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cheia

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29
Jun20

Luz!

cheia

A luz interior

 

Na luz interior, que ilumina o amor

Há uma flor e uma beleza para admirar

Que me interroga e me põe a pensar

Como fazer, para tão linda luz acender!

Essa luz, que nem todos têm talento

Para a entender e manter acesa

Tem uma natural luz, para nos encantar

É com ela que todos os dias temos de lidar

Não a podemos em nenhum momento deixar apagar

Temos de estar sempre atentos para a ativar

Não vá o tempo a estragar

Por falta de combustível para a animar

O que a todo o custo devemos evitar

Para que a estrela não deixe de brilhar

E, todos os dias, possamos, do seu brilho, beneficiar

O amor é delicioso, mas frágil

A qualquer momento pode quebrar

E é muito difícil de consertar

O melhor é dar-lhe toda a atenção

Para evitar que haja um apagão

Na hora de dar a mão

E seguir, sempre, as boas regras da educação

Para que ninguém tenha direito a reclamação

Mantendo o fogo, sempre, em ebulição

Para uma boa relação

Onde haja uma boa compreensão

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

24
Jun20

Verão

cheia

Verão

 

Chegaste pela calada da noite

Para que não vissem que não trazias máscara

Que sejas bem-vindo

Mas quero pedir-te que não sejas demasiado quente

Porque andar de máscara dá cabo da gente

Sabes que vais ser muito exigente!

Obrigas a andar de máscara, com medo que se fique doente

Temos de suportar a subida do mercúrio e seguir em frente

Podias ser mais condescendente!

Não obrigar a, quem vai para a praia com fio dental, a máscara, colocar

Torras-nos os miolos, mas não queres que nos vejam a boca

Esta situação está a afetar toda a gente!

Ajuda-nos, com o teu calor, este vírus, matar

Para voltarmos a, todos poder abraçar

Tu costumavas ter o condão de juntar multidões

Mas este ano é diferente, não nos devemos beijar!

Nem se quer nos podemos ajuntar

Temos de nos manter afastados

Portanto, vais ter de te habituar 

Nada de aliciares as pessoas para grandes concentrações

Não insistas nas tuas tentações

De quereres todos amontoar

Seja nas praias, ou noutro qualquer lugar

Infelizmente, para nalguns casos, o álcool, emborcar

É assim que gostamos de festejar

Só que o covid-19 não o permite

E, enquanto ele mandar

Não nos podemos alargar

Porque ele cumpre as ameaças

Levando-nos à desgraça!

O melhor é tentar com ele não conviver

Temos é de o combater

Nos combates, não há lugar para festas!

 

Bom São João

 

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

19
Jun20

Adeus

cheia

Adeus Primavera!

 

 

 Adeus Primavera!

Até para o ano

Que venhas, ainda, mais encantadora

Cá ficamos à tua espera

Vamos tentar viver mais de acordo com a Natureza

Para que venhas, ainda, com mais beleza

Sem máscaras, nem tristeza!

Nos próximos doze meses, prometemos viver de acordo com os teus desejos

Reciclar, reduzir, reutilizar

Nos esgotos, óleos alimentares e de carros, não deitar

Alimentos e outros produtos não desperdiçar

Andar de carro, temos de reaprender a andar

Os transportes públicos temos de privilegiar

As infraestruturas temos de apoiar

As obras de fachada, só para o dinheiro estragar, temos de detestar

Temos tanto em que pensar e nos ocupar

Doze meses para tanto, não são suficientes!

Mas, já é tempo de sabermos escolher entre o trigo e joio

De semear sementes para o futuro

Neste presente, muito duro!

Em que temos de desenhar um mundo melhor

Onde todos tenham direito a um lugar seguro

Não há tempo a perder

Porque todos os dias os filhos nos pedem de comer

Infelizmente, há quem, com a fome dos outros, se goste de entreter

Hoje, ainda, vão entreter-se com a discussão: “ casa onde não há pão, todos ralham, ninguém tem razão”

Não têm pressa, não é deles a aflição!

Se não, não precisavam de, tanto tempo para tomarem uma decisão

É por isso que muitas coisas são feitas tarde e a más horas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15
Jun20

O amor

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O amor

Foi o teu olhar radioso

Esse olhar encantador

De uns olhos de flor

Que mudam de cor

Que me prenderam

Para sempre!

Acompanhados de um boca de amora

Com uns rubros lábios

Onde o amor mora

E o meu coração chora

De alegria!

Por poder beijá-los todo o dia

Não posso, deles, apartar-me

Prendeste-me!

Com essa magia de encantamento

Há muito tempo!

De que já não sei bem ao certo quanto

Mas, há quase cinquenta e cinco anos, que vivemos sob o mesmo teto

Como te agradeço as flores, que nos deste!

Que nos deram, ainda, mais flores

Para o nosso jardim perfumarem

Perfume, que esperamos, perdure pelos séculos

Enquanto, vamos, do perfume, desfrutando.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

13
Jun20

Santos Populares

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Arraiais

Com um manjerico no regaço

Perfumas o ar e o espaço

Cheira a Santos populares

Não há arquinhos nem balões

Gritamos a plenos pulmões

Abracem as multidões

Com os longos braços virtuais

Porque este ano, o vírus não nos deixa tirar as máscaras

De boca tapada e braços atados

Não há abraços, nem beijos

Ficam por cumprir os desejos

De a quarentena acabar

Porque o covid-19 continua a não nos querer deixar

Saltar a fogueira

Assar as sardinhas

Beber umas pinguinhas

À saúde de Lisboa

Este ano não marcha nada

Nem o cheiro a sardinha assada

Que todos podiam saborear

Quando não tinham dinheiro

Para, as sardinhas, pagar

Contentavam-se com o cheiro

E o movimento dos marchantes, na Avenida

Lisboa está apagada!

