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cheia

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26
Mai19

Domingo de Maio

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O último domingo de Maio

 

Fomos votar

À tardinha, pela fresquinha

Aproveitámos para caminhar

De onde votamos vê-se o mar

Depois, as pernas pediram para descansar

Estavam cansadas de décadas a andar

Sentámo-nos junto a um parque infantil

Para saborearmos o último Domingo de Maio

Onde as mulheres e homens de amanhã testavam a testar as aptidões

Ficámos a comtempla-los, e a ver o mar e o sol

O sol foi descendo devagarinho até se afogar, no mar

Mas antes lacrimejou como que a dizer-nos adeus

Prometendo voltar dentro de um quarto e meio do dia

No lado oposto, pujante e brilhante

Para ir subindo e aquecendo, ao longo do dia

Resta-nos menos de um mês para o vermos, mais uns minutos, aumentar

Depois vai diminuindo até o inverno chegar

Temos o privilégio de vê-lo nascer a esfregar os olhos, antes de aparecer na totalidade

E à tarde, com tempo para vestir o pijama, antes de se deitar, no mar

Enquanto, que no Equador nasce e põe-se instantaneamente.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

23
Mai19

Flores e amores

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Flores e amores

Maio, flores, perfume, amores

Luz, Sol, Calor, sonhos

Um mês cheio de encantos e recantos

Quando nos pomos a cantar e a escutar

A beleza da Natureza, na pureza do seu bem - estar

Todos os anos, de novo nascida, para nos mostrar

Quão curta é a vida

Mas, presos na nossa ambição, nas nossas correrias

Como se tudo não acabasse um dia!

Nem temos tempo para a contemplar, desfrutar dos seus cheiros

Da sua harmonia, do som sussurrado dos ribeiros

Outrora, puros e cristalinos, hoje, depósitos de maus cheiros

É o progresso, o custo de termos água canalizada e saneamento

Que tanto contribuem, para que tenhamos uma mais longa e asseada, vida!

É por isso que se diz, que nem tudo são rosas, também há espinhos

Mas, o progresso trouxe-nos, e cada vez mais nos trará mais mimos

Só temos que pensar e não exagerar

Para não deitarmos tudo a perder

Voltando às trevas e começar tudo de novo

Parece que estamos num ponto de grande viragem

Oxalá consigamos equilibrar o barco, mantendo-o na senda do progresso

Que mesmo, carregado de nuvens, aqui e além, atravessadas por brilhantes raios de Sol

Como aconteceu, em Taiwan, com a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo

O Sol rompeu no Oriente!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

17
Mai19

Rosas

cheia

Rosas de Maio

Nas asas da Natureza

Vejo toda a tua beleza

Lábios de rubro veludo

Como as Rosas de Maio

Todas as manhãs sigo os teus passos

Todos os dias vou no teu encalço

Para saborear o teu perfume

Que armazeno na memória

Para desfrutar dele a qualquer hora

Mas, tu não olhas para ninguém

Não tiras os olhos do telemóvel

Do eBook, onde lês os romances

E, andamos assim há anos!

E, tu sem saberes que vivo para te ver

Mas tu não tiras os olhos dos romances!

Nem sequer, para a cor, lhes ver

Hoje, ninguém tem tempo de olhar para o próximo

Absortos no seu mundo, de fones nos ouvidos

Dedos e olhos pregados nos telemóveis

Passamos todos os dias, quase uma hora

Lado a lado, no comboio, mas nem uma palavra!

Antigamente, conseguíamos entabular um diálogo

Nem que fosse a falar do tempo

Depois, todos os dias desabafávamos sobre a vida

Emprestávamos livros uns aos outros

Jogávamos às cartas

Agora nem os bons dias, damos uns aos outros

Como faço, para te dizer, que sem ti não passo?

José Silva Costa

 

 

 

 

Rosas de Maio

Nas asas da Natureza

Vejo toda a tua beleza

Lábios de rubro veludo

Como as Rosas de Maio

Todas as manhãs sigo os teus passos

Todos os dias vou no teu encalço

Para saborear o teu perfume

Que armazeno na memória

Para desfrutar dele a qualquer hora

Mas, tu não olhas para ninguém

Quanto mais para mim!

Não tiras os olhos do telemóvel

Do eBook, onde lês os romances

E, andamos assim há anos!

E, tu sem saberes que vivo para te ver

Mas tu não tiras os olhos dos romances!

Nem sequer, para a cor, lhes ver

Hoje, ninguém tem tempo de olhar para o próximo

Absortos no seu mundo, de fones nos ouvidos

Dedos e olhos pregados nos telemóveis

Passamos todos os dias, quase uma hora

Lado a lado, no comboio, mas nem uma palavra!

Antigamente, conseguíamos entabular um diálogo

Nem que fosse a falar do tempo

Depois, todos os dias desabafávamos sobre a vida

Emprestávamos livros uns aos outros

Jogávamos às cartas

Agora nem os bons dias, damos uns aos outros

Como faço, para te dizer, que sem ti não passo?

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rosas de Maio

Nas asas da Natureza

Vejo toda a tua beleza

Lábios de rubro veludo

Como as Rosas de Maio

Todas as manhãs sigo os teus passos

Todos os dias vou no teu encalço

Para saborear o teu perfume

Que armazeno na memória

Para desfrutar dele a qualquer hora

Mas, tu não olhas para ninguém

Quanto mais para mim!

