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24
Ago20

O passado

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 O passado

 

Agosto, o tão desejado, tão esperado!

Que neste ano diferente, está tão desmaiado

Em que não houve encontros, em que tudo tem de ser feito com cuidado

Procuro-te com a alegria do passado

Mas não te encontro, quem encontro está desconfiado

Os abraços e os beijos, a alegria e os festejos, foi tudo adiado

Tudo tão mascarado e suspirando pelo tempo em que ninguém andava mascarado

Que nunca terá sido tão recordado

Estás quase acabado

Mas, ninguém parece muito preocupado

Suponho que vais ser lembrado, dizendo que nunca devias ter acordado

É triste não ser amado

Mais triste é não ter agradado

Ser, por alguns, odiado

Por teres um encontro encantado, estragado

Meu rico Agosto, sem o brilho imaginado

Sonhas com o tempo em que tudo andava agarrado

Tens de te habituar ao separado

A um cumprimento acotovelado

Sem contato, sem cheiro, muito afastado.

 

José  Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

16
Jul20

Dinheiro!

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Dinheiro a qualquer custo!

 

O dinheiro não tem cor, nem cheiro

É de esquerda, do centro e da ditadura

Para o obter, alguns, não olham a meios

Para eles não há linhas vermelhas

Todos servem para aliados

O que interessa é continuar no poder

Conseguir aliados, sejam de que cor for

Os princípios ficam para as ocasiões

Para quando há eleições

Depois de conseguirem o poleiro

Todos servem para as coligações

Porque o poder é difícil de obter

Há que a todo o custo o manter

Tentar, os colegas, convencer

A desbloquearem o dinheiro

Que tanta falta nos faz

Sem contra partidas, seria uma maravilha

Para conseguir, à esquerda, negociar

O Orçamento Geral do Estado para 2021

Mas, quem paga quer ter uma palavra a dizer

Porque o dinheiro pode perder-se

E nunca chegar a encontrar o destino

É por isso, que todos os dias temos de ir ao mercado

Pedir dinheiro emprestado

Que muito, a dívida, tem aumentado

Mas, é preciso andar muito desesperado

Para ir beijar a mão de Viktor Orban

Que tão desprezado tem estado

Do abraço, muito deve ter gostado!

Ainda, por cima em tempo de pandemia

Quem é que tal esperaria!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13
Jun20

Santos Populares

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Arraiais

Com um manjerico no regaço

Perfumas o ar e o espaço

Cheira a Santos populares

Não há arquinhos nem balões

Gritamos a plenos pulmões

Abracem as multidões

Com os longos braços virtuais

Porque este ano, o vírus não nos deixa tirar as máscaras

De boca tapada e braços atados

Não há abraços, nem beijos

Ficam por cumprir os desejos

De a quarentena acabar

Porque o covid-19 continua a não nos querer deixar

Saltar a fogueira

Assar as sardinhas

Beber umas pinguinhas

À saúde de Lisboa

Este ano não marcha nada

Nem o cheiro a sardinha assada

Que todos podiam saborear

Quando não tinham dinheiro

Para, as sardinhas, pagar

Contentavam-se com o cheiro

E o movimento dos marchantes, na Avenida

Lisboa está apagada!

Acabou-se a barulheira

Podemos, o sono, sossegar

Não há turistas, nas esquinas, a mijar

Nem marujos a gritar

Por as portas estarem  a fechar

Ficámos enclausurados no lei-of e no teletrabalho

Quando acabar, vamos para o desemprego

Porque o mar de rosas não vai aguentar

Tanta gente a mamar

Nos milhões, que vão chegar

Que mais tarde ou mais cedo teremos de pagar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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