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cheia

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25
Jul22

Água!

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Água!

Mais um quente verão

Dizem que, cada vez, serão mais quentes

Queixam-se as sementes

Que com tão alto calor, não conseguem germinar

Queixam-se as pessoas, as árvores, os peixes, que estão a asfixiar

Sem água, como é que podem respirar e nadar!

Como é que vão fazer, para tanta gente alimentar?

Se a água continuar a escassear, vamos ter de nos adaptar

A muito menos água gastar e deixar de a desperdiçar

Caía do céu, com abundância!

Mas, começou a faltar, e se assim continuar

Temos de a ir buscar ao mar

Vai ficar muito mais cara

Que remédio, se o céu deixou de a dar!

Cansou-se de ver como a estragávamos

Agora, vamos ter de aprender como utilizá-la

Não há nada como a Natureza, para nos castigar e ensinar como a respeitar

Vamos ter de, a água, poupar

E de a valorizar, como se de ouro se tratasse

Água é fonte de vida!

Não podemos continuar a desperdiçá-la

Temos de reutilizá-la, armazená-la, não a deitando toda ao rio

Que vai ficando vazio, fazendo com que tudo, o que dele dependia esteja a morrer

Os espelhos de água são bonitos de se ver

Onde os pensamentos podemos esconder e sabedoria beber

Quando abrirem a torneira, admirem a alegria de a ver correr

Poupem-na, para que não deixem de a ver.

 

José Silva Costa

01
Dez21

Bem-vindo, Dezembro

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Bem-vindo, Dezembro

 

O mês mais aguardado

Por miúdos e graúdos

O mês dos encontros e reencontros

Da festa do Natal e ano Novo

Da troca de prendas, abraços e beijos

De votos de muitas felicidades e próspero Ano

Por todo o lado, anuncia-se o Natal

Montras enfeitadas com estrelas e pais natais

Luzes a brilharem nas ruas, nas montras, por toda a parte

É a melhor altura, para usar toda a arte

Para tudo vender e espalhar felicidade, que farte

Tudo o que seja para festejar o Natal e Ano Novo está esgotado

Estava tudo cansado, ansioso, desgostoso, esfomeado

Por há muito não termos um mês tão maravilhoso

Como é bom ver o nosso povo alegre e contente

Festejar com entusiasmo e esperança o Natal e o Ano Novo

Como se fosse começar um mundo novo

Aproveitemos esta euforia, para festejar, em cada manhã, um novo dia

Escutemos a última e mais bela melodia

De uma coisa temos a certeza, vamos ter um novo ano

E, isso é motivo para abrimos os braços de esperança

Como seria bom, que todos os meses fossem Dezembros!

Ver as crianças espalhar toda a sua alegria

Rezar ao Pai natal, que não se esqueça de os abençoar

E os adultos desejarem, uns aos outros, Feliz Natal e Bom Ano Novo

Não há mês, que te igual!

Fazer parar o Mundo inteiro

Para o Menino adorar

Numa ceia, toda a família e amigos, juntar

Não há magia nem alegria, como ver as crianças, as prendas, desembrulhar

José Silva Costa

 

 

09
Jul21

Vacinação

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Vacinação

 

Segunda dose, 06/07/2021, um dia de mais um recorde de vacinação

Um pavilhão desportivo, centenas de pessoas, uma ótima organização

No centro do pavilhão os gabinetes de vacinação

Nas laterais os espaços para esperar pela vacinação e para aguardar por eventual reação

Voluntários para nos ajudarem a preencher o questionário, disponibilizando esferográficas e suportes, onde escrever

Infelizmente, não posso dizer com um sorriso nos lábios, porque não se viam

Mas, posso dizer, que todos tinham aspeto de cansados, mas não lhes faltava um sorriso nos olhos

Uma operação complexa, todos para segunda dose, três marcas de vacinas

Os da AstraZeneca para aqui, os da Pfizer para ali, os da Moderna para acolá

Sempre com modos, muito carinho e alegria

As senhoras da limpeza, sempre, muito atentas, constantemente a limparem assentos, esferográficas……..

As jovens voluntárias, sempre, prontas a ajudarem quem tinha dificuldade em caminhar ou preencher o questionário

Para todos: médicos, enfermeiros, senhoras da limpeza, voluntários, jovens e mais idosos, Polícia Municipal, muito obrigado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

20
Mar21

Chegou!

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A Primavera

 

Bem-vinda!

 

A mais bonita flor chegou

Nas asas do vento, nos braços da madrugada

Há muito tempo esperada

Flor encantada, toda perfumada

A natureza vestiu-se de flores perfumadas

Para festejar a tua chegada

As aves entoaram as suas melodias

Vens alegrar-nos os dias

 Princesa das flores e  dos amores

Quantos de nós, com a tua chegada

Esqueceu as suas dores!

