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cheia

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14
Ago25

O Império

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O Império  -  As teias que o Império teceu

126

Todos os dias, o Rogério e a Filó faziam tudo para se verem, para trocarem olhares enamorados, para sentirem o perfume, que só os amantes sentem, quando o Rogério não podia ir à cooperativa, era a Filó que ia ao campo ter com ele, não podiam era passar sem se verem todos os dias

O pai dela, o Manuel, quando soube do namorico, não por ela, mas pelas irmãs solteiras, disse-lhes que estava tão feliz como ela, porque o Rogério era um bom rapaz, e com o casamento da Filó, ficava perto de cumprir a promessa feita à mãe delas de que faria tudo, pela felicidade das filhas

A Jesuína e a Francisca não deixaram de lhe dizer que ainda faltavam elas. Ele correu para elas, beijou-as e abraçou-as, dizendo, que em breve chegaria a vez delas, o que fez com que ficassem floridas de esperança, as palavras do pai soavam a uma certeza

O Zico, apesar de ser o novo presidente da cooperativa, continuava absorto nas suas experiências, queria produzir mais e melhor, queria acabar com a fome

Sonhava ver uma comunidade feliz, bem nutrida, amiga, que se entreajudasse, para que todos tivessem, pelo menos, comida, mesmo que um ou outro visse a sua seara perdida, pelos muitos fatores, a que a agricultura está sujeita

Todos o viam como um visionário, um rapaz que, o queria era ver os outros bem, e isso acabava por influenciar alguns cooperantes, que se lhe juntavam, para o ajudarem a cumprir a sua missão

A euforia dos jovens da idade do Zico, não conseguia apagar a tristeza, que o acompanhava, por os mais velhos continuarem a resistir às suas ideias de que as lavras eram para todos, e não só para as mulheres

O Roberto continuava a ser o grande defensor de que os homens, também, deviam ir trabalhar, para as lavras. Fora ele que influenciára o Zico, e os seus amigos a dedicarem-se à agricultura 

Como a fama de que o Roberto era um sábio, a sua popularidade não parava de aumentar, todos o queriam ouvir, todos o seguiam, e isso dava esperanças ao Zico, de que mais tarde ou mais cedo, todos os homens e mulheres iriam, juntos, trabalhar para os campos. 

Continua    

   

 

 

  

 

 

 

 

22
Dez21

Lua!

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 Encantamento!

Hoje, vestiste a mais bela camisa de dormir
Ao teu encanto ninguém consegue resistir
Mal apareceste, já te vieste despedir!
Hoje, as nuvens não conseguiram ofuscar o teu sorrir
Há três noites que não me deixas dormir
Por mais que queira fechar os olhos
O teu brilho consegue-os abrir
Fico triste por te ver partir
Mas, viver assim, não ia conseguir!
O meu corpo não ia resistir
Passar as noites a ver-te florir
E, todo eu, a arder, na varanda
E, tu a prenderes-me, como fosses minha ama
Há milhões de anos com a mesma fama!
De todos encantares, seja dentro ou fora da cama.

José Silva Costa

29
Abr21

Lua!

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A despedida

 

Hoje, vestiste a mais bela camisa de dormir

Ao teu encanto ninguém consegue resistir

Mal apareceste, já te vieste despedir!

Hoje, as nuvens não conseguiram ofuscar o teu sorrir

Há três noites que não me deixas dormir

Por mais que queira fechar os olhos

O teu brilho consegue os abrir

Fico triste por te ver partir

Mas, viver assim, não ia conseguir!

O meu corpo não ia resistir

Passar as noites a ver-te florir

E, todo eu, a arder, na varanda

E, tu a prenderes-me, como fosses minha ama

Há milhões de anos com a mesma fama!

De todos encantares, seja dentro ou fora da cama.

 

José Silva Costa

 

 

 

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