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cheia

cheia

13
Jan19

Um dia perfeito!

cheia

Na tarde esguia

Pela janela fria

Na ala esquerda do olhar

Vejo uma nesga da serra

Verde, pelo sol, acariciada

Mais umas horas, e volta a geada

No sossego e perfume da madrugada

Tudo fica, de branco, polvilhado

Tudo coberto por um admirável manto branco

Foi um domingo muito romântico

Com um radioso sol em qualquer canto

Tudo tão brilhante e quase perfeito

Se não fosse uma rubra rosa a pedir, a uma gota de água, um beijo

Para a semana verá cumprido o seu desejo

Vai voltar a chuva e a neve

Tudo o que é belo é breve

Quantas vezes, desperdiçamos os momentos de enlevo!

Na correria apressada de acordar tudo o que, em harmonia, dormia

Para darmos asas à nossa desmedida ambição

Esquecendo-nos que os melhores momentos são os de contemplação

Da natureza e beleza, que nos rodeiam, por todos os lados

Mas, nós, de tanto digital, andamos de olhos inchados

Sem tempo, sem disposição, sem dar atenção a quem todos os dias nos dá o coração.

 

José Silva Costa

 

 

08
Jun18

O tempo!

cheia

O tempo

 

O tempo! Nunca consegue a unanimidade, no contento

Uns querem chuva, outros sol, e, outros vento

Uns querem-no radioso e, outros cinzento

Vai-se o sol, vem a chuva e o vento

Temos tido uma Primavera fresca, alguma chuva e vento

Para acabar falta pouco mais, que um momento

Ai o tempo! Como é que poderia agradar a todos?

Só se chovesse no nabal e fizesse sol na eira, ao mesmo tempo

O tempo, é motivo de conversa a todo o momento

Em breve chegara o Verão, para mais um julgamento

Uns querem-no bem quente, outros, ameno.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

05
Jan18

A vida!

cheia

A Chuva

 

Caiem gotículas de vida

A multidão está aborrecida

A semente estava adormecida

Sentia-se tão triste e esquecida

Tanto tempo no pó, aborrecida

Lavou os olhos e inchou de alegria

Tantos meses de hibernação à espera

Que uma gotícula lhe desse vida

Tudo o que estava à espera de água fervilha

Um pássaro desenterrou um grão de ervilha

Que rolou no declive para dentro duma cova

Fugiu da morte certa para uma vida incerta

Preferiu mais uma incursão no ciclo da vida

Sempre com a ambição da multiplicação

As sementes experimentam um fogo ardente

O verde rebenta do seu ventre

A Natureza brilha, novamente

Para alegrar toda a gente

Mesmo para os que não gostam da chuva

Que não querem saber da sede da semente

Mas, dizem-se amantes da Natureza!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

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