é que os ignoraria!

Se são encantadores

E, à sua volta tudo eram flores

Soltaste os teus risos perfumadores

Encantaste todos os espetadores

O pano caiu

O espetáculo acabou.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

01
Out20

Outubro

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Bem-vindo, Outubro

Vamos-te receber, mascarados

Não fiques magoado

Por não podermos sorrir

Este vírus está-nos a ferir

Bem gostava de te beijar e abraçar

Como no ano passado

Mas este ano é outro o fado

Ninguém pode dizer que está descansado

Espero que nos ajudes a chegar ao futuro

Deixando, cada dia, para trás, o escuro

Até conseguirmos, de novo, abraçar o outro

Sair alegre, a cantar, sem medo de o encontrar

Poder, de novo, de cara limpa, ver o sol e a lua

Cumprimentar a miúda que passa na rua

Ver tudo, de novo, sem máscara.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

28
Set20

As Cores

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As cores

 

As cores

Pintam as  flores

Que bonitas cores!

Vestem as árvores

No outono

Antes de perderem as folhas

Para atapetarem as alamedas

São as cores dos amores

Quentes e brilhantes

São as preferidas dos amantes

Nas noites radiantes

Quando se cruzam nos horizontes

Dos beijos sonantes

Que os unem aos sonhos das cores

Quando dormem como flores

Na cama perfumada da lua-de-mel.

 

José Silva Costa

 

 

 

03
Fev20

O brilho do sol!

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O brilho do sol!

 

Neste dia de maravilhoso sol

Acendemos os corações

Fomos ver o mar

Os teus olhos estavam radiosos

Cheios de mar, sol e lua

Onde os meus navegam e sonham

Saboreámos um dia de primavera, no inverno

Por onde tu passavas, a natureza sorria

Tudo parecia querer agradecer

O brilho do calor deste dia

Ficámos ali a olhar

As ondas a correrem e a dançarem

A participarem na nossa festa

Beijaram-te os pés, e o sol, os lábios

Ficámos os quatro abraçados

Até o sol se despedir

Despedimo-nos das ondas

Unimos os lábios e sorrimos

A natureza anunciava a noite e preparava a cama

Aproveitámos e fomo-nos deitar

A desejar mais dias radiosos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

09
Nov19

Rua

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Rua

Vives na rua

À luz da lua

Na indiferença, nua

De quem passa

Olha para o lado

Para não ver o frio duro

Que te agasalha

No aconchego

Das pedras da calçada

Com as estrelas como almofada

Em lençóis românticos, deitada

Sonhando com um mundo de fada

Que não tem data anunciada!

Prometido em cada eleição, marcada

Mas, as legislaturas passam, e nada!

Tu aguardas desesperada

Por uma mão amada

Que te ajude a subir a, social, escada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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