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29
Nov19

Nódoas

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Humanistas e economicistas

Orgulhamo-nos de sermos um povo solidário, e com razão!

Pelas muitas provas dadas

Mesmo que alguns donativos caiam em bolsos errados

Os nossos, bons, gestores também têm sido condecorados

Ainda que tenham levado muitas empresas à falência

E, outros tenham utilizado o dinheiro dos depositantes

Para comprarem amigos e muitas outras coisas mais

Já lá vai há mais de uma década, e nada!

Primeiro deram-lhes uns anos para esconderem o que tinham desviado

Alguns já foram julgados e condenados

Mas, os recursos são muito demorados

Ainda prescrevem, primeiro que transitem em julgado!

Os nossos mais ilustres, sempre tão solidários

Contratam sociedades de advogados

Para não pagarem os impostos

Como recompensa, são condecorados

Quando os escândalos rebentam, de medalhas continuam, carregados

Este final de ano prometia ser de paz e alegria

Toda a gente a contribuir para melhorar o ambiente

A acender luzinhas e a oferecer brinquedos de plástico

A distribuírem beijinhos e votos de felicidades

A interromperem programas de televisão

Para não ferirem suscetibilidades

Veio a Entidade Reguladora da Saúde, um relatório, publicar

Para todo o ambiente azedar

Os jornalistas pegaram em duas pérolas do relatório

A uma criança de dois anos, com sintomas de meningite, foi lhe negada assistência, por ser estrangeira

A quem uma fatura devia, que se esqueceu, não quis ou não podia pagar, foram-lhe negados exames

Felizmente, temos um Serviço Nacional de Saúde Universal!

Como o povo diz : “ no melhor pano cai a nódoa”.

 

José Silva Costa

 

 

 

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12
Mar18

Fabricantes de impostos!

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Mais dinheiro para a Europa

 

Como os ingleses vão deixar de pagar entre 10 a 14 milhões

Os governantes dos restantes vinte e sete têm dos ir buscar a algum lado!

O que é que eles melhor sabem fazer?

Criar novos impostos: dá milhões e não custa nada

Querem uma taxa de 1,3% do PIB de cada estado membro

Portugal terá de arrotar com mais 600 milhões de euros

O que é isso, para um país que tem o ordenado mínimo mais baixo?

Por isso, o Primeiro-Ministro aplaude com as duas mãos

Depois, dizem-se muito admirados por os eleitores votarem em partidos, que querem sair da União Europeia

Os governantes, durante a crise, puseram-nos a pão-e-água

Mas, eles continuaram com todas as mordomias

As empresas tiveram de despedir pessoal, proceder a restruturações

Em Bruxelas e Estrasburgo continuaram incólumes à austeridade

Com a saída do Reino Unido, em vez de inventarem novos impostos, reestruturem o funcionamento dos órgãos da CE, acabando com a correria, entre Bruxelas e Estrasburgo, de malas, papéis e pessoas. Já estamos no século XXI!

Não serão assessores a mais, deputados a mais, mordomias a mais, para governarem povos com dinheiro a menos?

Saiam das vossas redomas de vidro, onde andam sempre aos abraços e beijinhos, com piadinhas sem consequências, como “ chegou o ditador”, mais abracinhos, mais palmadinhas nas costas, como se tudo fosse mel, sem desempregados, sem refugiados, sem pobres: um paraíso!

Não façam mais nada, inventem só impostos, que os eleitores, para o ano, dão-vos a resposta, não se interessando em votar, para as eleições europeias.

 

José Silva Costa

 

 

  

 

 

26
Abr16

Fundações

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Dia Mundial do trabalhador: um dia de morte e dor

Os séculos vão passando, envelhecendo, e nada de novo, entre o trabalho e capital

O capital só pensa em acumular

O trabalho está, cada vez, mais mal

Todas as engenharias financeiras são permitidas, para nos enganar

Colocam os milhões no Panamá, para não pagar impostos

Dos milhões roubados

Dão um por cento aos criados

Depois, são condecorados!

Nascem fundações, que grandes comilões!

São todos comendadores

Pagar impostos, é que não, senhores Doutores!

E, se alguns têm de pagar

Vão o entregar a outros países

Mesmo que seja contra as regras

Como aconteceu na Bélgica

Onde estão a jugar os denunciantes

Se era tudo legal, por que razão era confidencial?

Agora, é na Holanda, que os impostos estão em saldo

É para lá que vão os impostos do nosso trabalho

Digam lá, se há Continente mais solidário

Ou Pingo mais Doce!

O que seria de nós, se não fossem os comendadores?

 

 

José Silva Costa

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