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cheia

cheia

20
Mar19

Flores

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A Primavera está a chegar

Já abri a porta para ela entrar

Esta noite, comigo se vai deitar

Minha amante virtual

Há quanto tempo te esperava!

Para nos encontrarmos no meu quintal

No roseiral, bem pertinho de onde vais morar

Para o teu perfume, a todo o momento, saborear

Temos três meses, para namorar

Não queres, para sempre, ficar

Preferes vir todos os anos

Jovem, fresca, airosa, mimosa, disfarçada de Rosa

A rebentar de perfume por todos os poros

Para encantares os meus olhos

Que tanto admiram a tua formosura

Todos os anos o mesmo encontro

Com mais ou menos sol, com mais ou menos chuva, com mais ou menos frio

Como gostava que os teus olhos fossem um rio

Que nos trouxessem a chuva de que tanto precisamos

Para que as tuas flores não desfaleçam.

José Silva Costa

10
Mar19

Primavera

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Primavera

Aproveitemos a alegria da Primavera

Que está quase a chegar

Para colhermos as papoilas vermelhas e os malmequeres brancos

Respirar o ar puro de todas as cores

Passear e correr no manto multicolor

Com que se veste a Primavera

Recebamo-la de braços abertos

Porque ela é de todas a mais bela

É com ela, que animais e plantas desenvolvem a maior de todas as explosões de vida, cor e alegria

Ninguém fica indiferente aos seus perfumes

E, nem todos conseguem esconder os ciúmes

Por ela amar todos por igual

Sem que tenha rival

Todos os anos nos surpreende com a sua juventude

Airosa, fresca, despenteada, mimosa

De boca de amora

Cabelos de cor-de-rosa

Uma beldade espantosa

Que todos os anos nos namora

Por pouco tempo

Porque todos os anos casa com o vento.

 

José Silva Costa

     

 

 

 

06
Dez18

Jardins

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Jardins

Num mar de flores floridas

Tantas coisas perdidas

Os amigos, que partiram

As abelhas entretidas

Não deram pela falta dos meus amigos

Continuam, todos os dias, a cumprimentar as flores

Todos os dias volto ao jardim

Mas não tenho ninguém para cumprimentar

As flores não me entendem!

Só gostam que as abelhas as cumprimentem

Contento me com o seu perfume

Passo o tempo a ver o trabalho das abelhas

Não trabalho, nem falo

Volto, mudo e calado

No jardim, já ninguém joga às cartas

Estou cada vez mais cansado

Mas não deixarei de ir, todos os dias

Ao jardim perfumado.

José Silva Costa

 

 

29
Mai18

Maio

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Maio

 

Maio, mês das flores e dos amores

Dos dias de muito sol

Das serenatas matinais

Começam pelas cinco da madrugada

Toda a passarada, numa cantoria ritmada

Para encantar uma namorada

É um grande privilégio

Viver num grande sossego

Acordar ao som das serenatas da passarada

Este ano dei por dois ninhos de melro

Nos arbustos do meu quintal

Até podem existir mais

São os nossos vizinhos

Depois da serenata, encontrada a namorada

Começa a grande azáfama da construção do ninho

Suavizada pelo romantismo do acasalamento

Depois da casa feita, vem a postura dos ovos

O choco e o aparecimento dos filhotes

Mas, os predadores estão sempre à espreita

Num dos ninhos, de um dia para o outro, os ovos desapareceram

No outro, dos ovos, saíram três filhotes

Dias depois foram atacados pelos gaios

Que deixaram só um

Teve sorte, cada vez está mais forte

Com pais incansáveis, constantemente a alimentá-lo

Pode ser que o consigam criar

Pois, de um momento para o outro, tudo pode acabar

Lá se vai o trabalho e o sonho de criar uma ninhada

A Natureza, com a sua sábia cadeia alimentar

Consegue regular o equilíbrio, para manter o Planeta, vivo

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

07
Out16

Os gritos dos mortos

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Aleppo

Oiçam o choro das crianças

Acabem com os bombardeamentos

Procurem entendimentos

Já chega de dias sangrentos

Procuram-se movimentos

Que encham praças e centros

Que gritem bem alto

O choro das crianças

Acabem com as matanças

Não matem mais homens, mulheres e crianças

O que é que ganham com as vinganças?

Ponham de parte ódios e religiões

Abram os corações

O mais importante não são as nações

O mais importante são as pessoas e as suas condições.

01
Mai16

Para Todas as Mães

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Mãe

Mãe, que palavra tão doce

Mãe, como é bom o teu coração

Como é suave a tua mão

Mãe, não há nada igual!

Mãe, quanto te adoro

No teu colo adormeço

Não há melhor aconchego!

Mãe, berço do meu sossego

Tanto trabalho em casa e no emprego

Mãe, onde está o meu brinquedo?

Mãe, sem ti, de tudo, tenho medo

Mãe, qual é o teu segredo?

Para a harmonia do nosso enredo

Na sintonia do meu eu

Que queria que fosses só minha

Que não olhasses para alguém

Porque estamos unidos

Através da nossa ligação umbilical

Estaremos juntos , para sempre

Como tu, não há mais ninguém

Haverá maior privilégio, que ser mãe?

 

 

José Silva Costa

 

 

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