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cheia

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30
Nov20

Imposição

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Imposição

Nas tuas mãos de fada, minha amada

Deixo o brilho das estrelas e o amor

Na magia dos teus lábios saboreio a alegria

Com as nossas mãos entrelaçadas

Afagamos o futuro do outono maduro

Com a certeza de que o passado foi duro

Interrogamos o futuro!

Nos teus olhos há um verde-mar

Onde barcos não se cansam de navegar

E eu descanso neles o meu olhar

Cansado dos anos em que os não vira

Um grande castigo!

Apartarem os meus olhos, dos doces teus

Deixando-me perdido, sem poder contar contigo

Procurei remédio num desesperado grito

Mas só o encontrei quando te voltei a ver

Quando saboreie os teus beijos de perfume maduro 

Com sabor a amor forte e seguro

Que delicioso sentido!

  José Silva Costa

 

 

 

 

26
Nov20

Contas

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Contas

 O Outono é, sempre, suave e doce

Mesmo que, este ano, seja um inferno

Não pode haver céu!

Quando o medo, a insegurança nos toldam o olhar

Vamos tentar levá-lo até ao fim

Falta pouco mais de um mês

Depois, pedimos contas ao que vier

Porque este é para esquecer

Mas não tenhamos ilusões!

Temos de, desde já, começar a fazer provisões

Não nos deixemos, pelas estrelinhas, embebedar

Porque estes tempos vão passar

A Natureza está a avisar!

Não podemos fingir que tudo vai ficar bem

Porque algumas coisas vão mudar

E, nada melhor que o antecipar

Para minorar o que muito nos vai custar

 Ver o desemprego a galopar

As empresas a desaparecerem

E nós, na crista da onda, sem saber para onde remar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

25
Nov20

Violência

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Dia Mundial Pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

 

 

Mais trinta mulheres assassinadas no meio familiar, nestes quase onze meses deste ano

Esta chaga continua a demasiadas mulheres matar

As mulheres são quem está mais a sofrer com esta pandemia

Ao longo dos séculos têm sido, sempre, preteridas

Na educação foram esquecidas

A minha mãe, com muita tristeza, dizia: “ não sei uma letra do tamanho de um burro”

Isto porque, alguns, pelo menos, sabiam dizer ou escrever o alfabeto maiúsculo

Tantas vezes ouvi dizer que as mulheres não precisavam de saber ler

Quem o dizia também pouco sabia sobre o presente ou o futuro

E, em 2020, quantas meninas continuam a sofrer com a clitoridectomia?

Quantas continuam sem direito à educação?

Um século depois, continuarão, como a minha mãe, a dizer que não sabem uma letra, seja de que tamanho for

Neste século, nalguns Países, algumas mulheres conseguiram, dos homens, aproximarem-se

Mas não passa de uma gota de água no oceano!

Infelizmente, as mulheres vão continuar a sofrer com a violência, não só física como psicológica

Como as coisas, agora, mudam muito mais depressa, tenho esperança, mais do que isso, desejo que sejam eliminadas todas as formas de violência contra as mulheres.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

23
Nov20

Natal

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Natal

Este ano não há Natal

Infelizmente, cada um vai ficar no seu quintal

Filhas, filho, netas, neto, todos tão longe, mas tão perto

Mais Natais virão, onde todos caberão

Mas neste, não querem arriscar

Para que nos outros, todos possamos estar

Estes meses têm sido muito duros de suportar

Quantos mais, ainda, teremos de aguentar?

A vida está-nos sempre a perguntar

O que com ela queremos argumentar

Passamo-la na correria da pressa

Com medo que a esperança arrefeça

Um dia ela tropeça

Olhamos para trás e arrependemo-nos de não a termos ouvido

De a termos gasto sem sentido

Não serve de nada estar arrependido

Não volta mais, o tempo perdido

O mais importante é vivermos na ilusão de que tudo é permitido

Na alegria de cada dia saborear o melhor que ela tem para nos dar

Na euforia de que o sonho nunca vai acabar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

19
Nov20

Os contabilistas

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Os contabilistas

O anti ciclone dos Açores está carregado de nuvens negras a anunciarem tempestade

Concordo que quem está a receber subsídio de desemprego ou de inserção preste serviço à comunidade

O que não podemos é deixar ninguém ao deus dará, porque nasceu pobre ou não consegue ganhar para o pão

Há quem tenha nascido rico, virado para a lua, a sonhar com carros, corridas e pistas

Mas, daí a pensar que somos todos calões, que não queremos trabalhar, é falta de sensibilidade

O que não pode acontecer é uns terem tudo e outros nada, pelo menos enquanto houver liberdade

Infelizmente, nasci quando um contabilista Governava o País, que só pensava em barras de ouro

Como nasci muito pobre, sei bem o que é passar fome

O que é ver uma mãe com 3 três filhos, pendurados às saias, a chorarem de fome

Os meus pais trabalhavam de noite e de dia, mas não conseguiam arrancar da terra, comida suficiente para alimentarem os filhos

O Baixo Alentejo era de meia dúzia de latifundiários, que viviam à grande e à francesa

Enquanto os que os enriqueciam viviam na miséria

Cheguei a ir às manjedouras, das muitas bestas, que eram utilizadas nos trabalhos do campo, procurar pequenos bocados de alfarroba, que faziam parte da sua ração

Fico muito preocupado quando oiço anunciar despedimentos, que vão causar muitos sofrimentos 

Os que nasceram com sorte não devem desprezar os que nunca a encontraram.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

16
Nov20

Folhas

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Folhas!

