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28
Ago25

O Império

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O Império   -   As teias que o Império teceu

128 

O Rei mandou convocar todos os seus conselheiros, para uma reunião sobre a Colónia de Angola, queria saber as suas opiniões, como agir, no tempo em que todos queriam um quinhão em África

Todos os conselheiros concordaram com o trabalho, que o Governador de Angola estava a fazer, no sentido de ter todos mobilizados, para a defesa da integridade da Colónia

Agradeceu-lhes terem-no ajudado, na escolha da melhor decisão, em tempos tão conturbados, em que todos os prós e contras tinham de ser bem pesados, para manter intato o Império Português

O Rei informou-os de que seguiria os seus conselhos, agradecendo ao Governador de Angola, todos os esforços, para que a tornasse na mais próspera Colónia do Reino

Os longos meses de espera, pela resposta do Rei, foram de ansiedade, o Miguel perdera a alegria de viver, não conseguia prever qual seria a resposta do Rei. Mas, a Zulmira sempre acreditou que seria uma resposta a gradecer-lhe o muito trabalho, que o marido tinha desenvolvido, desde que tinha assumido o pesado fardo de fomentar o progresso de Angola

Foi ela, que ajudou o Miguel a ultrapassar os longos meses de tristeza, enquanto não chegou a resposta à sua carta, tentando fazê-lo acreditar, que iria receber um grande elogio, pelo seu muito trabalho

Depois de uma longa espera, finalmente, chegou a resposta de Lisboa, 

 Na carta, o Rei elogiava o Miguel, não só pelo muito trabalho, para tornar a Colónia mais rica, mas também pela mobilização de todos os homens, no sentido de a defenderem de todos os ataques dos que a cobiçavam

O Miguel e Zulmira ficaram muito contentes, por finalmente, virem o seu trabalho reconhecido, e como o trabalho não era só deles, mas de toda a comunidade, era preciso divulgar, os elogios do Rei, a todos. Assim, decidira que iriam convidar todos, para uma festa, no jardim do Palácio

Foram muitos os que responderam ao convite do Governador, foi um grande convívio, muito animado, como era costume. No fim, o Miguel aproveitou, para dizer a todos, que o Rei lhe tinha enviado uma carta, onde elogiava todos os habitantes da Colónia, pelo esforço que estavam a desenvolver, no sentido de a tornarem mais próspera e que muito agradecia, também a mobilização dos homens, para a defenderem de qualquer agressão à soberania portuguesa

Como os momentos de alegria são propícios para anunciar novos momentos de felicidade, o Manuel pediu ao Governador se poderia aproveitar a oportunidade, para convidar todos, para o casamento da sua filha Filó com o Rogério

Não só os noivos reagiram com muita alegria, por verem o seu casamento ser anunciado, num grande convívio, como todos os restantes presentes terem mostrado quanto os noivos eram admirados pela comunidade

O Governador, voltou a agradecer-lhes a presença, e que continuava a contar com todos, para juntos unirem esforços por uma Angola mais próspera.

Continua

 

21
Ago25

O Império

cheia

O Império  -  As teias que o Império teceu  

127

O Governador e a Zulmira continuavam a contatar várias pessoas, que os pudessem ajudar a cumprir a missão do Miguel. Já tinham falado com quase todos os que eles achavam serem os mais influentes, faltava-lhes falar com os Sobas

Como os Sobas tinham muita influência, a quem as populações obedeciam cegamente, a  Zulmira aconselhou-o a ter muito cuidado, para não perder a sua confiança, porque isso seria o pior que lhe poderia acontecer, para os seus planos de todos se unirem na defesa da Colónia, tão cobiçada por outras potências

Um dos objetivos era ter da parte deles o compromisso de mobilização de todos os homens, para combaterem as agressões estrangeiras

Mas, isso poderia ir contra o que o Roberto defendia, a ida de todos os homens para as lavras, para trabalharem ao lado das mulheres. Tinha receio de que os Sobas dissessem que os homens precisavam de estar livres desse trabalho, para poderem defender as suas localidades

