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26
Abr19

Campanhas eleitorais

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Esbanjar

Indiferentes aos vinte por cento de pobres, deficientes serviços públicos, baixos salários

Os partidos continuam surdos e mudos aos sinais dos tempos

Não aceitaram que os diferentes atos eleitorais se realizassem todos no mesmo dia!

Preferem meio ano de campanhas eleitorais, porque já produzimos demais!

Quanto se poderia poupar? Parece que temos muito, para esbanjar

Vão gastar cinco milhões, só para as europeias

Não admira que falte, para tantas coisas, também, muito importantes

Tornaram-se máquinas opressivas, que só veem e ouvem os que os apoiam

Quem discordar ou opinar é imediatamente insultado e expulso

No Governo e em algumas autarquias criaram centros de emprego

Primeiro para os familiares, para os outros só se sobrar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

23
Abr19

45 anos

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25 de Abril de 2019 ( 45 anos)

Quarenta e cinco anos, na vida de uma pessoa, pode ser muito tempo, mas na vida do Mundo, ou de um país, não é nada!

Há 45 anos fomos acometidos por tantos sonhos, tantas expetativas, e, hoje, olhamos para trás e o que é que vemos!

Um rasto de corrupção, de vaidades, de desigualdades; aumentaram os muito ricos, muito pobres e os sem-abrigo

Para alguns, viver é mesmo um castigo!

A justiça não funciona: nem mesmo depois de o processo ter transitado em julgado, o condenado, para a prisão, não é levado

Felizmente ainda, podemos falar, mas isso não chega!

Com uma dívida de mais de 120% do produto Interno Bruto

Que nos custa, em juros, 14% dos impostos: a 3ª maior fatia, mais do que a educação!

Não conseguir um emprego é uma maldição

Com salários e pensões miseráveis, continuamos na cauda da Europa

Nem tudo é mau: temos muito mais e melhores vias de comunicação

Muito melhor educação e cuidados de saúde

Mas não conseguimos estancar o abandono do interior

Nem mesmo com avultados investimento em infraestruturas: água, luz, esgotos

Em localidades, que nunca teriam visto estes fatores de progresso

Se não tivesse acontecido a revolução

Mas, tudo foi em vão, porque muitas vão ficar sem nenhuma habitação

Num país tão pequeno, será assim tão difícil conseguir uma melhor distribuição!

Do dinheiro, para investimento, para conseguir fixar a população

Do talento, para fazer vibrar todo o território, e não só o litoral!

Pobre pais, que depois da revolução, já tiveste de chorar, três vezes, no ombro do FMI

Não conseguiste aproveitar os rios de dinheiro, que da europa, recebeste

Gasto em formação profissional, na qual ninguém aprendeu nada, por que o fim era o dinheiro conquistar

Em estufas, que se transformaram em carros de alta gama

Em aviários, que poucos anos duraram

Nos bolsos de alguns muito terá ficado!

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

17
Abr19

Quando tudo acaba

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Quando tudo acaba

O trágico acidente, que acaba de acontecer, na Ilha da Madeira

Foi o fim de todos os sonhos, para as 18 mulheres e 11 homens

Para os seus familiares e amigos as mais sinceras condolências

Num dia, já por si agitado, devido à falta de combustível

É muito duro sofrer este duro murro, para nos fazer pensar

Que a vida tem tanto de importante como de periclitante

Para quê tanta fome, tantas desigualdades?

Tantas vaidades, tanto racismo, fazendo com que a cor seja um castigo

Paz às suas almas.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

14
Abr19

Mulheres!

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Mulheres!

 

Pode não ser uma nova primavera árabe

Mas, em poucos dias, dois ditadores foram ao ar

Não resistiram à pressão das manifestações

Quando as populações se unem, nem as armas as calam

Na Argélia e no Sudão nasceram ventos de esperança

No Sudão, foi das mulheres, o papel principal

São elas e os filhos quem mais sofre, com as guerras

No fogo cruzado, são abusadas, escravizadas, mal tratadas

São elas quem mais trabalha nos campos, nas lavras

Tentando assegurar, às famílias, o sustento

Num Continente a precisar de melhor vento

Quando cai um ditador, seja onde for, é sempre um bom momento

Mas em África, de onde tanta gente foge por causa das guerras, da fome, do horror

Cada dia de esperança tem muito mais valor!

 

José Silva Costa

08
Abr19

Água!

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A água

 

Uma planta desmaiada

Por uma gota de água, reanimada

Numa perfumada madrugada

Com a Lua, por uma lágrima de nuvem, lavada

Toda a Natureza participou na alvorada

De um dia, que nasceu do nada

Quando uma nuvem é tão importante

Para fazer inchar uma semente

E, uma nova vida começa instantaneamente

Com um pulsar ofegante

Como se fosse um grito de gente erguida

Germinada no calor suado de um beijo

No imenso prazer do desejo

Num ato de amor verdadeiro

A água é o nosso mealheiro

Devemos poupá-la o ano inteiro

Como fazemos com o nosso dinheiro.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

01
Abr19

Elemento

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O vento

Na beleza do vento descanso o pensamento

Nesse voltear e assobiar está uma grande alegria

Um colorido e um perfume invisíveis que ninguém imagina

Se conseguíssemos abraçar o vento poderíamos ver o seu encantamento

Um rodopiar sem igual, uma leveza, que nos podia, para qualquer lugar, levar

Ah! Como é volátil e mavioso o seu massajar

Quantas vezes, me atravesso, no teu caminho, para te tentar agarrar!

Mas escapules te não sei por onde, que nunca te consigo agarrar

Sinto o teu afagar, mas não te consigo beijar

Não penses que vou parar, desistir de te, um dia, nos meus braços, apertar

Podes ser muito escorregadio, invisível e até frio

Um dia vou surpreender-te, prender-te e dormir nos teus braços

Não deve haver melhor berço!

Não te esqueço

Espero-te em todas as esquinas

Onde tanto arrefeço

Para não perder, uma só que seja, oportunidade de te admirar.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

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