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10
Jul25

O Império

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O Império   -   As teias que o Império teceu

121

O princípio do fim do Império - São João Baptista de Ajudá

Entre 1472 e 1486, os portugueses tinham chegado ao Império do Benim, onde construíram a fortaleza de São João Baptista de Ajudá

O Golfo da Guiné foi o sítio, que mais contribuiu com escravos, para o Brasil, fazendo com  que, recentemente, os Governos do Brasil e do Benim criassem uma linha área entre os dois países

Situada em Ouidsh, no Daomé, que em 1960 se tornou independente da França, fez com que o Governo do Daomé quisesse que a soberania doForte passasse para o novo país. O Governo de Portugal ignorou o pedido, que tinha como limite o dia 31/07/1961.

O Forte não tinha nenhuma guarnição militar, apenas dois funcionários do Ministério do Ultramar, com a missão de incendiarem o Forte, poucas horas antes das 24 horas do dia 31/07/1961

Para cumprirem a missão, pediram aos empregados que amontoassem tudo e regassem com gasolina. Estes vendo que tudo seria reduzido a cinzas,  foram autorizados a levarem o que pudessem

Os bombeiros ainda tentaram apagar o incêndio, mas foi-lhes negada a entrada no Forte.

A um dos funcionários portugueses foi-lhe dada ordem de prisão, mas ele apresentou um passaporte, que a evitou. As autoridades do Daomé pretendiam que fossem de avião, para Paris, mas eles preferiram sair por terra

Uma bandeira portuguesa foi levada sob as saias de uma mulher. Chegou a estar hasteada em Mavinga, Angola

O Daomé, em meados da década de 1970, adotou o nome de República do Benim, cuja capital constitucional é a cidade de Porto Novo

Em Lunda, os sócios da cooperativa reuniram-se em assembleia geral, para elegerem uma nova direção. Os sócios tinham aumentado muito, com a entrada de quase toda a turma do Roberto

Candidataram-se: a Filó, responsável pela secção de produção e o Zico, da turma do Roberto, o que mais se destacou em inovação e métodos de produção

Os sócios mais velhos foram surpreendidos com a aparição da candidatura do Zico, e questionavam o que é que o rapaz sabia, para gerir uma cooperativa tão importante, para tanta gente.

Continua

 

  

 

   

 

 

 

27
Jun24

O Império

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O Império – As teias que o Império teceu

66

A feitoria de São João Batista de Ajudá, no Benim

Os primeiros viajantes europeus a alcançarem Benim foram os exploradores portugueses em cerca de 1485. A forte relação mercantil foi desenvolvida, com o comércio entre os produtos tropicais de Edo como o marfim, pimenta e óleo de dendê e os bens europeus de Portugal, como o cânhamo-de-manila e armas. No início do século XVI , o Oba enviou um embaixador a Lisboa, e o rei de Portugal enviou cristãos missionários à cidade do Benim. Alguns moradores da cidade do Benim ainda falariam um português pidgin no final do século XIX.

Aos primeiros minutos do dia 1 de agosto de 1961 a bandeira das quinas foi arriada

Em 1965, o mítico guerrilheiro Che Guevara visitou a histórica fortaleza de Ajudá e o Templo das Serpentes (pitons)

Depois da independência do Brasil, em 1822, 1961 foi o ano do início do fim do Império

 

Em Coimbra, tanto a Marina como o Roberto iam de vento-em-popa, nos estudos, mas à Marina as exigências eram muito maiores, devido às dificuldades do curso e ao seu estado de gravidez

Roberto tinha receio que a Marina perdesse o bebé, chegando a sugeri-lhe que voltassem para Luanda, ou continuassem em Coimbra, mas desistisse do curso. Mas, ela recusou ambas as soluções

Estava determinada a continuar os estudos, pronta par todos os sacrifícios, sem colocar em perigo a vida do bebé

Os professores, vendo a sua grande determinação e a sua inteligência, já lhe tinham prometido ajudá-la no que pudessem, uma vez que queria ser mãe e licenciar-se, para voltar para a sua terra e ajudar os povos de Angola, com o seu saber

Foi já em janeiro do ano seguinte ao da sua chegada à Metrópole, que a Marina recebeu a primeira carta do pai, em resposta à que lhe tinha enviado, dando notícias suas e do Roberto, acerca da viagem, da estada deles em Lisboa, da chegada a Coimbra, do início dos seus cursos e da sua gravidez

O pai informava-os da felicidade dele e da Rosinha, por virem a ser avós e pedia-lhes para voltarem para Angola, para que o bebé nascesse em Luanda

A Marina respondeu-lhe que compreendia a pressa deles em terem os filhos e o futuro bebé junto deles. Mas, eles estavam determinados a realizarem os seus cursos, o que faria com que só voltassem a Angola passados cinco ou seis anos

Pedia-lhes para compreenderem a sua escolha, não podiam perder a oportunidade, que tinham tido, de estudarem numa das mais prestigiadas Universidades do mundo, tentando aproveitar ao máximo todos os conhecimentos que lhes transmitiam, para os colocarem ao serviço dos povos de Angola

Quanto ao bem-estar do bebé, podiam estar descansados, porque já tinha uma senhora para tomar conta dele

Uma senhora, que conheceram por acaso, num café, num domingo à tarde, quando queriam uma mesa, para poderem beber um café e descansar um pouco

Como estava tudo ocupado, pediram a uma senhora, que estava sozinha, se a podiam acompanhar, tendo-lhes respondido que ficava muito contente com a sua companhia

Despois das apresentações, de lhes terem dito que eram naturais de Angola, que estavam a estudar na Universidade, ela perguntou-lhes como fariam, quando o bebé nascesse

Responderam-lhe que tinham de arranjar quem tomasse conta dele. Ela, com um sorriso de felicidade disse-lhes que gostaria muito de os ajudar e tomar conta do bebé. Tinha ficado viúva muito cedo, não tinha filhos, gostava muito de crianças, tinha uma casa muito grande, onde vivia sozinha

Há muito que queria encontrar alguém que quisesse viver com ela, sentia-se muito só:  uma rapariga, um casal

Assim, eram os candidatos ideais: uma avó, os filhos e o futuro neto ou neta, seria uma bonita família.

 

Continua

 

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