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05
Mai22

A incerteza (3)

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 A incerteza (3)

 

A eleição do novo presidente americano veio estragar os planos dos ditadores

 Agora, têm um, poderoso, defensor das liberdades do lado dos democratas, que os vai questionar, enfrentar e, se possível, vingar-se das intervenções nas eleições, não só do seu país, como de outros

Os ditadores querem criar uma nova ordem mundial, este sistema hibrido, de ditadores e democratas, parece ter chegado ao fim, não resistiu à pandemia, à invasão da Ucrânia, e principalmente à eleição do presidente americano

Sentem-se ameaçados, encurralados, necessitam de clarificações, de confrontações

Querem saber até onde chega o seu poder, para melhor o saber, nada como desencadear uma guerra, para saberem até onde podem ir e com quem podem contar

Tiveram uma reação não esperada, o mundo livre levantou-se contra as atitudes do invasor

Temos um mundo bipolarizado, em que se contam espingardas de um e do outro lado

O frágil equilíbrio que nos permitiu beneficiar da globalização, parece ter acabado

As sanções, as retaliações vão deixar profundas feridas, que levarão algum tempo a sarar

E, ainda não sabemos como e quando estes confrontos vão terminar

Uma coisa é certa, todo o mundo está a sofrer, por causa desta insensata invasão

Com grande sofrimento para os povos da Federação Russa, mas ainda mais para o povo Ucraniano

A china e a América entraram em rota de colisão, trata-se de dois galos para um poleiro

Vamos ver quem o consegue, ou se terão de dividir a laranja ao meio, como aconteceu aquando dos descobrimentos, em que Portugal e Espanha dividiram o mundo entre eles

A democracia é como a vida estão sempre em perigo, temos tudo de fazer para as conservar

Trump não foi reeleito, mas prometeu que acabaria com a legalização do aborto

Deixou o Supremo Tribunal de Justiça armadilhado com a nomeação de três juízes antiaborto

Agora, soube-se que estão a elaborar uma lei para alterar a que prevê o direito ao aborto em todos os estados

Assim que ficou a conhecer o projeto, a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA., Nancy Pelosi, disse que era um “ato abominável”

Por cá, o Chega, também já começou com propostas de confrontação, ao dizer que queria que os símbolos religiosos voltassem aos espaços públicos, nos Açores

Nunca fui militante de nenhum partido, mas sei quanto são importantes, os partidos, para o funcionamento da democracia

Se Luís Montenegro for eleito para presidente do PPD, que é como ele acha que o partido se deve chamar, então a democracia poderá estar em perigo, caso a soma do número de deputados, do PPD e do Chega, chegue para formar Governo, porque o Chega, ao contrário dos partidos de extrema-esquerda, é um partido que não respeita a Constituição.

 

Continua

 

 

02
Mai22

A incerteza (2)

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A incerteza (2)

 

Os ditadores não conseguem conviver com os democratas, porque estes estão, sempre, a confrontá-los com os direitos humanos, coisas que para eles não têm importância

Coisas somenos são, também, a prisão ou eliminação dos seus adversários, que não conseguem perceber que os ditadores são os donos das suas vidas e dos seus países

Não contentes com tantas afrontas aos seus dedicados dirigentes, que tudo fazem para que nada falte aos seus súbditos, os democratas ainda se permitem pronunciar a palavra liberdade, que é uma coisa, que os seus delicados ouvidos não podem ouvir pronunciar

E, há ditadores que são tão generosos, humanitários, bondosos, que subsidiam partidos, organizações, associações para ajudarem, via eleições livres, coisa de que não gostam nada, para que ajudem a libertar essas nações do terrível sistema de eleições livres

Foi preciso Putin mandar invadir, perdão, invadir não, trata-se de uma operação especial de ajuda aos ucranianos, para percebermos as relações entre o SEFF e uma associação russa, que tem ajudado na integração dos refugiados ucranianos

Uma colaboração prestimosa, que não aconteceu só com o SEFF, mas também com as Câmaras Municipais

No SEFF, nem tudo terá corrido de feição: morreu um cidadão, resolveram extingui-lo, já anunciaram, por duas ou três vezes, a data da sua morte, mas ainda não conseguiram concretizá-la, o que não admira, porque começam pelo telhado, quando chegam às fundações, estas não aguentam com o telhado, por ser demasiado pesado

Estava tudo a correr como o planeado: eleger ditadores no Brasil e na América, fazer saltar o Reino Unido para fora da UE, mas o facto de não terem conseguido reeleger Trump veio acabar com ”aquele engano ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito” (Camões)

Depois de dois anos de uma terrível pandemia, quando o mundo se preparava para voltar a respirar, o ditador não perdeu a oportunidade para invadir mais uma nação, nas anteriores agressões tinha tido sucesso, se alguém se tinha revoltado, não tinha ido além das palavras, coisas que não entram nos seus delicados ouvidos

Por que razão, desta vez, seria diferente?

