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15
Nov19

Convite!

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https://liberdadeaos42.blogs.sapo.pt Convite!

Hoje, a convite da MJL Liberdade aos 42, saí de casa, rumei ao Sul, passei pela minha terra, atravessei o Vascão, estou no Algarve, nas praias, onde o país passa férias

Um convite que muito me honra e muito agradeço. Escrever, num espaço tão acarinhado e visitado, é uma grande responsabilidade, ainda, por cima, sobre o que durante muitos anos não tivemos: a Liberdade

Não deixem de passar pelos espaços da MJP Liberdade aos 42 e Na Sombra da Luz, para se deliciarem com os seus excelentes textos e admirarem as fotografias, cuja beleza nos transporta, para outros horizontes.

 

Muito obrigado por tão honroso convite.

 

05
Nov19

A Comunicação Social!

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A força da Liberdade!

 

Numa democracia, a liberdade de imprensa é tão ou mais importante que os Partidos Políticos

O lixo sempre foi um grande negócio, seja em Portugal, na Itália, ou em qualquer parte do mundo

O Governo entregou a exploração do lixo da bio reciclagem, à Mota-Engil, sem concurso público

Por uma portaria, onde a Entidade Reguladora não foi tida nem achada

Pondo em causa a viabilidade de muitas empresas!

A jornalista Fátima Felgueiras, no programa Sexta às Nove, da TRP 1, procurou esclarecer o que se tinha passado

Graças à sua intervenção e à divulgação, num grande meio de comunicação, o problema foi comunicado à Procuradoria-Geral da República, fazendo com que o Governo tenha revertido a situação!

Quem não deu por nada foram os que deviam fiscalizar o Governo: os Paridos da oposição

Depois, admiram-se que apareçam novos Partidos Políticos!

Se os velhos estão cansados, ou só já se representam a si e aos amigos

Outros tentam ocupar o vazio!

Quem já se pôs em bicos de pés, foi o Bloco de Esquerda

Quer, com urgência, no Parlamento, ouvir o Ministro do ambiente

Não há nada, como não estar dependente

Como gostava que todos fossem Gente!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                              

 

23
Abr19

45 anos

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25 de Abril de 2019 ( 45 anos)

Quarenta e cinco anos, na vida de uma pessoa, pode ser muito tempo, mas na vida do Mundo, ou de um país, não é nada!

Há 45 anos fomos acometidos por tantos sonhos, tantas expetativas, e, hoje, olhamos para trás e o que é que vemos!

Um rasto de corrupção, de vaidades, de desigualdades; aumentaram os muito ricos, muito pobres e os sem-abrigo

Para alguns, viver é mesmo um castigo!

A justiça não funciona: nem mesmo depois de o processo ter transitado em julgado, o condenado, para a prisão, não é levado

Felizmente ainda, podemos falar, mas isso não chega!

Com uma dívida de mais de 120% do produto Interno Bruto

Que nos custa, em juros, 14% dos impostos: a 3ª maior fatia, mais do que a educação!

Não conseguir um emprego é uma maldição

Com salários e pensões miseráveis, continuamos na cauda da Europa

Nem tudo é mau: temos muito mais e melhores vias de comunicação

Muito melhor educação e cuidados de saúde

Mas não conseguimos estancar o abandono do interior

Nem mesmo com avultados investimento em infraestruturas: água, luz, esgotos

Em localidades, que nunca teriam visto estes fatores de progresso

Se não tivesse acontecido a revolução

Mas, tudo foi em vão, porque muitas vão ficar sem nenhuma habitação

Num país tão pequeno, será assim tão difícil conseguir uma melhor distribuição!

Do dinheiro, para investimento, para conseguir fixar a população

Do talento, para fazer vibrar todo o território, e não só o litoral!

Pobre pais, que depois da revolução, já tiveste de chorar, três vezes, no ombro do FMI

Não conseguiste aproveitar os rios de dinheiro, que da europa, recebeste

Gasto em formação profissional, na qual ninguém aprendeu nada, por que o fim era o dinheiro conquistar

Em estufas, que se transformaram em carros de alta gama

Em aviários, que poucos anos duraram

Nos bolsos de alguns muito terá ficado!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

14
Jul18

Sul, sem sol!

