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28
Set16

ONU

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ONU

 

A eleição do Secretário- Geral das Nações Unidas

Pela primeira vez, eleito, seria, por voto secreto

Mas, pelos vistos, a inovação correu mal

Nas votações até agora efetuadas, não conseguiu chegar à frente, a indigitada

Assim, vai haver outra candidata, que já terá os cinco votos necessários

Em quase duzentas nações, só cinco é que contam, o resto é para enfeitar a jarra

Comissários, Secretários-gerais, Presidentes da C.E, ONU,FMI, respetivamente

Só são eleitos se estiverem na disposição de fazerem o que lhes pedirem: paus mandados, com raras exceções

As Nações Unidas não têm força, para impedir seja o que for

Assim, cada um mata onde e quando quiser: Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, etc.

Deitam a baixo aviões comerciais, matam centenas de pessoas, nada lhes acontece

Com grande lata dizem que são acidentes colaterais

Mal dos que cruzam os seus quintais

Este ensaio de democracia, na eleição do Secretário-geral da ONU

Se tivesse corrido bem, daria pano para mangas: todos a enaltecerem a nova metodologia

Assim, oxalá esteja enganado

Vai ser uma grande desilusão, mostrando que em setenta e um anos nada mudou

Manda quem pode, obedece quem deve.

11
Jul16

Um país universal

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Portugal! Um país universal

 

Quando a velha Europa, não sei se devido à sua idade, parece amedrontada com o desejo, de muitas pessoas, de muitos países, de que lhes seja concedido abrigo, por fugirem da guerra, da fome, da violência, da intolerância, ou de outro qualquer perigo, é importante que Portugal continue com a sua universalidade.

Por toda a Europa constatamos a construção de muros, com diversos materiais, tentando disfarçar ou esconder a vergonha, que constitui a sua construção.

O que foi feito da Europa da igualdade, solidariedade, fraternidade?

Não há rosas sem espinhos, e quem semeia ventos colhe tempestades.

Será este e preço justo que temos de pagar, por termos ajudado a invadir o Iraque, onde partimos o ovo, que simbolizava o equilíbrio possível, sem que sejamos capazes de o consertar?

A democracia não se decreta, implanta-se em terrenos propícios à sua germinação, sendo o seu cultivo muito espinhoso.

Mesmo com desafios gigantescos, a Europa tem de continuar com a sua fraternidade e destreza, não virando as costa à pobreza.

 

 

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