A Zulmira acompanhava o marido nas conversas com os Sobas, o que, para estes, não era normal, nem bem visto. Mas, para o Miguel e para a Zulmira, era uma maneira de tentar mudar a submissão das mulheres, procurando que, com o passar do tempo, fossem vistas, como companheiras e não seres submissos, que tinham de fazer tudo o que os homens queriam

A bigamia permitia que os homens tivessem muitas mulheres, quanto mais mulheres tivessem, mais ricos eram, porque a sua riqueza provinha do trabalho delas

Eram elas que geriam a lida da casa e do campo, todas obedeciam à mais velha.

O Governador, depois de ter ouvido os Sobas dos arredores de Luanda, tendo obtido de todos o apoio à Coroa Portuguesa, resolveu enviar uma carta ao Rei, dizendo que ainda não tinha conseguido angariar fazenda, para enviar para Lisboa. Mas, tinha obtido dos Sobas o compromisso de defenderem a Colónia de todas as agressões estrangeiras, o que era muito importante, devido à cobiça, por parte de algumas nações, por Angola

Quando recebeu a carta, o Rei ficou furioso. Mas, resolveu não fazer nada, enquanto não ouvisse os seus conselheiros.

Continua

 

29
Mai25

O Império

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O Império – As teias que o Império teceu

115

Mesmo em lua-de-mel, o Miguel não queria que a questão da cobiça da rica Angola, por parte de outros países, caísse no esquecimento. Por isso, pediu à esposa se o acompanhava nas visitas, que tencionava fazer às povoações ao redor da cidade, para falar com os Sobas, mostrando que era um Governador diferente, não impondo que fossem ao Palácio do Governador, para ouvir as suas opiniões

A Zulmira ficou encantada com a postura do marido, não gostava de pessoas arrogantes, que se julgam superiores, que fazem dos outros os seus capachos, parecia que tinha sido feito, para ela

As visitas aos Sobas fizeram com que o Governador se apercebesse da importância da sua missão, na apresentação e solução dos problemas entre os povos de Angola e os poderes, que representavam o Rei de Portugal

Miguel prometeu a todos, que tudo faria para que a conjugação de esforços fosse benéfica tanto para as populações, como para a Coroa

A turma do Roberto, que cada vez era maior, tinha, no dia que ia para as lavras, o seu maior empenho. Havia uma competição saudável entre todos, era preciso produzir mais e melhor, e isso só se obteria com novos produtos,  melhores e mais sementes, melhores utensílios, irrigação, novas ideias, que todos queriam pôr em prática

Assim, pediram ao Roberto que aumentasse o tempo dedicado à agricultura, porque era nesse trabalho, que muitos se sentiam realizados

Semear, cuidar, ver crescer, apanhar, comer, partilhar, sentir o carinho e admiração de quem via e comia, pela primeira vez, determinado produto, era uma grande recompensa, para a dureza do trabalho no campo

O Roberto colocou esse pedido à discussão e votação, se a maioria estivesse de acordo, até podiam ir todos os dias para o campo, porque como ele dizia: “ a terra é como as palavras, ambas precisam de ser acarinhadas, revolvidas, adubadas, mondadas, semeadas, para se conseguir uma boa colheita”

Alguns votaram contra, a maioria votou a favor, como era uma turma completamente livre, cada um aderia ao que queria, aparecia ou desaparecia

Passaram a ir quase todos os dias para as lavras, mesmo que tivessem de esperar meses, pelos frutos, era muito compensador aparecer em casa com o que tinham conseguido produzir

Em casas, em que tudo faltava, era ainda mais apreciado, tudo o que aparecesse, sem ser esperado.

