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29
Set18

Aniversário

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Aniversário

 

É do futuro que nos alimentamos

Com o qual, todos os dias, sonhamos

Mas, à medida que, os anos, contamos

Do futuro nos aproximamos.

Comemorámos mais um aniversário do nosso casamento

Uma semana para saborear o momento

Foi um inesquecível momento

Como reza o tempo.

 

José Silva Costa

21
Set18

O amor

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Meu Amor

 

Meu amor, os anos têm muito calor

És a mais linda flor

O teu perfume é encantador

Os anos não apagam o seu ardor

Viajamos nas asas do amor

Com os nossos sonhos sem cor

À procura do paraíso em flor

Onde possamos colher a nossa flor

Continuaremos com o nosso encantamento

Até que se apague o tempo

Na doçura dos braços do vento

Onde, todos estes anos, temos estado

Neste longo caminho, lada a lado

Continuamos a nossa caminhada

Acompanhados pelo sol, na nossa morada

Minha eterna namorada.

José Silva Costa

 

 

 

17
Set18

Viva a música

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Viva a música

Loulé inaugurou uma academia de música

Com uma cajadada matou dois coelhos: recuperou um palacete, para instalá-la

A única a sul do Tejo!

Ficaria, ainda, mais contente se tivesse sido em Beja ou Évora

O interior esquecido, que todos têm perto dos lábios, mas longe do coração

Depois do betão, das rotundas, das autoestradas, a valorização: cultura

Não sou dos que dizem mal do betão, das rotundas, das autoestradas

Infelizmente, temos muitas pessoas a viverem em barracas

As rotundas são a melhor solução, para fazer fluir o trânsito, nos cruzamentos e entroncamentos

As autoestradas encurtaram as distâncias

Mas, revolta-me, que não tenhamos pré-escolar para todas as crianças

Quando o pré-escolar deveria ter sido a primeira prioridade

Mas, nós damos mais valor às festas da cidade

Isso do ensino, poderá ou não ver-se algum resultado, monetário, ao fim de 20 ou 30 anos!

Muitos parabéns aos Louletanos.

José Silva Costa

 

 

 

 

 

 

13
Set18

Bebo o vento

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Adivinho um novo tempo

Quando bebo o vento

Uma grande transformação está em andamento

Já há muito tempo

Mas, o século XXI deu-lhe um grande andamento

Quando bebo o vento

Vejo muita gente muito revoltada por dentro

Que calou muitos segredos durante muito tempo

Mas, o século XXI deu-lhe um grande alento

Abriu-lhe a boca, e ela disse tudo o que tinha lá dentro

Aqueles que, no exercício de altos cargos, os outros humilharam

Estão, todos os dias, a ser denunciados

Houve, como que, o destapar de uma panela de pressão

Rebentaram escândalos, como nunca ninguém tinha visto, até então

Os acusados não conseguem calar a multidão

Da Igreja ao cinema, da televisão à diversão

Chovem pedidos de demissão, resignação, perdão

Mas, nada disso cala a multidão

Foram muitos anos de humilhação.

José Silva Costa

07
Set18

As recordações!

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O crime organizado

O negócio dos incêndios tem vindo a aumentar

Mostrando que está bem organizado

Conta com muito apoio, que julgávamos insuspeito

De nada serviram as limpezas, as campanhas publicitárias

As ameaças exercidas

Quem é que está a fazer desta tragédia, um bom modo de vida?

Querem muito sol e vento, queimam a Norte, a Sul e ao Centro

Depois da trágica incompetência do ano passado

Agora, tentam salvar vidas

Quanto ao resto permanece o lema - “deixa arder, que o meu pai é bombeiro”

Este ano, para além dos pinheiros e eucaliptos, arderam também azinheiras e sobreiras

Que, se calhar, não dão tanto dinheiro

As sobreiras, que levam meio século a crescer, têm feito, com que Portugal

Na produção de cortiça, seja o primeiro

Mas, tendo a sorte de ver a vida poupada, não quer dizer que não sinta

A morte das casas, dos animais e das árvores, que os avós e os pais plantaram

Morreram azinheiras e sobreiras centenárias, com fogo, por mão de criminosos, ateado

Já não é só o incendiário, mas o crime muito bem organizado!

Sem o suficiente empenho na defesa de bens, que gastaram gerações, para serem criados

Com tanto esforço em meios humanos e materiais, não se veem resultados!

José Silva Costa

 

 

04
Set18

Como geril o sol?

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O tempo

 

Um tema que dá para entabular conversa com qualquer pessoa, em qualquer momento

Nunca ninguém está contente com o tempo

Ou porque faz sol, ou porque chove, ou porque está vento

Conversa para matar o tempo!

Porque não consegue alterar o tempo

Uma vez que não conseguimos influenciar o tempo

Vamos escolher entre o horário de verão e o de inverno

Na ilusão de que vamos alterar o nascer e o por do sol

Quem expressou a opinião quer o horário de verão

Mas eu não (quero os dois)

Já vivi essa experiência um ano e não gostei

Tive de me deitar às vinte e duas horas, ainda, com sol

E levantar-me às seis estremunhado

Esta discussão já vem do passado

Como nasci no campo, onde não havia fábricas nem escritórios

As pessoas viviam do que conseguiam arrancar da terra

Falavam muito da hora solar e da hora oficial

Quando tinham de tratar de assuntos burocráticos tinha de se sujeitar à hora oficial

Mas, nos trabalhos do campo mandava a hora solar

Se optarem pelo horário de verão

Vamos ter o sol a nascer às nove horas, nos dias de menos horas de sol

Como, atualmente, muita gente começa a trabalhar às oito

Terão de alterar o horário, porque ao ar livre não há interruptor para acender a luz.

 

José Silva Costa

 

 

 

 

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