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cheia

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31
Mar22

Flores em março!

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Flores em março

 

São flores, são flores, para suavizarem os amores

Mais flores, mais flores, menos dores

Nesta primavera de horrores, mais flores, mais flores

Contra a cegueira dos que agitam os tambores

Para todos os heróis, mais, mais flores de girassóis

Para a embustice todos os anzóis

Mais flores, mais flores para todos os sóis

Aos agressores, ninguém dê flores!

São os autores de todos os rancores

Para quem a sua pátria defende, mais, mais flores

As maiores dores, pra todos os impostores

Para quem teve de abandonar o seu doce lar, mais, mais flores

 Todas as condenações para os usurpadores

Para quem está a ajudar, todos os que tiveram de abandonar o seu país, mais, mais flores

Todos os agressores terão de dormir, com os gritos dos homens, das mulheres e crianças, que mataram

Com a condenação, da maior parte do mundo, pela brutal barbaridade que estão a cometer

Para todo o sempre, ficarão responsáveis e nunca ninguém lhes perdoará os crimes

A invasão e destruição de um país a quem roubaram a paz, o trabalho, o pão

Mas, não foi só uma nação, que sofreu os efeitos de uma guerra sem sentido, foi todo o mundo

A tragédia foi ainda maior, fazendo com que os recursos, que poderiam ser utilizados para uma vida melhor das populações, sejam afetados ao esforço de guerra, na fabricação de mais material de guerra e mais letal, sabendo que todo esse material só servirá para o mal: a guerra

Mas, os efeitos desta barbárie podem, também, mais direitos dos cidadãos ofender, fazendo com que alguns países já comecem a voltar a instituir o serviço militar obrigatório

Não era tão bom, vivermos em paz

Sem sermos obrigados a ir para a tropa

Gastando o dinheiro em coisas mais úteis

Ajudar os mais desfavorecidos, reduzindo a pobreza!

José Silva Costa

 

 

 

15
Nov21

A pintura

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A pintura

 

O vento liso desliza suavemente sobre o monte

Leva o perfume e o branco frio à sua frente

Tudo à sua volta é atraente

As altas árvores, de folhas pintadas com as cores do outono, encantam

Mostram-nos um lindo quadro, pintado pela Natureza

O riacho corre, sonolento, encosta a baixo, amolecendo a sua dureza

Com pressa de dar de beber ao rio, vazio

Triste, por ver as hortas, das suas margens, mortas

Pomares sem flores, cheios de dores, a morrerem de sede

As abelhas estão preocupadas, sem flores, por quem é que vão ser alimentadas?

Esperam que aqueles que vivem do seu tralho, não as abandonem

A biosfera é composta de muitas interdependências

Esta nossa casa tem muitas vizinhanças

É da nossa responsabilidade mantê-la habitável

Mas, a nossa ganancia não é sustentável

Queremos, sempre, mais e mais

Desflorestamos tudo, para termos mais terrenos aráveis

Sem nos preocuparmos com quem vivia lá dentro

Que ficou sem qualquer sustento!

Será que ainda vamos a tempo de virar este momento?

Os técnicos dizem que não podemos perder mais tempo.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

17
Nov19

Vento em flor!

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Margens!

Nas margens das cores

Vamos apanhar as flores

Com beijos, com dores

Resistimos a todos os horrores

As rosas são os teus amores

Nas margens das flores

Regamos o chão, sem furores

Plantamos pétalas nos corredores

Para construirmos elevadores

De beijos e cobertores

Nos nossos sonhos não entram fumadores

Tudo o que queremos são perfumes inovadores

Feitos de pensamentos voadores

Nas nossas margens só queremos valores

Todos somos amadores

Só aceitamos as verdades dos professores

Daqueles que são sabedores

Não de todos os doutores

Há sábios provocadores

Não sabem nada dos que sofrem com dores

Que amassam os dias demolidores

Com sorrisos, esperança e amigos encantadores

Para, um dia, colherem o perfume dos namoradores

O remédio que cura males assustadores

No brilho das estrelas polares

Onde todos os apaixonados constroem sonhos sedutores.

José Silva Costa

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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