Continua

 

 

 

 

15
Mai25

O Império

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O Império – As teias que o Império teceu

113

Quando saíram da mata e depararam com leoas e leões a banquetearem-se com uma zebra, todos ficaram arrepiados, mesmo os que já tinham visto refeições semelhantes, o facto de serem apanhados de surpresa, fez com que ficassem muito tristes, esquecendo-se de que a natureza está muito bem organizada e a cadeia alimentar não é exceção

Alguns temeram pela vida, ficaram parados, queriam voltar para dentro da mata, mas o senhor Rocha tranquilizou-os, dizendo que os leões não os atacariam, e se isso acontecesse, bastaria fazerem um pouco de lume, para que eles os deixassem em paz

Serenados os ânimos, procuraram uma picada, (caminho estreito através do mato, dicionário da  Porto Editora ) por onde pudessem regressar a casa, não havia tempo a perder, o sol não esperava, tal como eles, também se sentia cansado, mas enquanto eles tinham uma casa à sua espera, onde poderiam descansar, ele não tinha ordem de descansar, já tinha outros povos à sua espera, para os iluminar 

Foi uma jornada extenuante, mas todos diziam ter valido a pena, porque a natureza é encantadora, e temos muito a aprender com ela, de regresso a casa, tinham muito para contar

O almoço, onde tinham decidido escolher a data do casamento, correu muito bem, mas o pai da noiva disse que era melhor os noivos escolherem a data em que queriam casar

A Zulmira e o Miguel não perderam tempo, ele sugeriu-lhe que marcassem o casamento para o dia dos anos dela, que estava prestes a chegar, concordou e agradeceu-lhe ter-se lembrado do seu aniversário

Foram, juntos, à cooperativa anunciar o data do seu casamento e convidar, todos, para o mesmo, acrescentando que seria uma cerimónia simples, à qual todos teriam acesso, tivessem ou não sido convidados

O Miguel tinha pressa em ter a Zulmira a seu lado, para o ajudar a gizar o plano, que iria transformar a Colónia, como tinha prometido ao Rei

Pensava implementar um imposto, para criar uma autoridade, que ocupasse o território, que impedisse o seu desmembramento por algumas potências, que há muito o cobiçavam

Não sabia como, não havia moeda, era tudo à base te trocas de bens ou serviços. Afinal, no terreno, era tudo muito mais complicado do que imaginara, em Lisboa

Queria muito saber a opinião da Zulmira, mas não a queria ocupar com essas preocupações, antes do casamento

Já tinha sondado o seu antecessor, seu conselheiro, mas a proposta não tinha merecido a sua simpatia.

Continua

     

02
Jun22

Guerras!

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Guerras!

Há quem não tolere guerras

Que ache que a Ucrânia devia ter sido entregue ao invasor, sem resistência

Teria sido uma boa oportunidade para premiar o invasor

Por ser um exemplo no cumprimento das leis que regulam as guerras

Tanto assim, que não está em guerra com a Ucrânia

É uma operação especial para, a Ucrânia, libertar!

A prova provada de que o Putin é incapaz de fazer guerra seja a quem for

Gosta mais de anexar os territórios, que a cobiça não o deixa descansar

Não gosta de mortes nem de destruição

Nos ataques só usa armas de alta precisão

Para não atingir habitações nem civis

Só tem atingido alvos militares

Os soldados russos ainda não mataram crianças, mulheres, nem homens civis, nem violaram nenhuma mulher

Não roubaram nenhuma casa, nem enviaram toneladas de material furtado, para a Rússia 

A única coisa que Putin quer é criar uma Eurásia de Lisboa a Vladivostok

E segundo os seus admiradores não se deve contrariar o senhor

Porque ele não gosta de ser contrariado, e diz-se o mais bem armado

A sua lei é a lei da bala

O que muito honra os seus admiradores

Está muito preocupado com a fome no mundo

Já disse que se fizerem o que ele quer, podem ir carregar o trigo

Como se vê, desde que todos se verguem ao poder do Putin, o mundo pode ser uma bonita flor

Diz que as sanções estão a prejudicar o povo russo

Mas, a sua operação de libertação, ainda não prejudicou ninguém

Comparam o imperialismo americano com o russo

Mas, esquecem-se de dizer que um imperador é eleito e o outro alterou as leis para não o apearem

Os admiradores de tão boa pessoa devem propor que lhe seja atribuído o prémio Nobel da Paz.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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