Acabou-se a barulheira

Podemos, o sono, sossegar

Não há turistas, nas esquinas, a mijar

Nem marujos a gritar

Por as portas estarem  a fechar

Ficámos enclausurados no lei-of e no teletrabalho

Quando acabar, vamos para o desemprego

Porque o mar de rosas não vai aguentar

Tanta gente a mamar

Nos milhões, que vão chegar

Que mais tarde ou mais cedo teremos de pagar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10
Jun20

Dia de Portugal

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Dia de Portugal

 

Um povo sonhador e aventureiro

Que não cabe no sei canteiro

Tem, sempre, de andar a deambular, pelo mundo inteiro

Perdeu o império, mas não ficou prisioneiro

Virou-se para o seu Continente, mas continua insatisfeito

A terra não o satisfaz por inteiro

No mar, nessa estrada sem fim, é pioneiro

Tem um mar imenso, mas contínua sem bússola nem roteiro

Quando não há borrasca, corta as amarras e segue lampeiro

Tem muito por onde navegar, mas não consegue encontrar o rumo

Nesta pandemia fez das tripas coração, surpreendeu o Mundo

Diz que é desta que vai aproveitar a sua terra e o seu mar

Fazendo com que o retângulo fique equilibrado

Criando condições para que todo o país seja ocupado

Não vá o barco tombar, fazendo com que tudo vá ao lado

É preciso acabar com os guetos à volta das grandes cidades

No teletrabalho, podemos estar em qualquer lado

Não podemos é estar abandonado!

Um país tão pequeno e tão desequilibrado

Fruto de ser, por incapazes, governado

O que, infelizmente, tem acontecido ao longo dos séculos

Imploro ao escolhido consultor

Que dizem ser um bom gestor, com visão!

Que abra a cabeça aos políticos

Para que olhem para todo o país

Que com uma dívida pública de 135%, só pode ser infeliz

Um país inviável, que o mais certo é voltar, mais uma vez, à falência

Que não se fiquem pelos remendos, clientelas, vozes do passado

Que se contentariam com 3 Auto europas

Quando o que nós menos precisamos é estar dependentes de setores

Que de um momento para o outro podem colapsar

Como nos aconteceu, agora, com o turismo

O país precisa de um plano de raiz

Um plano integrado, bem pensado

Para a agricultura, para as pescas, para as energias, para as comunicações……

Que nalguns aspetos deveria ser conjugado com os nossos vizinhos espanhóis

Como o comércio de eletricidade, que não se pode armazenar

A bitola ibérica, para que os comboios, a Europa, possam percorrer

Vamos ver o que é que os interesses dos políticos deixam fazer.

 

José Silva Costa

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05
Jun20

O futuro!

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Quanto pior, melhor!

A democracia é o melhor sistema político

Porque quem está no poder, tem que fazer com que os eleitores não o substitua

Os partidos da oposição desejam que quem está a governar falhe

Para poderem, mais facilmente, ganhar as eleições

Como seria diferente se os eleitores se interessassem mais pelos assuntos da governação!

Como estamos numa encruzilhada, sem saber o que fazer, nem o que nos espera

Como estamos na espectativa de receber, da U.E., uma boa maquia, por causa da pandemia

Graças a um conjunto de coincidências: a saída do Reino Unido, a pandemia, a contestação dos extremistas, tanto de esquerda, como de direita, termos, pela primeira vez, uma mulher, na Presidência da Comissão, a Senhora Merkel não se recandidatar a Chanceler, e pretender ficar para a posterioridade como uma grande mulher

O Primeiro-ministro achou por bem pedir ajuda ao Engenheiro Costa e Silva, para o ajudar a melhor gastar os milhões

É certo que o fez à socapa, quando o devia ter publicitado, porque o povo tem de saber, com que linhas se cose o futuro

Mal se soube do convite, caiu o Carmo e a Trindade

Toda a oposição se indignou, porque não é político, não foi eleito, não entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional ………

Os muitos comentadores também afinaram pelo mesmo diapasão

Acho que não têm razão, todos devemos participar na discussão

Todos temos o direito de dar a nossa opinião

É o futuro que está em construção!

Desta vez, não podemos permitir que construam mais estádios de futebol

Que estão às moscas, por pagar, sem dinheiro para a sua manutenção

Enquanto as escolas continuam à espera de remodelação

Há escolhas que são grande aberração

E põem o futuro em estagnação

Sei que não é fácil mobilizar as pessoas para o salto no desconhecido

Mas nós só teremos êxito se formos capazes de inovar e acrescentar valor ao nosso tecido

O ensino é a melhor ferramenta para fazer avançar o país

Temos de fazer o maior investimento, que seja possível, em professores, equipamentos tecnológicos e edifícios

Outro setor, que a pandemia veio demonstrar, que não o podemos descurar, é o Serviço Nacional de Saúde

Para sermos coerentes, com o que a Natureza exige, as energias renováveis temos de incrementar

A ferrovia não a podemos dispensar!

E, as novas tecnologias é que nos fazem sonhar

Mas, para tudo isto, é preciso, as amarras, cortar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

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