Aconselhou-se com o seu amigo chinês, que está tão ou mais interessado que ele em acabar com esse detestável sistema de eleições livres, pedindo-lhe para não iniciar a operação especial antes dos Jogos Olímpicos de Inverno terminarem.

 

 

Continua

 

  

 

24
Fev22

A guerra!

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A guerra

 

Voltaram os canhões

A paz não passou de ilusões

Porque há povos que se julgam campeões

Não conseguem viver em paz com as outras nações

Têm outras pretensões

Sonham com as suas antigas possessões

Não compreendem os que sonham com, livres, nações

Sem ditaduras, nem pressões

Como é que gostam tanto de ditadores?

Se nos seus governos não há liberdade, nem flores

As ditaduras alimentam-se de horrores

Enquanto as democracias se alimentam de valores

Como é que pessoas avisadas e educadas se deixam enganar

Por políticos cheios de rancores?

Quando deviam lutar por governos sufragados pelos eleitores

Mas, infelizmente, há povos que não conseguem, pelas suas cabeças, pensar

Assim, colocam todas as decisões nas mãos de um ditador

Se não sabem saborear a Liberdade e a Paz

Então, não sabem o que é viver!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

24
Jan22

Pais (5)

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Pais (5)

O amor vence tudo!

O Francisco conseguiu, nos dias em que ela não podia, tomar conta dos filhos, para que ela descansasse

Foram dias de menos encantamento e de muito trabalho, até por que os miúdos começaram com birras, que são naturais, mas que os pais não desejam

As férias escolares traziam-lhes, sempre, muitos problemas, como acontece a todas as famílias que não têm apoios familiares

Não tinham nenhuns familiares em Lisboa, tinham vindo da província, para estudarem

Bem gostavam que os pais estivessem mais perto, para que se familiarizassem com os netos, e os ajudassem a criá-los

Assim que adotaram os filhos, foram visitar os pais, para que a Inês e o Pedro conhecessem os avós, tanto do lado da mãe como do pai

Foi um fim-de-semana em casa dos avós maternos e outro em casa dos avós paternos, não foi o suficiente para criar a intimidade, que os pais desejavam que houvesse entre avós e netos

Queriam evitar o que, infelizmente, acontece com tantos avós e netos, que mal se conhecem, ou nem se conhecem!

Sabiam que não era fácil, porque não era com três ou quatro visitas por ano, que iriam ter a intimidade, como se lhe tivessem mudado a fralda ou dado o biberão

Estes netos, ainda-por-cima, tinham aparecido já crescidinhos, com três anos, e não eram filhos dos filhos

Para que os filhos passassem mais tempo com os avós, a Ana e o Francisco queriam aproveitar as férias de verão, para passarem mais tem com os seus pais

Tanto os pais da Ana como os do Francisco viviam no campo, tinham as terras para amanhar e os animais para tratar, mesmo assim tentavam receber o melhor possível os filhos e os netos

Não tinham muito tempo para lhes dar atenção, tentavam ser simpáticos, mas não eram aqueles os netos que esperavam

Com o passar dos anos, foram afeiçoando-se aos miúdos, que gostavam muito de ir passar as férias grandes com os avós, correr por os campos, em liberdade, e dizerem que queriam ajudar os avós

A Ana e o Francisco não podiam estar mais contentes, por os filhos e os avós se entenderem tão bem, passavam um mês em casa dos avós maternos e outro na dos avós paternos

Para os pais era muito importante que convivessem com os avós, que se apercebessem das diferenças entre a vida no campo e na cidade, que tivessem atividades extra curriculares

Mas não são daqueles pais, que acham que os filhos devem passar os tempos livres a correrem, de um lado para o outro: do balé, para esgrima, para a natação, para o judo, para o futebol……sem tempo para brincarem e fazerem o que realmente gostam. 

Continua

02
Ago21

Agosto!

