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cheia

cheia

20
Set19

Despedidas

cheia

Despedidas

O verão já há alguns dias que se vem despedindo

Menos sol, menos calor, ameaças de chuva

Acaba o verão, a estação que nos aquece o coração

Das férias, dos encontros com os amigos

Aquela que faz parar a planície

Quando os termómetros ultrapassam os quarenta graus

Animais e plantas, no pico do calor, fazem uma pausa

Para dormirem uma sesta

Acabou-se o tempo de andar ao leu!

Enquanto, nós, vamos tendo necessidade de vestir mais peças de roupa!

Algumas árvores já se começaram a despir

Vão, todas, as folhas deixar cair

Para passarem o inverno, nuas

Para na primavera se vestirem, de novo

Com roupa nova e perfumada

Vamos entrar no outono

Uma estação associada à reta final da vida

Antes do inverno eterno.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

22
Jun19

Verão

cheia

Verão

Chegaste cansado

Deixas-te o calor noutro lado

Vem mais devagar

Só daqui a um mês chegará

Trouxeste contigo o São João

Com arquinho e balão

Para um fim-de-semana prolongado

Mas não te perdôo, por não teres trazido o calor

Para poder ir à praia

Estamos, ou não, no Verão!

A quente estação

Por quem tantos anseiam

Com quem sonham durante um ano

Para voltarem ao doce descanso

A disfrutarem do brilho do campo

Tornando a vida num encanto

Para suavizar a dura luta do dia-a-dia

Que se tornou numa angustiante correria

Acelerada ao ritmo da economia!

Assim, gastamos a nossa vida

Na esperança de um dia

Concretizarmos o que deveria ser feito ao longo dos anos

E, se esse dia chegar, vamos verificar

Que a falta de vigor, já nãos permitirá

Fazer o que tanto sonhámos, mas adiámos.

José Silva Costa

22
Fev19

Os meus vizinhos!

cheia

A Natureza

A um mês da Primavera

Os meus vizinhos andam numa roda-viva

Ainda o sol está ensonado, e nem, os olhos, tem esfregado

Já, elas e eles, andam numa correria e cantoria

Andam a escolher os parceiros e as parceiras

Tanto elas como eles tentam encontrar a parceira ou o parceiro ideal

A Natureza não espera! Apesar e andar um pouco perturbada, ainda tem alguns ciclos definidos

Assim, à medida que o inverno dá sinais de abrandar e a primavera preste a chegar, os meus vizinhos não param de se agitar

Aproxima-se o ciclo de reprodução

O acasalamento tem o seu tempo e encantamento

Matinais melodias, despiques e correrias

Eles procuram os pontos mais altos

Para melhor difundirem as mensagens

Acasalados, segue-se a construção dos ninhos

Fecundação dos ovos, pô-los, chocá-los

Está, um novo ciclo de vida, iniciado

Perdizes e perdigões são os meus vizinhos foliões.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

27
Out18

Uma só noite!

cheia

Vigésima quinta hora

 

No frio do tempo

Escondo o meu peito do vento

No teu apertado abraço

Enquanto planto flores

Nos teus rubros lábios

Na noite fria, com sabor a magia

Vamos florir a alegria de mais uma hora

Vamos beijar-nos pela noite fora

Neste dia da vigésima quinta hora

De muito frio lá fora

Mas os nossos corações fervem de emoções

No quentinho das nossas imaginações

Onde depositamos todo o tempo das horas

Que juntos, gastamos, que não quantificamos

Que se evaporam com a luz do luar e o brilho do teu olhar

Mal nos deitamos já a manhã o dia está a anunciar

Hoje, temos mais uma hora para saborear

Beijemo-nos atá o dia chegar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

24
Jun18

O envelhecimento!

cheia

Verão

 

Verão: calor, mais horas de sol, praia, mar

Férias, amigos, descompressão, amar

Viagens, convívio, matar saudades, sonhar

Reencontros, festivais, namoros, folia

Uma estação de muita acalmia

Com a natureza numa grande bonomia

Com as noites a fazerem de dia

Com os relógios, também, a fazerem férias

A redimirem-se dos onze meses, que nos atormentam

Não nos deixando acabar o sono

Sempre a lembrarem-nos que as vinte e quatro horas diárias

Não chegam para nada, a não ser para nos cansarem

São elas que nos envelhecem!

Sempre a pressionarem-nos, não nos deixando fazer o que gostamos

Sempre a lembrarem-nos que temos compromissos

Que temos e devemos ser pontuais

Porque quem nos espera não pode esperar mais.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

05
Ago17

Uma flor

cheia

Com este calor

Peço um beijo a uma flor

Que me pede uma gota de água

Para não morrer de sede

Troca todo o seu perfume

Por uma gota de amor

Implora-me que não deixe

As suas raízes definhar

Se ninguém me regar!

Deixarei de, o meu perfume, propagar

Não! Não me queiram matar

Quem é que me pode ajudar?

Não deixem que este calor me continue a magoar

Não consigo mais respirar

A minha seiva está a acabar

Por favor, só uma gota de água ou de amor

Estou a viver um horror

Não quero desaparecer, ainda em flor

Quero viver mais, muito mais

Cumprir o sonho de te perfumar

De te fazer voar

De, na mesma casa, contigo habitar

Eu, numa jarra

Tu num altar

Espero que todos os dias me venhas beijar

Antes de te ires deitar

Não deixes a tua flor murchar

Juntinhos, vamos continuar a namorar

Sonhar, amar, voar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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