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25
Dez25

O Império

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O Império    -     As teias que o Império teceu

145

A Cooperativa tornou-se num local, que não era só um centro de negócios, mas também de amizades, troca de ideias e de confraternização, onde todos tinham lugar e podiam manifestar a suas ideias

Nela, todos tinham lugar, e muitos gostavam de colaborar em todas as suas atividades, entre   elas, as discussões sobre a governação da Colónia e o seu futuro

O Rei de Portugal, quando leu a carta do Governador de Angola, onde lhe transmitia o pedido do Rei do Congo, para integrar o Reino de Portugal, ao contrário do que alguns pensavam, não ficou nada entusiasmado, desconfiando que fosse uma maneira de se apoderar de toda a Colónia

Reuniu-se com os seus conselheiros, pedindo que o ajudassem a tomar uma decisão sobre um pedido de união, que ele julgava ser muito perigoso

Os conselheiros disseram-lhe que era difícil saber quais eram as intenções do Rei do Congo. Era bom que fossem boas, porque ter a Colónia em paz e unida, permitiria que se avançasse para o interior, ocupando-a, para tentar afastar as pretensões de ocupação por outros Impérios

O Rei, antes de se despedir dos seus conselheiros, disse-lhes que iria substituir o Governador de Angola, por um General, com amissão de tentar saber se o Rei do Congo estava determinado a acabar com o seu Reino, integrando-o na Colónia de Angola, sob a soberania do Reino de Portugal

O Tico foi indicar ao Asdrubal a lavra de onde tiraria o seu sustento, até lá, tinha todo o apoio da Cooperativa, para o seu sustento e acomodação

Os pombinhos estavam muito gratos, a todos, pela ajuda, para que estivessem juntos, foi o que foram transmitir a todos os que trabalhavam na Cooperativa, O seu presidente, aproveitou para lhes pedir que o acompanhassem, para escolherem onde iriam construir o seu ninho: a sua cubata.

Continua

                                                                                 Feliz Natal!

 

18
Dez25

O Império

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O Império    -      As teias que o Império teceu-

144

O Miguel, governador de Angola, enviou uma carta, ao Rei de Portugal, informando-o de que o Rei do Congo, com quem antes tinha selado a paz, com um aperto de mão, queria a integração do seu Reino no Reino de Portugal, com o pretexto de que era o Reino mais poderoso do mundo e que Angola seria a sua maior Colónia

O Asdrubal voltou para casa, quando se despediu da Francisca, garantiu-lhe que em breve voltaria, mas para ficar, de vez, junto dela. Nos olhos podia ver-se um mar de alegria, que tanto encantou o namorado, na hora da despedida

As mães, que conhecem os filhos, melhor que ninguém, sabem ler nos olhos ou na voz, se estão felizes, preocupados, angustiados……., dificilmente eles as conseguem enganar

Quando o Asdrubal beijou a mãe, ela sentiu que já tinha sido substituída por outra mulher, não ficou triste, pelo contrário, ficou orgulhosa por o filho estar a construir o seu ninho, já tinha acontecido com ela, com a mãe dela, era o que ela e o marido desejavam e esperavam dos filhos, não era, como muitas mulheres, que têm ciúmes das futuras noras

Depois de cumprimentar os pais, o Asdrubal, que tinha passado todo o caminho à procura da melhor maneira de dar a notícia aos pais, não a tendo encontrado, acabou por lhes dizer que tinha uma namorada em Luanda e que iria mudar-se para lá, para estar junto dela

Os pais não foram apanhados de surpresa, porque já tinham percebido, como tinha ficado feliz, quando o Rei o convidou, para o acompanhar a Luanda. A mãe disse-lhe que conforme fizesse a cama, assim se deitaria, desejando que fossem muito felizes

Passava os dias a pensar na Francisca, não podia protelar mais a partida, já nada o prendia aquela terra, aquela casa, nem mesmo custar-lhe a separação dos pais, o prendiam, os braços da Francisca eram o seu novo porto de abrigo

A felicidade do Asdrubal era contagiante, não se cansava de dizer, que o acordo de paz entre a sua República com Angola, tinha sido a sua estrela da sorte, sem ela não teria encontrado a Francisca, uma mulher que não sabia descrever, nela tudo era brilho, luz, fogo, harmonia

Interrogava-se, dizendo, se valeria a pena os povos guerrear-se, quando a paz era tão bela, fazendo com que todos se sentissem em segurança, alegres, felizes, como se fossemos todos irmãos?

