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31
Mai21

Maio

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Maio

 

No perfume das rosas

Vais- te embora

Não as leves contigo

Isso seria um grande castigo

Quem viveria sem elas!

São tão belas

Perfumam as velas

Que a noite acende

Quando jantamos, na intimidade

Vemos toda a cidade

Muito iluminada

Aqui e ali, um recanto escuro

Onde os pares se abraçam e beijam

Indiferentes a tudo o que os rodeia

Embevecidos como se não existisse mais ninguém

A noite tem esse vai e vem

De encontros e desencontros

De quem se encontra de tempos, a tempos

De quem não quer um relacionamento a tempo inteiro

Que não querem saber do nevoeiro

Só os bons momentos querem partilhar

As agruras não são para, na cama comum, deitar

Cada um tem o seu lar

Quando o brilho acabar

A separação não vai custar

Cada um vai para seu lado

Sem perfume

Esperam as coroas de flores.

José Silva Costa 

 

 

19
Mai21

Migrantes

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Ceuta

 

O desespero atravessou a fronteira

Milhares de migrantes: a família inteira

Derrubaram a linha que separa a barreira

Se pensam que impede a procura de melhor sorte, é asneira

O problema da fome é outra pandemia, só se cura com solidariedade

Ninguém pense que só dum lado está a verdade

A fome mata em qualquer idade

O condomínio fechado está muito enganado

Não adianta pagar aos porteiros para lhe guardarem as entradas

Mais valia ajudarem os esfomeados a melhorarem a sua economia

Preferem o imediato, parece mais barato, mas não resolve o problema

Estão dependentes dos humores de quem recebe a gorjeta

Mas, enquanto o Mundo não estiver mais equilibrado

O esfomeado vai continuar a tentar abrir o cadeado

O tesouro nunca estará bem guardado

Era preferível ensinar a pescar, a dar o pescado

Não somos donos do nosso telhado

Ceuta, já teve muitos donos, nada está acabado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

16
Mai21

Flores!

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Flores

 

Mês de Maio, o mês das flores

Mas, o mundo continua cheio de dores

 Por todo o lado, tantos horrores!

Não lhes chega a destruição causada pela pandemia!

Ainda utilizam as armas para matarem a alegria

Não querendo que ninguém tenha um feliz dia

Tanta intolerância, tanta ganância, para um fim sem esperança

Mesmo assim, o mundo avança nos sorrisos duma criança

Flores, flores fazei com que o mundo prefira o amor

Com o vosso perfume curai toda a prepotência dos Governadores

Mostrai-lhes que o poder não passa de vaidades

Quando não é exercido, no sentido de melhorar as condições de vida

Nunca, para acabar com a vida, seja de quem for

Nesta encruzilhada, em que andamos de cara tapada, a vida está ameaçada

Mas, as flores continuam, todos os dias, a alegrarem a magia

Dando-nos esperança de melhores e mais perfumados dias.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

11
Mai21

Estrume!

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Fretes!

Para fazer fretes é preciso ter alvará e estômago

Porque há mercadorias que cheiram muito mal: o estrume

Mas também outras há, que também são muito poluentes

Como o lítio, o hidrogénio verde, as negociatas

Sem esquecer os impactos ambientais

Que os há, para todos os gostos, e protegem os animais!

Depois, temos a pandemia a fazer lembrar uma canção

ÀS quatro da madrugada, não estavam à janela

Mas levaram-nos para o campismo, onde não havia nada

 Nem mercearia, nem pão. Que grande trapalhada!

Tudo, às quatro da madrugada

A nossa democracia está muito avariada

Com tanto estrume, como é que temos tantos escravos, na agricultura!

Temos muitos desempregados, mas não querem trabalhar nas estufas

Preferem dar uso às pantufas

É sinal de que já evoluímos muito!

Já nos podemos dar ao luxo de recusar os tralhos mais duros.

José Silva Costa

 

09
Mai21

A Europa!

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Dia da Europa

 

A nossa bela Europa

Tem um dia, a ela, dedicado

Para que cada dirigente

Se sente à volta de uma mesa

Para beberem uns copos

Em honra da sua gente

E proclamarem solenemente

Que mesmo aos solavancos

Ela seguirá em frente

Enquanto isso acontecer

Pode ser que não peguem em armas

Para se matarem, novamente

Com a saída, do Reino Unido, da C.E.

Os peixes não sabem onde pôr o pé

Fazendo com que os pescadores

Franceses e britânicos já agitem a maré

Brindemos aos 27, para que se mantenham de pé

Transmitindo, aos seus povos, fé

Para que não se revoltem

Não exijam, mais uma vez, um banho de sangue

Não há nada que pague a Paz!

 

José Silva Costa

05
Mai21

A Língua Portuguesa

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Dia Mundial da Língua Portuguesa

 

Uma língua oficial de nove países

Uma língua de muitos falantes

Uma língua que não é deste, nem daquele

Mesmo que alguns se julguem donos dela

Que exigem que se rasgue um acordo

Não sei se é isso que fazem, quando fazem acordos!

Mas, Portugal não pode dar esse, mau, exemplo

Nem ninguém o devia dar

Deviam era bater-se para o ratificar

Se não serve, se não presta, façam outro

Não queiram é rasga-lo, unilateralmente

Porque o português une muita gente

E há, cada vez, mais gente a querer fala-lo

A riqueza da nossa língua está na diversidade

Nunca, no puritanismo, que alguns defendem.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

02
Mai21

Dia da Mãe

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Dia da Mãe

 

Mãe, que palavra tão doce!

Tu és amor, colo, formusura

Tu és ternura

Tu és calor

No teu ombro

 Descanso a dor

Os teus beijos têm sabores

 Curam todas as dores

Tu és magia

Os teus olhos são alegria

São eles que alegram o meu dia

És a mais bela flor

O meu primeiro amor.

 

Feliz dia para todas as Mães.

José Silva Costa

 

01
Mai21

Dia do trabalhador

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Dia do trabalhador

 

Tantas lutas ao longo dos séculos

Tantos trabalhadores explorados

Nas dores, desesperados!

De dias sem horários

Como se fossem trabalhos forçados

Nas duras lutas, por tralho digno

Contra o capital, que quer, sempre, mais dividendos

Uma luta, em que os trabalhadores são mais, mas valem menos

Pressionados por quem tem o poder de lhes dar ou tirar o comer

Muitas vezes têm de aceitar trabalhar em indignas condições

Muito trabalhando, para não morrerem de fome

Alguns dos que constroem as casas, não têm direito a casa

Enquanto outros têm mais que uma!

Um eterno problema, sem emenda

Em que os mais fortes exploram os mais fracos

Sejam pessoas ou países

A ganancia não tem limites

Todos queremos acumular riqueza

Seja ou não à custa da tristeza

Por que não reduz a pobreza?

Enquanto não recusarmos o barato

 Que foi fabricado pelo explorado

E, o ambiente não foi respeitado

Não poderemos viver com agrado.

 

José Silva Costa

 

 

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