A Natureza vestiu-se de amor

Para te abraçar, à chegada

Tu és a mais encantadora namorada

Tu és a mais bonita Estação

Tu és cor, alegria, emoção

Tu dás, ao Sol, a mão.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

27
Dez20

A estrela

cheia

A estrela

Chegou a Estrela da esperança

Escoltada

Gelada

Por todos, aguardada

Há muito desejada

Hoje, vai começar a ser administrada

Tanta esperança, nela, depositada

Foram muitos os esforços

Para que visse a luz do dia

Muitos parabéns aos Cientistas

Por mais esta conquista

Que a esperança resista

Porque a luz parece estar a chegar

Só temos de saber esperar

Em breve, começam a chamar-nos

Para a vacina levar

Depois é aguardar

Que tudo comece a resultar

Para que esta pandemia desapareça

E a alegria apareça.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

15
Jun20

O amor

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O amor

Foi o teu olhar radioso

Esse olhar encantador

De uns olhos de flor

Que mudam de cor

Que me prenderam

Para sempre!

Acompanhados de um boca de amora

Com uns rubros lábios

Onde o amor mora

E o meu coração chora

De alegria!

Por poder beijá-los todo o dia

Não posso, deles, apartar-me

Prendeste-me!

Com essa magia de encantamento

Há muito tempo!

De que já não sei bem ao certo quanto

Mas, há quase cinquenta e cinco anos, que vivemos sob o mesmo teto

Como te agradeço as flores, que nos deste!

Que nos deram, ainda, mais flores

Para o nosso jardim perfumarem

Perfume, que esperamos, perdure pelos séculos

Enquanto, vamos, do perfume, desfrutando.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

25
Abr20

Em confinamento

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46 anos

Foi a madrugada mais radiosa, que nasceu

As balas foram substituídas por cravos vermelhos

Quando a madrugada rompeu

Lisboa foi acordada pelos carros de combate

A cidade, de medo, estremeceu

Mas, quem os mandou disparar, não venceu

Porque o atirador não obedeceu

Não quis manchar o dia que, tão radioso, apareceu

O povo ocorreu à rua

De peito afogueado, com medo que algum passo fosse maldado

Quando o sol raiou, uma senhora, um cravo vermelho, colocou

No cano de uma espingarda G3

O povo sorriu e aplaudiu

Estava quebrado o vazio

Um punhado de militares acabava de derrubar uma ditadura de meio-século

E um império de cinco séculos

Nos cinco cantos do mundo, houve choros e desejos

Que do velho império, nascessem povos inteiros

Que finalmente regressasse a paz

Foi um parto muito doloroso e difícil

Após treze anos de guerra

Valeu-nos o cansaço da espera

Para que sete povos decidissem os seus destinos

As transições são quase sempre, difíceis e dolorosas

Mas com disse uma futura rainha de Portugal:

“ Vale mais ser rainha por um dia, do que duquesa toda a vida”.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13
Abr20

Os tempos

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Os tempos

 

O silêncio sufoca-me o presente

Falta-me o barulho dos carros, em andamento

As cidades, as vilas, as aldeias estão em confinamento

Tudo tão calmo, tão parado, tão puro, o ar

Hoje, nem o vento apareceu!

Mas, não consigo sossegar

Penso no movimento intenso

Não fosse o inimigo invisível

Cortar-nos o ar, roubar-nos o dia

Afinal, tudo tem um dia: do começo e do fim

E, nós esquecemo-nos de quão bela é a alegria

Foi preciso o tempo dar-nos tempo, para voltarmos ao pensamento

Sem tempo, nunca nos aperceberíamos da importância do silêncio

Quando não temos tempo, para aproveitar o tempo

Como seria tão bom, beneficiarmos de tanto tempo, sem confinamento

Sem ele, não nos aperceberíamos da qualidade do tempo

Tanto ambicionámos ter tempo, agora não sabemos o que fazer com o tempo

Nunca tínhamos saboreado o silêncio, o perfume do vento, o cheiro do asfalto e do cimento

O que me assusta, foi termos parado, quase todos, ao mesmo tempo

Resta-nos a dolorosa fatura, deste descanso, que estamos a pagar e pagaremos durante muito tempo.

Para não falar dos que se foram antes do tempo.

 

José Silva Costa

18
Jan19

A beleza da vida

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A beleza da vida

Arautos das audiências

Que aos burros pedem licença

Para matarem a liberdade

E moerem-nos a paciência

Não entrem por essa ciência

Não recorram a tudo, para a vossa sobrevivência

Não contribuam, para que, a liberdade, fique despida

Lembrem-se do antigamente, recente

De que “da liberdade, só nos restava a avenida”

Não espezinhem a liberdade, para a vossa subida, na vida

Porque ela, a muitos custou, a vida

Sem liberdade, não teriam essa boa vida

Nem enxovalhariam, os outros, com essas línguas, queridas

Não entupam, com a vossa violência, as avenidas

A liberdade deve ser, por todos, vivida

Na diversidade, com que todos contribuem, para a sua alegria

Sem racismos, nem excluídos, com amizade, como se fosse uma romaria

Todos temos necessidade de respirar, todos os dias, em liberdade

Sem ela não vale a pena viver, nem fazer nada

Liberdade, minha rica amada!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

01
Jan19

Bem-vindo!

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Bem-vindo 2019

Chegaste

O sol, mostraste

Sem chuva, como todos gostam!

Parece-me que vais ser seco

Muito ao gosto dos citadinos

Mas, muito indesejado pelos agricultores

E, por todos os, da biosfera, defensores

Ninguém consegue agradar a todos

Se conseguires agradar à maioria!

Serás aplaudido com euforia

Os bons momentos agradecemos a quem os cria

Que sejas um bom ano, para toda a gente.

José Silva Costa

 

 

 

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