Continua

 

 

  

 

 

   

 

   

 

 

11
Dez25

O Império

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O Império    -    As teias que o Império teceu

143

O Asdrubal dirigiu-se imediatamente  para o palácio do Governador, não queria chegar atrasado, para mais um jantar no palácio do Governador

Durante todo o caminho foi saboreando os beijos e o perfume da Francisca, estava de tal  maneira inebriado, que todos o notaram no brilho e alegria dos seus olhos

No fim do jantar, o Governador convidou-os a ficarem mais um dia em Luanda, para a conhecerem melhor e poderem apreciar a sua linda baía

Aceitaram o convite, o Rei agradeceu ao Governador e a todos os Luandenses a hospitalidade com que tinham sido recebidos, por todos

No dia seguinte, o Asdrubal, voltou a pedir ao Rei, que o dispensasse de o acompanhar, porque queria voltar a encontrar-se com a Francisca

O Rei disse-lhe que sim, que sabia muito bem o que era estar apaixonado, e aproveitou para lhe perguntar como fariam dali em diante. O Asbrubal respondeu-lhe que era isso que iam tentar combinar

Foi uma noite mal dormida, passou-a a arranjar maneira de ficar perto da Francisca, para sempre. Levantou-se cedo e foi para a porta da Cooperativa, quando ela chegou já ele estava à sua espera

Ficou radiante, estava encantadora, aos olhos do namorado estava, cada vez, mais bonita, não esperava por ele tão cedo, o que queria dizer, que já não podia passar sem ela

Beijaram-se, e ela perguntou-lhe se já estava ali há muito tempo, respondeu-lhe que não tinha conseguido dormir, porque passara a noite inteira a tentar encontrar uma maneira de ficar junto dela. Beijaram-se mais uma vez, e ela segredou-lhe, que a ela também lhe tinha acontecido o mesmo

Foi, então, que lhe revelou a sua decisão, viria para Luanda, para estar sempre junto dela, só faltava pedir ao Zico, se lhe arranjava uma lavra, para poder governar a vida   

Com aquela revelação, toda ela floresceu, sabendo que o Zico não só não lhe negaria ajuda, como mobilizaria toda a Cooperativa, para o ajudar, fazendo com que ele se pudesse mudar para Lunada, para puderem estar perto um do outro

Ambos estavam muito felizes, por saberem que tinham a ajuda de todos, para que estivessem perto um do outro e fossem muito felizes

Ao Asdrubal toldava-lhe a alegria, não saber como reagiriam os pais, mas esperava que compreendessem a sua decisão, mais tarde ou mais cedo deixaria o “ninho”.

Continua

 

   

04
Dez25

O Império

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O Império    -    As teias que o Império teceu

142

Terminada a visita, deram os parabéns ao Zico pela grandiosa obra, que os cooperantes tinham construído, para bem de todos

O Zico, pela sua parte agradeceu a visita, dizendo-lhes que voltassem sempre que quisessem, ficou à fala com o Asdrubal, mas por pouco tempo, porque sabia que com quem ele queria falar era a Francisca

Assim, acompanhou-o ao seu departamento e ausentou-se, para que eles pudessem falar à vontade. O Asdrubal começou por lhe dizer que ela era muito bonita, e desde que a vira nunca mais deixou de pensar nela. Também não se fez rogada, dizendo-lhe que lhe acontecera o mesmo, receando que nunca mais o visse

Disse-lhe que estava muito feliz por voltar a vê-la, e que, também, ele teve esse receio. Mas, felizmente, que a paz entre os dois reinos tinha feito com que se pudessem visitar, o que para todos tinha sido muito bom,m para eles tinha sido excelente, por já não puderem passar um sem o outro

Ficaram à conversa, falaram de tudo e de nada, uma maneira de apresentação de um ao outro, tentando descobrir se à atração física também correspondiam os princípios e os sentimentos

Era tal o embeiçamento, que se esqueceram do pôr-do-sol, no breu da noite, caminharam até à casa dela, queria apresenta-lo ao pai, fazer-lhe uma surpresa, para que fosse o primeiro a saber do seu namoro

O Manuel, quando viu a filha entrar em casa, acompanhada de um rapaz, que desconhecia, ficou um pouco atrapalhado, sem saber o que dizer. Mas, a filha, sem rodeios, apresentou-o, dizendo que era o Asdrubal, o seu namorado

O pai deu-lhe as boas-vindas, dizendo que estivesse à vontade, como se a casa fosse sua, e acrescentou que já tinha ouvido falar muito bem dele, mas já não se lembrava se teria sido o Zico ou o Governador, fosse quem quer que fosse, a filha estava de parabéns, por ter escolhido um bom rapaz, o Asdrubal aproveitou para lhe dizer que também ele estava de parabéns por ter umas filhas muito bonitas

De seguida, pediu-lhe para se ausentar, porque não queria chegar atrasado ao jantar, no palácio do Governador, com o Rei e a restante comitiva

A Francisca acompanhou-o à porta, combinaram encontrar-se no dia seguinte, caso fosse possível, não sabia o que é que o Rei tinha decido fazer, mas certamente iria vê-la, o que fez sorri-la. Na despedida, beijaram-se pela primeira vez.

Continua

 

  

  

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