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cheia

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10
Nov22

A sedutora

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Lisboa! A sedutora

3

As cidades são como as pessoas, vão envelhecendo, mas ao contrário das cidades, que raramente perdem o brilho, as pessoas não o conseguem conservar

Lisboa está tão diferente do que era antigamente, há menos de um século, está irreconhecível!

Era uma cidade triste, sem cor, onde não havia liberdade, havia medo de falar, não podíamos a nossa opinião revelar, não se sabia quem nos estava a espiar, uma cidade só para nacionais, transformou-se numa cidade universal, vestiu-se de novas cores, desabrochou, tornou-se numa bonita flor

No final dos anos cinquenta ainda havia algumas carroças pela cidade que, a pouco-e-pouco, foram totalmente substituídas pelos carros: a praga que não para de crescer, sufocando as cidades e as estradas, tornado o ar irrespirável, como aconteceu na avenida da Liberdade, em Lisboa

Não podemos passar sem eles, transformaram-se numa ferramenta de trabalho, tal como o computador e o telemóvel

A esperança está na nossa capacidade de inovação, fazendo-nos acreditar que em breve acabaremos com os motores de combustão. Mas não tenhamos ilusão, os desafios continuarão

Em 1958, ainda, havia uma olaria ao cimo da rua da Imprensa Nacional, mas o plástico viria para ficar e tornar-se numa das maiores invenções, e a olaria foi substituída por uma loja de plásticos

Nesse ano, o General Humberto Delgado, sem saber proferiria a sua sentença de morte, ao responder à pergunta dos jornalistas, o que faria a Salazar, se ganhasse as eleições presidências, que se supõe ganhou, cuja resposta foi: “obviamente, demito-o”

Mais tarde, disse que o regime só cairia com um golpe militar, o que veio a acontecer em 25 de Abril de 1974

Daí em diante tudo se precipitou, graves acontecimentos marcaram o País: a 25/01/1961 foi assaltado o paquete Santa Maria, a 4/02/1961, teve início a guerra em Angola, em dezembro do mesmo ano a União Indiana anexou o Estado Português da Índia: Goa, Damão e Diu, a 28/05/1963, no trigésimo sétimo aniversário da revolução de 1926, que deu origem ao Estado Novo, coincidência ou sabotagem, a cobertura das plataformas da estação ferroviária do Cais do Sodré, em Lisboa, abateu, causando 49 mortos e 69 feridos, a 13/02/1963 foi assassinado, pela PIDE, em Badajoz, o General Humberto Delgado, a 17/05/1967 foi assaltado o Banco de Portugal, na Figueira da Foz

Lisboa, também, atraiu alguns Galegos, que procuraram, na nossa capital, uma vida melhor Eram donos de restaurantes, num deles tive oportunidade de ver que tinha um osso de vaca, preso ao teto, que descia para a panela da sopa, quando ela estava a ferver, para dar gosto, depois voltava a subir para perto do teto, não sei quantas vezes deu gosto à sopa

Também se destacaram como moços de fretes. Havia muitas mudanças, principalmente, as mulheres gostavam muito de mudar de casa, para transportar as mobílias, que eram muito pesadas, e os pianos, recorriam aos moços de fretes, em grande parte, Galegos

O que deu origem a que, quando alguém pedia a outro para carregar um peso considerado demasiado, o outro perguntasse: “sou algum Galego?”

 Um serviço leve e muito bem pago, para o qual, também, eram muito solicitados, era a entrega de cartas em mão, com a recomendação de que só as entregassem aos destinatários. (“cartas de amor, quem as não tem?”)    

 

Continua

 

 

 

11
Mai21

Estrume!

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Fretes!

Para fazer fretes é preciso ter alvará e estômago

Porque há mercadorias que cheiram muito mal: o estrume

Mas também outras há, que também são muito poluentes

Como o lítio, o hidrogénio verde, as negociatas

Sem esquecer os impactos ambientais

Que os há, para todos os gostos, e protegem os animais!

Depois, temos a pandemia a fazer lembrar uma canção

ÀS quatro da madrugada, não estavam à janela

Mas levaram-nos para o campismo, onde não havia nada

 Nem mercearia, nem pão. Que grande trapalhada!

Tudo, às quatro da madrugada

A nossa democracia está muito avariada

Com tanto estrume, como é que temos tantos escravos, na agricultura!

Temos muitos desempregados, mas não querem trabalhar nas estufas

Preferem dar uso às pantufas

É sinal de que já evoluímos muito!

Já nos podemos dar ao luxo de recusar os tralhos mais duros.

José Silva Costa

 

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