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cheia

cheia

29
Dez20

Os olhos

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Olhos

 

Na pandemia destes dias

Os teus olhos são guias

Com a boca e o nariz tapados

São os teus olhos que sobressaem

Que falam e te representam

Nesse foco que entra por mim dentro

Que me iluminam a todo o momento

Olhos da luz do firmamento

Que me embalam noite dentro

Baloiços do tempo

Que advinham o meu pensamento

Que são a minha luz e o meu sustento

São tão lindos os teus olhos!

No escuro desta pandemia, ainda brilham mais

A máscara veio-lhes dar, ainda, mais realce

No triste confinamento

São as mais belas flores ao vento

Livres como pássaros que pousam em todo o lado

O seu encandeamento é o um fado.

 

José Silva Costa

 

 

 

17
Dez20

O Consumismo

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Natal

O Natal tornou-se, numa data, só comercial

Fomo-nos esquecendo do acontecimento, que deu origem à celebração

Uma data tão Fraternal!

Como outra não há igual

Mas o consumismo veio-nos infernizar a vida

Quantas pessoas já vi angustiadas, por não terem dinheiro para as prendas!

Como se o Natal fosse uma troca de prendas

No frenesim das compras, cumprimentam-se com lábios brilhantes

Trocam palavras doces, como flores

No Natal, como em todos os dias, desejo a todos, saúde e amor

Como prenda, dou-vos as minhas simples palavras

Que tanto gostava, fossem capazes de afugentarem a dor

Já chega de indiferença

Neste Natal, faça a diferença

Procure que este seja a nascença

Do novo Homem que não, só em si, pensa.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

09
Nov20

A beleza

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A Natureza

Como a pureza da Natureza é a tua beleza

Os teus olhos são estrelas cintilantes

Que guiam o Universo para patamares distantes

A tua boca é um botão de rosa a libertar perfumes inebriantes

Que me embebedam a todas as horas, a todos os instantes

Os teus seios são como rosáceas de alabastro, perfeitas!

Alimenta o presente e o futuro

Mulher, mãe, irmã, esposa, namorada, companheira

Como a Natureza, vocês são a esperança da continuidade

Tenho a certeza de que são as mais belas flores da Natureza

O Universo é pequeno, para tanta beleza

Não magoem, nem mal tratem, tanta delicadeza

É a elas que devemos toda a nossa grandeza

 Mãe! Faltam-me as palavras, para te agradecer, por me teres concebido e criado.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

04
Nov20

O espetáculo

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O espetáculo

 

O vento estava tão amoroso

Brincava com o teu cabelo

Fazia-o rodopiar no teu rosto

Tudo era brilho e harmonia

A lua ria, da beleza que em ti via

Ninguém, na noite, dormia!

Tu irradiavas alegria

Os teus olhos eram estrelas de magia

Quem é que os ignoraria!

Se são encantadores

E, à sua volta tudo eram flores

Soltaste os teus risos perfumadores

Encantaste todos os espetadores

O pano caiu

O espetáculo acabou.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

28
Set20

As Cores

cheia

As cores

 

As cores

Pintam as  flores

Que bonitas cores!

Vestem as árvores

No outono

Antes de perderem as folhas

Para atapetarem as alamedas

São as cores dos amores

Quentes e brilhantes

São as preferidas dos amantes

Nas noites radiantes

Quando se cruzam nos horizontes

Dos beijos sonantes

Que os unem aos sonhos das cores

Quando dormem como flores

Na cama perfumada da lua-de-mel.

 

José Silva Costa

 

 

 

04
Ago20

As crianças!

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Colónias de férias

 

Onde estão as crianças, que enchiam as praias?

Esvoaçando como as gaivotas

Este ano sinto falta dos seus sorrisos, do seu barulho

Do momento tão esperado

Quando os banheiros autorizavam a sua entrada no mar

Pareciam um cardume a saltitar

Sempre muito atentos, não fosse alguma perder o ar

Na areia, não se cansavam de brincar

Era uma alegria vê-las a construírem os castelos dos sonhos

Para elas não havia impossíveis

Tudo era realizável

Até nos dias em que não se via o sol

As correrias aqueciam e davam asas à liberdade

Eram umas férias de verdade

Que marcam, para sempre, a idade

Por onde andarão, este ano, as gaivotas que me faziam lembrar a mocidade!