Devagarinho vão desaparecendo

Neste Outono, algumas, se vão mantendo

À espera do Inverno, que já nos está vendo

As árvores, as suas cores, vão vendendo

Para poderem comprar novas vestes, na Primavera

Pelas quais todos estamos à espera

Todos queremos boas novidades, para a nova estação da moda

Estamos fartos destas roupas do confinamento

Mas não há alternativa, neste momento

As folhas vão caindo com o vento

As mais velhas, como é natural, não perdem tempo

Na linha da frente, são as preferidas, pelo evento

Como quem diz presente ao julgamento

Vão dizendo adeus ao pensamento

Para que a Natureza fique mais leve

Mais limpa, mais jovem, mais breve

Uma lei que ninguém contesta

Mas também não é motivo de festa

Não há exceções, nem perdões, apenas tempo.

 

José Silva Csta

 

 

 

12
Nov20

Doce Outono

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Suave Outono

Tens sido muito contestado

É doloroso recordar como era no passado

Agora está tudo alterado

O pouco que havia está quase esgotado

O futuro, desconhecido, está apavorado

Ninguém acredita que não sejas um malvado!

Ah! Como gostava de estar enganado

De desejar que estivesses a meu lado

Mas estou muito magoado

Não estás atrasado

Podes ficar por lá mais um bom bocado

Deixa-me aproveitar este tempo indeterminado

Por que a verdade deixa-me, ainda, mais preocupado

Tenho muito tempo para ver tudo fechado

Com tanto rosto abalado

À procura de um sentido para o fado

Como se a vida fosse um pecado

Que carregamos desde o passado

Para entregarmos a um antepassado

Cumprindo o ciclo há muito anunciado.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

11
Nov20

O espelho americano

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O espelho americano

 

Não reconhecer a derrota é o primeiro passo para acabar com a democracia

Metade da América rejeita o resultado das eleições, escudada por Trump, Mike Pompeo…………

Este vírus, ainda, é mais perigoso e contagioso que a Covid-19

O Primeiro-ministro da Eslovénia deu os parabéns a Tramp, pela vitória

Infelizmente, candidatos a ditadores não faltam, e o futuro parece favorecê-los

Os populistas, para subirem ao poleiro, servem-se das bandeiras da contestação

Nos Açores foram: a corrupção, o rendimento mínimo e a redução do número de deputados

Para os que têm convivido bem com estes problemas, espero que seja uma boa lição

A fatura poderá chegar à perda da democracia, porque o fim destes senhores não é acabar com a corrupção, mas conseguir o poder absoluto, onde, como se sabe, não há corrupção, porque o que divulga a corrupção é a Liberdade

Com esta pandemia, não é nada de bom o que se anuncia, e quando chegarmos ao ponto do que acontece: “na casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão “  temos o caminho aberto para que apareça o ” Salvador”

Espero não ver os que se apoiaram, nos que são contra a democracia, para abocanharem o poder, a perdê-lo, para sempre.

 

José Silva Costa

 

 

 

09
Nov20

A beleza

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A Natureza

Como a pureza da Natureza é a tua beleza

Os teus olhos são estrelas cintilantes

Que guiam o Universo para patamares distantes

A tua boca é um botão de rosa a libertar perfumes inebriantes

Que me embebedam a todas as horas, a todos os instantes

Os teus seios são como rosáceas de alabastro, perfeitas!

Alimenta o presente e o futuro

Mulher, mãe, irmã, esposa, namorada, companheira

Como a Natureza, vocês são a esperança da continuidade

Tenho a certeza de que são as mais belas flores da Natureza

O Universo é pequeno, para tanta beleza

Não magoem, nem mal tratem, tanta delicadeza

É a elas que devemos toda a nossa grandeza

 Mãe! Faltam-me as palavras, para te agradecer, por me teres concebido e criado.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

04
Nov20

O espetáculo

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O espetáculo

 

O vento estava tão amoroso

Brincava com o teu cabelo

Fazia-o rodopiar no teu rosto

Tudo era brilho e harmonia

A lua ria, da beleza que em ti via

Ninguém, na noite, dormia!

Tu irradiavas alegria

Os teus olhos eram estrelas de magia

Quem é que os ignoraria!

Se são encantadores

E, à sua volta tudo eram flores

Soltaste os teus risos perfumadores

Encantaste todos os espetadores

O pano caiu

O espetáculo acabou.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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