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Mulheres

 

Jovens, crianças, bebés

Filhas de reis, condes, viscondes

Sentenciadas à nascença

Deserdadas de bens imóveis

Enclausuradas em conventos

Dos quais nunca tinham ordem de sair

Enclausuradas em bebés, crianças, jovens

Contactos com o exterior, só através do parlatório

Casavam com Cristo, entregando o dote ao convento

Setenta e tal anos de isolamento (Mariana)

Foi uma eternidade de casamento (sozinha)

As mulheres têm toda a razão para se sentirem indignadas

A História tem-lhes pregado cada partida!

E têm de continuar a lutar

As mentalidades levam muitos séculos para mudar

As mulheres, o Mundo, continua a discriminar

No convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja

Formaram-se como que dois clubes

Umas veneravam um Santo, outras, outro

A rivalidade, por vezes, levava-as a vias de facto

Aqueles longos corredores assistiram a muitas dores

Cada grupo concentrava todas as energias e dinheiro em embelezar o andor do seu Santo

Para que, aquando das procissões, lhes chegassem ecos, de qual o andor mais bonito

Era uma maneira de libertar tanta energia reprimida

A adolescência, a mocidade, a vida

Todos os sonhos, todas as ambições, todas as paixões

Presas naquelas paredes, grades e tenções

A verem abrir e fechar aqueles portões, sem poderem agarrar as ilusões

Sepultadas vivas, sem liberdade para serem mães!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

13
Out16

Lisboa

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Lisboa, quanto mais velha, mais rapariga

Nos meados do século passado

Atrasada, sem brilho, nem fachada

Fechada no orgulhosamente só

Eras uma capital sem atração fatal

Nada de genial: carroças, olarias, tabernas e pregões:

Quem tem trapos, garrafas ou jornais para vender

Quem quer figos, quem quer almoçar

Água fresca, água de Caneças

Oh freguesa venha cá abaixo ver isto

É sardinha vivinha da costa

Século, Diário da Manhã, República, Diário de Lisboa e Notícias

Por causa do pregão dos jornais, conta-se a seguinte anedota

Um compadre alentejano, depois de vender a cortiça, resolveu ir a Lisboa, depositar o dinheiro

Apanhou o comboio, quando se apeou no Barreiro, mal saiu, logo ouviu: cerquem o da cortiça

Pensando que o queriam roubar, voltou para o comboio, quando chegou a casa, contou o que lhe tinha acontecido.

As lavadeiras de Caneças

“Um lençol, um corpete, uma camisa, que a freguesa deu ao rol”

Com o aparecimento da máquina de lavar roupa, lá se foi a profissão

As lavadeiras ficaram sem o ganha-pão

As senhoras da fidalguia não trabalhavam, salvo raras exceções

Tinham criadas: uma, duas ou mais

Que viviam nas casas dos patrões

De quinze em quinze dias, ao domingo à tarde, tinham umas horas de folga, para poderem namorar

Como ninguém imaginava como seriam os futuros supermercados

Tudo lhes era levado a casa, pelos marçanos, carvoeiros, leiteiros, padeiros, ardinas, lavadeiras

Que rica vida, comparada com a de hoje!

Surgiu a televisão, a esferográfica, o metropolitano, o self servisse e muitas outras novidades

A esferográfica e a sua utilização: um advogado entrou num estabelecimento e gritou, “ com esta esferográfica já se podem assinar cheques e escrituras, foi publicado, hoje, no diário do governo. A caneta de tinta permanente, morreu”

Lisboa cresceu

A guerra levou todos os jovens ao ultramar

Os que voltaram não quiseram às suas terras voltar

Carris, PSP, GNR, comércio e indústria, nada de agricultura

Com as fronteiras fechadas, foram a salto para França, Suíça, Alemanha

Com as sus poupanças engordaram a Banca

Não faltavam anúncios, nas montras dos Bancos, anunciando a galinha dos ovos de oiro: as ações

Naqueles tempos, já o suplemento o Diário de Lisboa: a Mosca, lhes chamava, por palavras codificadas, os donos disto tudo

Porque neste jardim à beira mar plantado, tudo tinha de ser codificado, para que, pela PIDE, não fosse apanhado   (PIDE: polícia Internacional de defesa do Estado)

“ Da liberdade, só nos tinha ficado, a da avenida” ( Avenida da Liberdade)

Liberdade, liberdade, quanto sangue e lágrimas nos, fizeste, derramar!

 

 

 

José Silva Costa

 

 

 

      

 

 

 

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