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cheia

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18
Jul22

O calor!

cheia

O calor

Longos dias de verão

Em cada festival uma multidão

Fogos e fumo em contramão

Com muita, muita destruição

No abrasador calor, muita dor

As chamas levam todo o labor de uma vida

Só restam os sonhos, na terra ardida

Com toda a terra ferida!

Algumas pessoas recusam, de suas casas, a saída

Custa muito, tudo perder, não querem a forçada ida

Preferem ficar, pondo em perigo a vida, acreditando na fé

De que o pior nunca vai acontecer

Deixar o nosso lar, quando já pouco conseguimos andar, é uma grande violência, a evitar!

Por muito que digam que é para nosso bem, não há nada como estarmos no nosso aconchego

Se possível, devemos procurar ter uma alimentação saudável, para uma velhice de qualidade

Tudo está na prevenção, tanto nos fogos, como na nossa saúde

Extinguiram a função de guarda-florestal, o resultado está à vista!

Façam uma restruturação, no ordenamento do território, com pés e cabeça

Dotem-na de meios humanos e financeiros, a tempo inteiro

A proteção das florestas tem de ser feita todo o ano, e não só na obrigação de cortar o mato

Se, cada vez, os verões serão mais quentes e secos, então deixem-se de retóricas e de sacudirem a água do capote

Virem falar da falta de cadastro, é desculpa de mau pagador e de quem não sabe o que fazer

Vão gastar 60 milhões de euros em 2 aviões Canadair!

Não seria melhor gastarem-nos na prevenção dos incêndios?

Já se viu que não chega atirar euros para as chamas dos incêndios

O vergonhoso caso das golas é um bom exemplo!

Enquanto as negociatas estiverem acima dos interesses do país, os incêndios não serão evitados.

José Silva Costa

 

11
Mar20

11 de Março

cheia

11 de Março de 2020

Se não fora o coronavírus, estaríamos a viver uma Primavera antecipada

Com temperaturas à volta dos vinte e cinco graus

A saborear os cheiros da Primavera, a ver as plantas e as árvores a desabrocharem

As aves com as suas cantorias e bailados nupciais

Mas, o maldito vírus veio-nos distrair

Fazendo com que não demos atenção ao fervilhar da Primavera

Ficámos indignados quando a Greta Thunberg disse que tínhamos de andar menos de avião

E, agora os aviões ficam mesmo no chão

Não sei se não será a Natureza a obrigar-nos a fazer a correção

À força, contra as nossas práticas de agressão

O que é certo, é que nos fechou numa prisão

Ainda que não tenha grades

Se formos responsáveis não fugimos, dela

Há quarenta e cinco anos, também estivemos em aflição

Nessa altura, também meteu a aviação

A Força Aérea veio a Lisboa mostrar quem é que tem asas

Mais uma vez, uma guerra civil foi evitada

Mas a economia foi nacionalizada

Os aviões levaram para o estrangeiro, alguns gestores

Outros foram para a prisão de Caxias

Foi outra Primavera estragada.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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