Não tiras os olhos do telemóvel

Do eBook, onde lês os romances

E, andamos assim há anos!

E, tu sem saberes que vivo para te ver

Mas tu não tiras os olhos dos romances!

Nem sequer, para a cor, lhes ver

Hoje, ninguém tem tempo de olhar para o próximo

Absortos no seu mundo, de fones nos ouvidos

Dedos e olhos pregados nos telemóveis

Passamos todos os dias, quase uma hora

Lado a lado, no comboio, mas nem uma palavra!

Antigamente, conseguíamos entabular um diálogo

Nem que fosse a falar do tempo

Depois, todos os dias desabafávamos sobre a vida

Emprestávamos livros uns aos outros

Jogávamos às cartas

Agora nem os bons dias, damos uns aos outros

Como faço, para te dizer, que sem ti não passo?

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

13
Mai19

A Europa

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Europa, 74 anos depois

A velha senhora, a jovem moça, a mulher feita

Por estes dias celebra os setenta e quatro anos do fim do massacre a que foi sujeita

Deveria ser uma festa perfeita, mas nuvens negras voltam a toldar o céu europeu

Quem é que de tanto horror, já se esqueceu!

Lá porque, depois, nasceu, não é desculpa, para ignorar o que aconteceu

O holocausto não foi só para quem era judeu

Todos os povos, da Europa, muito sofreu.

Ao fim de sete décadas, parece que há, quem já se tenha esquecido!

O sofrimento e a destruição foram de tal dimensão

Que um estadista – Robert Schuman - procurou uma solução

Em vez de se guerrearem deviam cooperar

Em 18/4/1951, Alemanha, França, Bélgica, Luxemburgo e Holanda criaram a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço

Estava aberto o caminho para a União Europeia

A coisa mais maravilhosa, que os europeus criaram

Por ser um projeto de solidariedade e cooperação

Mas ao fim destes anos, voltaram os egoísmos e os nacionalismos

As barreiras de arame farpado

O Reino Unido não sabe qual é o seu lado!

Um espaço onde, livremente, podemos viajar, trabalhar, viver

Com uma moeda no bolso que não é preciso cambiar

É uma longa construção, que espero vá, por muitos anos, continuar

Viver em paz, progresso e harmonia é um privilégio

Que não devemos menosprezar

Neste planeta todos temos de ter lugar.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

07
Mai19

Nem em10 anos!

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Em mais de 40 anos

Pela primeira vez

Um primeiro-ministro

Em vésperas de eleições

Tirou, a uma classe profissional

Todas as ilusões

Dizendo que nem em dez anos

Conseguem recuperar todo o tempo congelado

Não é isto que costuma acontecer!

Em ano de eleições prometem o céu e a terra

Mesmo que saibam que não o podem fazer

Então, o que é que está a acontecer!

Não o sei dizer

Mas, as condicionantes a isso o obrigaram

Se voltar a formar Governo, já tem meio caminho andado

Era tão bom, não ver o eleitorado enganado

Porque não o fez no início da legislatura?

Teria, aos professores tantas expetativas, poupado

Tanto protesto desperdiçado!

Tantos dias de trabalho adiado

Tanto encarregado de educação incomodado

Porque os miúdos tiveram de ir para outro lado

Assim, o país não passa de atrasado!

Mas, se tivesse sido sincero, a geringonça talvez mão tivesse arrancado

O mundo muito tem mudado

Mas, o ensino continua antiquado

O aluno, de livros, carregado

Quem quer evoluir, ao computador tem de estar agarrado.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

04
Mai19

Primavera portuguesa

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Portugal deitou-se nas trevas de uma ditadura

Acordou na radiosa Primavera de 1974

Ninguém imaginou que estávamos na esquina do futuro!

Passou o dia na incerteza de qual seria o seu futuro

Foi uma noite, que se prolongou por todo o dia, sem se saber o desfecho

Na falta de um cigarro, que um soldado pediu a uma senhora, para queimar o nervosismo

Esta, muito triste por não ter cigarros, deu-lhe um cravo vermelho, que ele colocou, no cano da espingarda

Foi o fim das guerras coloniais, o nascimento da revolução dos cravos

Mas, a noite, a madrugada e o dia foram muito longos e de muita ansiedade

Primeiro foi o frente a frente, na rau do Arsenal, dos carros de combate de Cavalaria

Felizmente, imperou o bom senso: os militares do Regimento de Cavalaria nº7, de Lisboa, não obedeceram à ordem de fogo

Estava ultrapassado o primeiro obstáculo: os militares não iam disparar uns contra os outros

De seguida os homens da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém, comandados por Salgueiro Maia, dirigiram-se para o Convento do Carmo, onde se tinha refugiado o Primeiro-Ministro, Marcelo Caetano

Depois de posicionados os carros de combate, para a eventualidade de terem de disparar, o largo do Carmo começou a encher-se de populares

Ao longo da tarde, por várias vezes, Salgueiro Maia utilizou um altifalante, pedindo que se rendessem

Sem resposta dos sitiados, o comandante militar mandou disparar uma rajada de metralhadora, sobre o edifício

Passado algum tempo, depois deste aviso, entrou no Convento um carro com o General Spínola, para que Caetano lhe entregasse o Governo do país

Foi um dia muito longo e muito importante, não só para os portugueses, como para todas as colónias portuguesas

Com a nossa Revolução nasceu uma nova era

O Mundo nunca mais foi o que era.

José Silva Costa

 

 

 

 

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