Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

cheia

cheia

04
Jul16

O Mundo

cheia

O Mundo, visto de longe, parece um poema a embeber os olhares.

Cabe todo nas nossas mãos, bem como o azul suave da doce tranquilidade. Mas ao abri-las arrepiamo-nos, por vermos como o maquilham, para nos entreter, enquanto utilizam, todo o saber, para o adoecer.

Brotam chispas, dos olhos dos homens,

As lágrimas rasgam rios nos rostos,

Que queimam até a frescura das fontes.

Nas paisagens, que antes eram luxuriantes,

Agora o medo é todo preto,

Os homens abandonam o corpo corrosivo.

As almas, envoltas em nuvens de fumo, sobem ao paraíso,

Deixam, em terra, mensagens digitalizadas à massa cinzenta globalizada

Perguntando à razão, o que leva mentes doentes, a incendiarem as florestas.

Num mundo com o sol da cor da fome,

Barcos com veias nas velas, sem mares por navegar, não chegam a largar.

A terra, com as entranhas a arderem, procura a todo o custo proteger

O ventre, onde guarda os grãos de amor, prontos a florir.

Há um rumor de vida, parecem humanos, no seu aspecto são índios, sem tecto

Querem baptizá-los, o sal na língua, a água na moleirinha.

O passado é um tranquilo olhar a interrogar o futuro, que está sempre ausente.

E, o presente escoa-se por entre os dedos da mente.

Por entre casas, com o sol no ocaso, as pessoas olham o mar,

De mãos vazias, seguram as rugas, que esperam por uma carícia.

E, as letras, no branco das páginas, parecem ilhas, rodeadas de tantas maravilhas:

Automóveis

Televisões

Computadores

Faxes

Telemóveis

Vídeos

Impressoras

E, uma em cada três crianças passa fome

Uma em cada quatro crianças, nunca levou uma vacina

Uma em cada cinco crianças, não vai à escola

Metade dos trabalhadores mundiais vive com dois dólares por dia

A fome e a má nutrição matam anualmente cinco milhões de crianças em todo o mundo.

 

 

 

 

 

 

José Silva Costa

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2018
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2017
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2016
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2015
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2014
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2013
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2012
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2011
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2010
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2009
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2008
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2007
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D

Em destaque no SAPO Blogs
pub