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Bem-vindo agosto

Ainda temos de tapar o rosto

Continuas a ser o mês de gosto

Para as férias dos portugueses

Já temos alguma liberdade

Quem mais a reclama é a mocidade

Que só pensa na felicidade

No que a pandemia fez à intimidade

Mas, o medo habita a cidade

Temos de manter o distanciamento

Para não voltarmos ao confinamento

Para manter aberto o estabelecimento

A única esperança é a vacinação

Mas, há quem diga não!

Acho que não têm razão

É tão difícil assegurar o pão

O despedimento é a primeira escolha do patrão

Quando o que vende já não tem aceitação

O empregado é o primeiro a perder o pão

Para a má distribuição não há vacina nem solução.

José Silva Costa

 

 

 

 

01
Abr21

Abril!

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Abril

 

Mês das papoilas, da Páscoa e da Liberdade

Primeiro de Abril, dia das mentiras

Uma tradição sem idade

Chegaste numa noite de vento, poeiras, chuva, tempestade

Este ano, numa quinta-feira Santa, há uma eternidade

Há quem esteja há um ano sem liberdade

Para não ser contaminado, nem contaminar a sociedade

À espera de dias de verdade

Porque há um ano que perderam a mocidade

Estamos todos com medo da realidade

Porque o futuro está muito escuro

E, o nosso comportamento, como vai ser, no futuro?

Depois de tanto tempo atrás do muro

Não voltaremos, de um dia para o outro

Com o mesmo à vontade tocar no outro

Faremos a mudança, num sopro!

 

Uma Páscoa feliz para todos.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

08
Fev21

Vidas! (10)

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Continuação (10)

 

José ficou algum tempo a saborear a liberdade de não saber o que ira fazer. Não foi por muito tempo, porque um vizinho, que tinha 4 ou 5 ovelhas, sem ter quem as guardar, propôs uma parceria ao Francisco: o José guardava as ovelhas, e os filhos que tivessem eram divididos pelos dois

Uma vizinha quando estava à porta, e ele passava Monte abaixo, atrás das ovelhas, dizia: “ andaste tu a estudar, para agora andares a guardar ovelhas”. José nunca lhe respondeu, seguia o seu caminho, na esperança de que um dia o vento mudasse

Ao fim do dia, quase todos os dias, juntava-se a um pastor, já com idade para se reformar, mas como o rebanho era dele, não achava jeito em o deixar. Dava-lhe o que tinha sobrado do seu almoço, para ele lanchar: pão com azeitonas, ou toucinho. Ambos gostavam daqueles encontros diários, falavam dos seus problemas e do que os rodeava

No inverno, um dia muito chuvoso, cruzaram-se logo de manhã, arranjaram um abrigo e mantiveram as ovelhas num espaço, onde havia uma planta, que podia não ser muito bem tolerada, pelos borregos, e ainda menos molhada: a alfavaca-dos-montes

Na manhã seguinte, quando se preparava para soltar as ovelhas, apercebeu-se que dois borregos tinham morrido. Sentiu-se culpado por o que tinha acontecido, devia ter ido para outro local, mas preferiu abrigar-se da chuva e estar todo o dia na conversa com o pastor

Foi dizer à mãe o que tinha acontecido, que lhe disse onde o pai estava a trabalhar, para o ir informar, para que os esfolasse e aproveitassem a carne, uma vez que tinham morrido de congestão, não tendo perigo para o consumo humano

Francisco não ralhou com o filho, mas disse-lhe que a parceria tinha acabado. A partir daquele dia, José estava desempregado, sujeito a qualquer momento ter de ir trabalhar para outro lado, o que implicava deixar a sua casa, deixar de ter contato diário com os irmãos e os pais

Foi o que aconteceu, passados alguns dias apareceu o primeiro patrão. José passou a ir a casa, só de visita. Foi o segundo corte umbilical. Com apenas dez anos perdeu, para sempre, o contato diário com os pais e os irmãos. Sentiu-se do afastamento, ter de viver em casas de pessoas, que não conhecia, como um intruso, sem carinho, apenas com a indiferença com que tratavam os criados

Um Senhor, que viva na sede da sua Freguesia, Santa Cruz, convenceu Francisco a que deixasse ir o filho guardar-lhe os porcos. Francisco não estava com muita vontade de o deixar ir, e foi dizendo que estava a ver se arranjava maneira de que fosse fazer a admissão ao Liceu. Ao saber do que o Francisco, para o filho, queria, o Senhor jugou a sua cartada, dizendo que na sua casa vivia a Professora Primária, que lhe daria explicações para fazer a admissão ao Liceu

Foi com uma falsa promessa, que o José foi arrancado do seu lar, para ir trabalhar. Lá foi, para Santa Cruz, para os porcos guardar, mais tarde ou mais cedo tinha de ser, o seu berço perder

