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25
Nov18

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra a Mulher

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Doméstica, Violência

O que se passará?

Para matarmos as nossas companheiras

Deixando os filhos ao deus dará!

Somos animais racionais?

É que os outros não matam as companheiras

Nem deixam os filhos ao deus dará!

O que é que connosco se passará

Para matarmos, a quem dizemos, amar?

Aquela que escolhemos para nossa companheira

Aquela, que escolhemos para mãe dos nossos filhos

Aquela a quem dissemos que queriamos, nos bons e maus momentos

Não pensamos no sofrimento que causamos

Matamos as nossas mulheres!

Com que direito matamos?

Se a vida não nos pertence!

Devemos, a todas, respeito.

 

José Silva Costa

 

19
Nov18

Presente de Natal

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Prendas de Natal

Prendas de Natal, sem o vil metal

Este ano dê tempo, amor, amizade, coisas com valor

Visite uma amiga/o na cadeia, num lar, num hospital

Há situações em que dois dedos de conversa têm muito amor

As prendas que não se vendem nos supermercados deixam-nos esperançados

Que o mundo continua, de pessoas, povoado

Que ainda não estamos, pelos robots, ameaçados

Que, apesar de não termos tempo para nada, ainda nos conseguimos das redes digitais, nos, desligar

Por poucos minutos que sejam, vai ser um presente diferente

Lembre-se que nada substitui um abraço, um beijo, um olhar, um sorriso

Ganhe um dia, uma manhã, uma tarde ou uma noite com os filhos, netos, sobrinhos, afilhados

Acompanhando-os num evento escolhido, por eles

Eles vão preferir, a enterra-los em brinquedos

Hoje, muitos miúdos reclamam mais tempo com os progenitores

E, nós, muitas vezes, não nos apercebemos dessas dores

Pensando que podemos comprar o tempo, que lhes devemos

Comprando-lhes tudo o que querem

Uma alegria que só dura o tempo enquanto as prendas desembrulha

Num mundo virtual, continuarmos humanos é essencial.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

14
Nov18

Obsessão

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Obsessão

Muito se tem falado em obsessão

Por causa do orçamento da Nação

Há quem ache que não

Mas, para mim não deveria haver défice

As despesas deveriam ser iguais à receita

Porque mesmo com a obsessão

Os défices não baixam dos três por cento

Num ano foi o BPN, nos outros foram o BES e a CGD

Mas, os populismos, tanto de esquerda como de direita, não se preocupam com os défices

Prometem o céu e a terra, quando se trata de eleições

Quando, todos, deveriam era fazer leis para baixar a corrupção, o défice e a dívida

Porque a corrupção é um cancro, o défice e a dívida custam-nos muitos milhões, em juros

Que poderiam ser muito melhor utilizados na saúde, na justiça, na educação

Mas, os partidos de esquerda continuam muito preocupados com a obsessão do défice zero

Quanto a uma dívida de cento e vinte tal por cento, nem uma palavra

Em tempos falavam muito em não pagá-la!

Estamos a pagar muito menos pelo serviço da nossa dívida

Não sei se é por causa da obsessão, se por os agiotas dos fundos de investimento, com Portugal, terem engraçado

O que gostava, é que tivéssemos um Governo com a obsessão de reduzir a dívida para metade

Para ver se conseguimos dinheiro para tantas promessas não cumpridas: tirar o amianto dos edifícios públicos, que tantos mortos, tem provocado

Em vez de o andarem a dar aos fundos de investimento, fazendo com que os reformados, que investem nesses fundos, sejam forçados, todos os dias, a andarem a passear, dando voltas ao mundo, para o gastarem.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

10
Nov18

O sonho

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Futuro

Tu, que nasceste fora de um muro

Não dás valor à liberdade!

Ver as maiores barbaridades e não poder dizer nada

Só respirar no intervalo do assobiar das balas

Todos agarrados ao medo

Sem saber o que é um emprego

Ninguém aguenta o desespero

Por muito que custe, decidem fugir

Agarram nos filhos e metem os pés ao caminho

Sem saber o que vai acontecer, qual o rumo

No infinito da noite, os filhos querem saber

Qual a razão de deixarem as suas casas

Quando voltam a ver os amigos e brinquedos

Quem é que lhes consegue responder!

Se o futuro está no escuro

A terra onde nasceram, não os quer!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

06
Nov18

Outono

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Outono

Lá fora, frio, vento, chuva, neve, frio

Cá dentro, o calor da lareira, o cheiro da batata-doce assada

As castanhas a queimarem a mão, o perfume rubro de uma romã

Nozes, figos secos, pinhões, um mar de sensações

Os cheiros do Outono. Cada estação do ano tem os seus cheiros!

No aconchego do lar, já cheira a consoada

O Natal está aí, não demora nada!

 

José Silva Costa

03
Nov18

Século XXI

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Século XXI

Dormimos descansados

Ao lado dos esfomeados

Dos que morreram de fome

Dos que deixaram tuto para trás

Quando na realidade não deixaram nada

A única coisa que tinham

Eram balas a zumbirem-lhes aos ouvidos

Agarraram-nos filhos e partiram

Na esperança de encontrarem segurança e pão

Mas, os que têm o poder na mão

Votam naqueles que lhes dizem não

Que num dia dizem que vão mandar os soldados atirar

No outro dia a opinião pública fá-los recuar

Nunca se sabe com o que se pode contar

Morrer, por morrer, vale mais enfrentá-los

Tudo, menos ver os filhos, de fome, morrer (Iémen)

Como podemos, na humanidade, crer!

Para onde quer que nos viremos

Só vemos mães e pais com os filhos nos braços

Sem saber o que fazer

Desesperados, atiram-se ao mar, aos rios, ao arame farpado

Mas, ainda há que durma descansado!

 

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

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