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cheia

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04
Nov20

O espetáculo

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O espetáculo

 

O vento estava tão amoroso

Brincava com o teu cabelo

Fazia-o rodopiar no teu rosto

Tudo era brilho e harmonia

A lua ria, da beleza que em ti via

Ninguém, na noite, dormia!

Tu irradiavas alegria

Os teus olhos eram estrelas de magia

Quem é que os ignoraria!

Se são encantadores

E, à sua volta tudo eram flores

Soltaste os teus risos perfumadores

Encantaste todos os espetadores

O pano caiu

O espetáculo acabou.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

29
Jun20

Luz!

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A luz interior

 

Na luz interior, que ilumina o amor

Há uma flor e uma beleza para admirar

Que me interroga e me põe a pensar

Como fazer, para tão linda luz acender!

Essa luz, que nem todos têm talento

Para a entender e manter acesa

Tem uma natural luz, para nos encantar

É com ela que todos os dias temos de lidar

Não a podemos em nenhum momento deixar apagar

Temos de estar sempre atentos para a ativar

Não vá o tempo a estragar

Por falta de combustível para a animar

O que a todo o custo devemos evitar

Para que a estrela não deixe de brilhar

E, todos os dias, possamos, do seu brilho, beneficiar

O amor é delicioso, mas frágil

A qualquer momento pode quebrar

E é muito difícil de consertar

O melhor é dar-lhe toda a atenção

Para evitar que haja um apagão

Na hora de dar a mão

E seguir, sempre, as boas regras da educação

Para que ninguém tenha direito a reclamação

Mantendo o fogo, sempre, em ebulição

Para uma boa relação

Onde haja uma boa compreensão

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

08
Fev20

A natureza

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Sintra

 

Sintra, flor da natureza

Toda cheia de encanto e nobreza

Tu deste um fruto de pureza

A beleza, uma princesa

 

Sintra, paraíso de namorados

Terra de esplendorosa beleza

Toda cheia de jardins perfumados

Tu és o melhor fruto da natureza

 

Sintra, engalanada de palácios, castelos e conventos

Tu tens mil monumentos

Tu és uma princesa de mil encantos

Toda cheia de namorados nos recantos

 

Sintra, abençoada pela terra e pelo mar

Que o Atlântico não deixe de te beijar com o seu olhar

Que a serra nunca deixe de te amar

Que, os poetas, continues a encantar.

 

José Silva Costa

 

 

01
Nov19

Novembro!

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Novembro

 

Novembro, as árvores vão-se despindo, mas devagar

Não têm pressa, o frio, ainda, não está a chegar

Vão, lentamente, erguendo ao céu, os braços nus, para, com ele, comungar

E, assim, sem roupa, ao contrário de nós, vão, o Ano Novo, aconchegar

Há cheiros de outono, no ar, que podemos mastigar

Aproveitemos, estes últimos dias de 2019, para os saborear

Antes que chegue o inverno, e os venha branquear

Os cheiros de outono têm as cores do arco iris

Não podemos perder tempo, para que os possamos agarrar

Há muito brilho, quando as nuvens nos vêm visitar

Gotas de ouro, das nuvens, podem-se precipitar

Os rios abrem as mãos, para as agarrar

Cada gota tem um sonho: uma semente germinar

Dando origem a uma planta, um arbusto, uma árvore

Que podem viver dias, meses, anos ou, até, séculos

A Natureza tem muita beleza!

E, nós, só temos de a comtemplar

Todos os dias nasce, para nos encantar

Muito, com ela, podemos aprender

Basta abrir os olhos, sorrir, e o Mundo abraçar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23
Mai19

Flores e amores

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Flores e amores

Maio, flores, perfume, amores

Luz, Sol, Calor, sonhos

Um mês cheio de encantos e recantos

Quando nos pomos a cantar e a escutar

A beleza da Natureza, na pureza do seu bem - estar

Todos os anos, de novo nascida, para nos mostrar

Quão curta é a vida

Mas, presos na nossa ambição, nas nossas correrias

Como se tudo não acabasse um dia!

Nem temos tempo para a contemplar, desfrutar dos seus cheiros

Da sua harmonia, do som sussurrado dos ribeiros

Outrora, puros e cristalinos, hoje, depósitos de maus cheiros

É o progresso, o custo de termos água canalizada e saneamento

Que tanto contribuem, para que tenhamos uma mais longa e asseada, vida!

É por isso que se diz, que nem tudo são rosas, também há espinhos

Mas, o progresso trouxe-nos, e cada vez mais nos trará mais mimos

Só temos que pensar e não exagerar

Para não deitarmos tudo a perder

Voltando às trevas e começar tudo de novo

Parece que estamos num ponto de grande viragem

Oxalá consigamos equilibrar o barco, mantendo-o na senda do progresso

Que mesmo, carregado de nuvens, aqui e além, atravessadas por brilhantes raios de Sol

Como aconteceu, em Taiwan, com a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo

O Sol rompeu no Oriente!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

18
Jan19

A beleza da vida

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A beleza da vida

Arautos das audiências

Que aos burros pedem licença

Para matarem a liberdade

E moerem-nos a paciência

Não entrem por essa ciência

Não recorram a tudo, para a vossa sobrevivência

Não contribuam, para que, a liberdade, fique despida

Lembrem-se do antigamente, recente

De que “da liberdade, só nos restava a avenida”

Não espezinhem a liberdade, para a vossa subida, na vida

Porque ela, a muitos custou, a vida

Sem liberdade, não teriam essa boa vida

Nem enxovalhariam, os outros, com essas línguas, queridas

Não entupam, com a vossa violência, as avenidas

A liberdade deve ser, por todos, vivida

Na diversidade, com que todos contribuem, para a sua alegria

Sem racismos, nem excluídos, com amizade, como se fosse uma romaria

Todos temos necessidade de respirar, todos os dias, em liberdade

Sem ela não vale a pena viver, nem fazer nada

Liberdade, minha rica amada!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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