O Império
O Império - As teias que o Império teceu
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Quando o Rei anunciou a data da ida a Luanda, os olhos do Asdrubal sorriram de alegria, dentro de poucos dias voltaria a Luanda, para ver a Francisca, estava muito grato a quem o convidou, para um casamento, onde iria encontrar a encantadora Francisca
Aqueles poucos dias pareceram-lhe anos. Mas, o tão desejado dia chegou. Bem cedo, os seis puseram os pés ao caminho, era uma grande jornada, esperavam ser bem recebidos, porque desde que os dois reinos tinham confirmado a paz com um aperto de mão, os dois povos já tinham colaborado, principalmente, na troca de técnicas agrícolas
Ao chegarem a Luanda, foram encaminhados para o palácio do Governador, onde foram recebidos, com todas as honras, pelo Governador, que lhes deu as boas-vindas e informou-os de que podiam permanecer, em Lunada, o tempo que quisessem, utilizando os aposentos do Palácio. O Rei agradeceu a maravilhosa receção e amizade com que tinham sido recebidos
Como vinham muito cansados, o Governador indicou-lhes os aposentos, onde iriam pernoitar, e de seguida foram todos, para a sala de jantar
Depois do jantar, Governador e Rei reuniram-se, para que este transmitisse a sua mensagem ao Governador
Quando o Rei lhe disse que o seu reino pedia para ser integrado no reino de Portugal para acabar, definitivamente, com as guerras, e permitir que todos os povos de Angola pudessem viver sob a proteção do maior reino do mundo, o Governador ficou surpreendido com o pedido, mas aproveitou para lhe agradecer tão honroso pedido, dizendo que o Rei de Portugal, certamente, ficaria muito contente por ser soberano de uma Angola, unida
No dia seguinte, o Governador convidou-os para irem conhecer a cidade e a Cooperativa, o Asdrubal, que queria, quanto antes, voltar a ver a Francisca, ficou tão contente que, os que sabiam da sua paixão por ela, o notaram, imediatamente, ao verem os seus olhos a sorrirem de esperança
O passeio pela cidade é que demorou mais do que o que ele esperava. Teve de conter a ansiedade até que, finalmente, chegaram à Cooperativa. O Zico estava à espera dos ilustres visitantes, e assim que chegaram apresentou-se, convidando-os para conhecerem todos os departamentos e o que, em cada um, se fazia
Quando chegaram ao da Francisca, lá estava ela, florida de felicidade por voltar a ver o Asdrubal, e mais feliz ficou, quando os seus olhos, dois raios de luz, a iluminaram
Ao passar por a Francisca, o aperto de mão foi mais vibrante e não deixou de lhe dizer que mais tarde queria voltar a falar com ela, tendo seguido, porque não queria perder a visita a toda a Cooperativa
Quando a visita terminou, o Asdrubal pediu ao Rei, para ficar na Cooperativa, com a desculpa de que precisava de falar com o seu amigo Zico.
Continua