O seu patrão e outros Senhores, de Santa Cruz, queriam implantar uma feira na sede da Freguesia. Para tentarem atrair os negociantes, ordenaram aos criados para que todas as quartas-feiras levassem os porcos, as vacas, as ovelhas, os machos, as mulas, as éguas, os cavalos, as burras e os burros para um largo à entrada da Freguesia

As semanas foram passando, mas os negociantes não apareceram, o sonho morreu, a ideia não deu, mas em alguns locais, foi assim que a feira nasceu

 Passado um mês ou mais, José estava com tantas saudades dos pais e dos irmãos, que, depois do jantar, disse ao patrão que ia visitá-los. Estava luar, meteu os pés ao caminho, deviam ser uns cinco quilómetros ou mais. Foi uma alegria voltar a vê-los, mas não se pôde demorar, porque tinha de voltar, para no outro dia trabalhar.  O pai perguntou-lhe se a Professora já lhe tinha começado a dar as explicações para a admissão ao Liceu. O José disse-lhe que ela nem sequer lhe dava os bons dias e boas noites. Francisco ficou irritado por ter sido enganado. Era uma pessoa muito séria. Educou os filhos, dizendo-lhes para não mexerem no que não era deles, nem fizessem aos outros o que não gostassem que lhes fizessem

Quando se despediram, disse-lhe que quando pudesse iria falar com o patrão dele.       

 

Continua

 

 

22
Out20

o momento

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O momento

 

O mundo está tenso

Um crime imenso!

A liberdade em suspenso

Um momento intenso

Sem consenso

O que escolher!

A saúde ou o alimento

Ninguém sabe!

Vamos continuar a sonhar

Porque isso ninguém nos vai tirar

Se nos soubermos adaptar

Podemos outro caminho encontrar

Mas temos de lutar

Porque nada cai do ar

A não ser a água, mas infelizmente, pouca

Uma situação louca

Que não vale a pena negar

Pelo contrário

Todos unidos, temos de a enfrentar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

15
Mai20

Estranho

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Estranho

Estranho o barulho do silêncio

Estranho o muito tempo

Estranho o preço deste tempo

Estranho o tempo sem tempo

Estranho o movimento deste tempo

Estranho o adiamento deste tempo

Estranho todo este tempo

Estranho o desequilíbrio do rendimento

Estranho que não aproveitem este tempo para mudarem o futuro tempo

Estranho que não oiçam o que diz o tempo

Estranho que não acudam aos que não podem esperar mais tempo

Estranho que não vejam os que nunca tiveram tempo

Estranho que só alguns tenham direito ao tempo

Estranho ver tudo encerrado

Estranho ver o gato arreliado

Estranho esta vida de confinamento

Estranho estar preso no tempo

Estranho não ter liberdade de movimento

Estranho ter de estar, sempre, neste apartamento

Estranho o nosso novo aspeto

Estranho ver o Mundo, sem movimento

Estranho o cheiro intenso

Estranho tanto avião no estacionamento

Estranho não ouvir a campainha do agrupamento

Estranho a saída de homicidas da prisão

Estranho a multidão no paredão

Estranho o meu comportamento

Estranho como me habituei a este tempo.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

25
Abr20

Em confinamento

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46 anos

Foi a madrugada mais radiosa, que nasceu

As balas foram substituídas por cravos vermelhos

Quando a madrugada rompeu

Lisboa foi acordada pelos carros de combate

A cidade, de medo, estremeceu

Mas, quem os mandou disparar, não venceu

Porque o atirador não obedeceu

Não quis manchar o dia que, tão radioso, apareceu

O povo ocorreu à rua

De peito afogueado, com medo que algum passo fosse maldado

Quando o sol raiou, uma senhora, um cravo vermelho, colocou

No cano de uma espingarda G3

O povo sorriu e aplaudiu

Estava quebrado o vazio

Um punhado de militares acabava de derrubar uma ditadura de meio-século

E um império de cinco séculos

Nos cinco cantos do mundo, houve choros e desejos

Que do velho império, nascessem povos inteiros

Que finalmente regressasse a paz

Foi um parto muito doloroso e difícil

Após treze anos de guerra

Valeu-nos o cansaço da espera

Para que sete povos decidissem os seus destinos

As transições são quase sempre, difíceis e dolorosas

Mas com disse uma futura rainha de Portugal:

“ Vale mais ser rainha por um dia, do que duquesa toda a vida”.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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