Este vírus cortou-lhes as asas, não podem voar em bandos

Era ver os autocarros, uns atrás do outros, a despejarem flores na praia

Eram salpicos de perfume e sorrisos para todos.

 

José Silva  Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

15
Jun20

O amor

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O amor

Foi o teu olhar radioso

Esse olhar encantador

De uns olhos de flor

Que mudam de cor

Que me prenderam

Para sempre!

Acompanhados de um boca de amora

Com uns rubros lábios

Onde o amor mora

E o meu coração chora

De alegria!

Por poder beijá-los todo o dia

Não posso, deles, apartar-me

Prendeste-me!

Com essa magia de encantamento

Há muito tempo!

De que já não sei bem ao certo quanto

Mas, há quase cinquenta e cinco anos, que vivemos sob o mesmo teto

Como te agradeço as flores, que nos deste!

Que nos deram, ainda, mais flores

Para o nosso jardim perfumarem

Perfume, que esperamos, perdure pelos séculos

Enquanto, vamos, do perfume, desfrutando.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

18
Mai20

A Natureza

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Maio

 

Verdes estão os campos

Cheios de flores

Perfumadas como os amores

Nos verdes campos há uma grande azáfama

Plantas, árvores, aves, insetos, répteis, e não sei que mais

É um fervilhar de vidas

Interlaçadas, dependentes, concorrentes, complementares

Um ecossistema perfeito

Indiferente a pandemias, vírus, medos, enredos

Mas, sempre, atentos porque os predadores

São mais que muitos!

Têm uma grande vantagem sobre nós

Vivem na Natureza!

Não a hostilizam

Enquanto nós, não respeitamos nada

Temos uma ganância danada

Nunca estamos saciados

Queremos, sempre, mais e mais

Estamos na encruzilhada

Podíamos aproveitar

Para escolher um novo caminho

Respeitando a Natureza

Procurando um desenvolvimento sustentado

Na economia verde baseado

Aproveitando os ecossistemas

Temos a terra, o sol, a água e o vento

Com humildade e respeito aproveitemos

O que têm para nos dar

Já vimos o custo de tudo parar

Fome, miséria, muito mal-estar

Temos de uma nova vida inventar

Começando por todos respeitar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

24
Mar20

Perfume

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A Primavera

Da minha janela, virada para a Primavera

Vejo o campo a acordar, a sorrir, a levantar-se

As plantas e as árvores não param de enfeitar-se

São flores de todas as cores, perfumes provocadores

Tudo numa harmonia e alegria, provocantes

A contrastar com o caus que estamos a viver

À tardinha, pelo anoitecer, vejo os melros a rondar o meu quintal

Vêem-se abastecer, gostam dos morangos que estão a amadurecer

Durante o dia vejo os casais de perdizes, num rodopio

A beijarem-se, a abraçarem-se, a galarem-se, a alimentarem-se

No intervalo, elas vão pôr

Eles procuram uma elevação para uma visão panorâmica

Não venha uma águia, e ponha fim ao romance

Ao projeto de ter uma ninhada de perdigotos

Para que em todas as Primaveras

Possamos deliciar os nossos olhos

Vendo a Natureza a acordar, a sorrir, a alevantar-se.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

08
Fev20

A natureza

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Sintra

 

Sintra, flor da natureza

Toda cheia de encanto e nobreza

Tu deste um fruto de pureza

A beleza, uma princesa

 

Sintra, paraíso de namorados

Terra de esplendorosa beleza

Toda cheia de jardins perfumados

Tu és o melhor fruto da natureza

 

Sintra, engalanada de palácios, castelos e conventos

Tu tens mil monumentos

Tu és uma princesa de mil encantos

Toda cheia de namorados nos recantos

 

Sintra, abençoada pela terra e pelo mar

Que o Atlântico não deixe de te beijar com o seu olhar

Que a serra nunca deixe de te amar

Que, os poetas, continues a encantar.

 

José Silva Costa

 

 

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