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19
Abr15

O império

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O Império

O 25 de Abril de 1974 veio pôr fim ao último grande império. Quase todos os povos já tinham conseguido a independência, menos os colonizados pelos portugueses.

Salazar não soube ou não pôde ouvir os lideres das colónias, que sabia quem eram, e que mais tarde vieram a desencadear as lutas pela libertação das suas nações: Mondelene, Agostinho Neto, Amílcar Cabral. Se o tivesse feito, talvez a história tivesse tido outro rumo, mas nem ele era pessoa de antecipar o futuro, nem o País estaria, para isso, preparado.

Infelizmente , o destino dos povos depende dos interesses dos donos do Mundo, a cada momento, como aconteceu , quando Portugal e Espanha o dominaram.

Salazar dependia dos militares e dos donos da economia ,que nunca quiseram ver os seus interesses, nas colónias, postos em causa. E o que ele mais queria era encher, de ouro, o Banco de Portugal

Mas os ventos não param, e Portugal ficou de tal maneira isolado, que se viu, nas Nações Unidas, por todos confrontado, com o apoio aos movimentos de independência. Até o Vaticano nos virou as costas, preferindo, e muito bem, apoiar os movimentos de libertação!

Depois de treze anos de guerra, em três frentes: Guiné, Angola e Moçambique, sem fim à vista, e depois de António de Spínola ter publicado o livro “ Portugal e o futuro”, os capitães começaram a conspirar, e em boa hora o regime conseguiram derrubar.

Portugal estava esgotado: já tinha dificuldade em encontrar oficiais para as frentes de batalha.

Nos cursos para sargentos milicianos, nas Caldas da Rainha, em 1968, no fim de cada curso foi pedido, a cada pelotão, por votação secreta, que elegessem o candidato a ascender ao curso de oficiais.

Capitães milicianos, para comandantes de companhia, eram mobilizados civis, alguns com mais de trinta anos, casados, com a vida estruturada, que tinham cumprido o serviço milita obrigatório r, como alferes.

Bocage escreveu “ Camões, grande Camões, quão semelhante

                                     Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!

                                     Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,

                                     Arrostar co`o sacrílego gigante;

Durante os cinco séculos, em que foste nosso, quantos tivemos de perder o Tejo, e infelizmente, muitos perderam-no, para sempre?

Uma pequena Nação deu à luz sete irmãs!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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