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11
Dez25

O Império

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O Império    -    As teias que o Império teceu

143

O Asdrubal dirigiu-se imediatamente  para o palácio do Governador, não queria chegar atrasado, para mais um jantar no palácio do Governador

Durante todo o caminho foi saboreando os beijos e o perfume da Francisca, estava de tal  maneira inebriado, que todos o notaram no brilho e alegria dos seus olhos

No fim do jantar, o Governador convidou-os a ficarem mais um dia em Luanda, para a conhecerem melhor e poderem apreciar a sua linda baía

Aceitaram o convite, o Rei agradeceu ao Governador e a todos os Luandenses a hospitalidade com que tinham sido recebidos, por todos

No dia seguinte, o Asdrubal, voltou a pedir ao Rei, que o dispensasse de o acompanhar, porque queria voltar a encontrar-se com a Francisca

O Rei disse-lhe que sim, que sabia muito bem o que era estar apaixonado, e aproveitou para lhe perguntar como fariam dali em diante. O Asbrubal respondeu-lhe que era isso que iam tentar combinar

Foi uma noite mal dormida, passou-a a arranjar maneira de ficar perto da Francisca, para sempre. Levantou-se cedo e foi para a porta da Cooperativa, quando ela chegou já ele estava à sua espera

Ficou radiante, estava encantadora, aos olhos do namorado estava, cada vez, mais bonita, não esperava por ele tão cedo, o que queria dizer, que já não podia passar sem ela

Beijaram-se, e ela perguntou-lhe se já estava ali há muito tempo, respondeu-lhe que não tinha conseguido dormir, porque passara a noite inteira a tentar encontrar uma maneira de ficar junto dela. Beijaram-se mais uma vez, e ela segredou-lhe, que a ela também lhe tinha acontecido o mesmo

Foi, então, que lhe revelou a sua decisão, viria para Luanda, para estar sempre junto dela, só faltava pedir ao Zico, se lhe arranjava uma lavra, para poder governar a vida   

Com aquela revelação, toda ela floresceu, sabendo que o Zico não só não lhe negaria ajuda, como mobilizaria toda a Cooperativa, para o ajudar, fazendo com que ele se pudesse mudar para Lunada, para puderem estar perto um do outro

Ambos estavam muito felizes, por saberem que tinham a ajuda de todos, para que estivessem perto um do outro e fossem muito felizes

Ao Asdrubal toldava-lhe a alegria, não saber como reagiriam os pais, mas esperava que compreendessem a sua decisão, mais tarde ou mais cedo deixaria o “ninho”.

Continua

 

   

27
Fev25

O Império

cheia

O Império  -   As teias que o Império teceu

102

A Marina começou a trabalhar no seu tão desejado posto médico, todos os dias apareciam pessoas a pedir ajuda, ela tentava ajudá-las com os poucos recursos que tinha

Certos tratamento exigiam uma equipa, só uma pessoa dificilmente os faria nas melhores condições, perguntou, na cooperativa, se havia alguém que a quisesse ajudar, uma jovem, que trabalhava numa das secções da cooperativa, disse que a ajudaria sempre que fosse preciso, era só chamá-la, uma vez que estavam muito pertinho uma da outra

Sempre que aparecia alguém com um braço, uma perna, um pé partido, chamava a Alicia, que parecia ter muito jeito para enfermeira, faziam uma grande equipa, quando era necessário colocar os ossos no devido lugar e ligá-los, colocava talas, se necessário. As ligaduras eram feitas de trapos velhos

Cada doente, que lhes agradecia, pela ajuda, fazia com que ficassem orgulhosas do seu trabalho, felizes com os sorrisos daqueles a quem conseguiam aliviar as dores. Mas, como não há rosas sem espinhos, quando alguém lhes morria nas mãos, toda essa felicidade e sorrisos não chegavam, para suportar a tristeza de uma morte

Sempre que tinha um pouco de tempo livre, espreitava as aulas do Roberto

Sabia como ele e o filho chegavam, todos os dias, a casa: derreados, mas muito felizes

Ficava encantada com a alegria, que todos estampavam nos rostos, quando participavam nos jogos, nas acrobacias, nas danças, levantavam uma nuvem de pó que mal se viam

Outras vezes era um silêncio ensurdecedor, com toda a atenção a ouvirem o que o Roberto lhes dizia, ou ajoelhados no terreiro a fazerem as letras, a construírem as palavras, a aprenderem as contas, a decorarem a tabuada

Notava-se, que todos os dias iam para a sua adorada escola, descontraídos, alegres, felizes, como se fossem para a brincadeira. Na verdade, mais de metade do tempo passavam-no a brincar, o que fazia com que depois estivessem muito atentos e interessados em aprender

Ficava embebecida ao ver aquele espetáculo, sem dar pelo tempo passar, como se também estivesse a participar, muitas vezes, recordando trinta por uma linha, que fazia com as suas irmãs

À tarde, uma hora ou duas antes de escurecer, iam à baía, de Luanda, tomar um banho, como estava calor, fazia com que chegassem a casa, secos, prontos para uma merecida noite de descanso.

Continua

 

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